Política

Ainda a matemática para eleger vereador

A respeito do regramento sobre as eleições proporcionais – vereadores – internauta que se identifica como Eron Melo escreve que:

“Lages não vai fazer 16 vereadores, assim como os municípios da Serra”.

NA VERDADE

A lógica não é essa. Todos os municípios elegerão seus vereadores. Mas a regra será do quantitativo de votos para cada vaga, com base no quociente eleitoral.

HIPOTETICAMENTE

Vamos supor, numa análise absolutamente hipotética, que todos os candidatos a vereador de cada partido somem a seguinte quantidade de votos em Lages, na disputa de outubro:

PSD – 22.000 votos

PPS – 17.000 votos

PSL – 12.000 votos

MDB – 11.000 votos

PP – 11.000 votos

PSDB – 6.000 votos

PTB – 6.000 votos

PDT – 6.000 votos

PL – 6.000 votos

ETC – 4.000 votos

NESSE CASO

PSD conquistaria quatro vagas, PPS (Cidadania), considerando Carmen Zanotto como candidata a prefeita ourtras três vagas, o PSL tendo supostamente Lucas Neves como concorrente a prefeito mais duas vagas e o MDB com as mesmas duas vagas devido ao histórico do partido, visto que atualmente não acena nome forte para a disputa na majoritária. O PP que ajuda a pilotar a máquina elegeria outros dois vereadores. Siglas como PSDB, PDT, PL e PTB colocariam uma representação na Câmara.

OBSERVEM QUE...

A análise é hipotética, dentro da atual realidade onde quem comanda o Paço tende a fazer o maior número de vagas na Câmara, pelo histórico de outros pleitos. Também o fato de que, caso partidos como Cidadania e PSL tenham candidaturas na majoritária (Carmen e Lucas), esses tendem a ter maior volume de votos a vereador. Do contrário, sem candidato a prefeito, teriam dificuldades de eleger um.

POR FIM

Embora o quociente eleitoral considerado (100.000 votos válidos para 16 vagas), mesmo o PSD, por exemplo, não fazendo quatro vezes esse quociente eleitoral (6.250 votos x 4), na matemática do arredondamento final (as sobras) acabam gerando o número de vagas conquistadas.

OUTRA REGRA

Se um partido lançar 24 candidatos a vereador em Lages e cada um fizer 500 votos, totalizando 12.000 votos, não elege ninguém. Estranho, não é mesmo? Mas há uma cláusula de barreira que exige que um dos candidatos faça, pelo menos, 10% do total do quociente eleitoral. Se o quociente em Lages for de 6.250 votos, pelo menos um concorrente tem que fazer 625 votos, do contrário, não entra ninguém, mesmo com uma quantidade expressiva de votos.

As novas regras para a Câmara acabam com coligações na proporcional e exigem quantidade mínima de votos para eleger um vereador em cada partido

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2 comentários para: “Ainda a matemática para eleger vereador”

  1. Lembrando que na nova legislação os partidos que não atingem o quociente eleitoral ainda assim participam do cálculo das sobras.

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