Política

Impeachment de Moisés: Quase bobagem

Não são os expressivos 71,09% dos votos conquistados na eleição, constituindo-se numa das maiores votações da história de Santa Catarina e nem os 67,23% de votos conquistados em Lages – quando fez 7 de cada 10 votos, que retiram de uma minoria contrariada, a comemoração diante de certos tropeços de Carlos Moisés como governador.

E DESSES TROPEÇOS…

O mais recente a repercutir é o protocolo feito pelo defensor público, Ralf Zimmer Júnior, pedindo o impeachment do atual governador. A peça levada à Assembleia Legislativa acusa Moisés e a vice de crime de responsabilidade. O teor com mais de 100 páginas faz referências a um reajuste dado pelo Estado aos Procuradores que estaria em desacordo com a lei.

QUEM É ZIMMER?

Autor do primeiro pedido de impeachment contra Carlos Moisés foi o Defensor Público Geral do Estado na gestão de Colombo. O protocolo feito em pleno recesso faz com que o documento permaneça para análise pela Procuradoria da Alesc, quando do retorno das atividades em fevereiro

Zimmer é autor do primeiro pedido de impeachment contra Carlos Moisés

ALGO QUE PREOCUPA?

Em nome do respeito ao parlamento que tem autonomia para decidir sobre essas questões, naturalmente que o governador Carlos Moisés não pode dar de ombros ao tema. Entretanto, não se trata de uma providência inédita.

PEDIDO É CORRIQUEIRO

Para se ter ideia do quanto o advento de pedido de impeachment contra governadores é corriqueiro, Raimundo Colombo, entre os dias 26 de outubro de 2016 e 23 de maio de 2017 – num intervalo de 7 meses – foi alvo de quatro pedidos de impeachment. Nenhum deles se quer foi levado a plenário na Alesc. Ou seja…

Logicamente que o bom relacionamento com o parlamento – algo que foi visto ano passado – é importante para que esses pedidos sejam tratados no mesmo estilo que foram quando Colombo foi governador

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