Política

Impeachment e a estratégia em Lages

Embora Amauri Bacci, que atua na equipe de Ceron, tenha nos enviado outra mensagem ao contextualizar a interpretação dele de que estaríamos discursando contra um time vitorioso, apontando que “logicamente que nós sabemos que você está atacando a atual administração” e o cidadânico Maycon Carneiro entenda que estamos apedrejando Carmen Zanotto, vamos seguir interpretado os passos de quem deseja o Paço, aqui do lado de fora. O assunto de agora é o pedido de impeachment de Ceron.

ESTRATÉGIA 

Quem está de fora interpreta que o PSL, numa estratégia inteligente, retirou Lucas Neves do parlamento para a campanha e escalou o suplente João Cardoso com a missão de construir desgaste ao prefeito Ceron. E naquele seu estilo inteligente e experiente, Cardoso tem buscado cumprir a missão. Porém, há outra interpretação das pessoas a respeito: a busca de todas as formas de combater adversário ao pressentir o risco da bipolarização.

TERCEIRIZAÇÃO 

Em tempos de campanha não faltarão estratégias. E o PSL, que percebe o risco da bipolarização da disputa entre Carmen e Ceron, adota atitude mais combativa. Lucas Neves terceirizou o embate, optando pela peregrinação na rua e deixando seu suplente com a tarefa. Inteligente isso. Mas também precisa levar em consideração a inteligência da população. Se existe situação grave, qual razão dessa exteriorização somente agora exatamente na campanha?

QUESTÃO DO IMPEACHMENT

Acusa-se Ceron de pactuar que sua administração fizesse compras nos Supermercados Myatã, rede da qual é sócio (e não é porque temos banner da empresa na página que deixaremos de tocar no assunto), o que teria vedação legal. Mas daí ao invés de análise aprofundada, levantamento minucioso e leitura de quórum para levar adiante processo do gênero, pula-se direto para um pedido de impeachment. Razão disso? O efeito explosão de uma ‘denúncia’ e estratégia do desgaste à conta gotas. Inteligente isso!

NESSE VIÉS…

Para construtores da estratégia, importante é que se dê sonoridade a essa situação. Sangrando o assunto e repercutindo dia após dia na imprensa e nas redes sociais. Até porque aquela pesquisa sobre a aprovação da administração (Barão publicou) reforça preocupação da bipolarização sem o PSL. E isso seria um desastre. Daí a necessidade da artilharia: De um lado o combate à Carmen (por ser deputada), do outro disparos em Ceron (por causa do Myatã).

CERON NÃO COLABORA

A oposição sofre com Ceron. Isso é fato. Saímos de uma administração onde o prefeito foi preso, afastado e depois condenado (e está em grau de recurso, registre-se). E agora Lages tem um casca grossa que se quer recebeu um processo nas paletas por atos de gestão. Nenhum, absolutamente nenhum. O Gringo não colabora! Já que não se conseguiu o impeachment do prefeito anterior, tenta-se cortar caminho e lascar o impeachment no lombo do atual. “Alguém tem que sofrer impeachment nesta cidade! Não faz sentido isso não ocorrer!” É o que deve exclamar a discreta e quase secreta oposição.

MAS É DO JOGO

Entenda-se que a oposição não está errada. É do jogo. Ainda mais com possíveis números de pesquisas eleitorais nas mãos. Os dados devem sugerir a necessidade de alguns posarem de cordeirinhos e outros de lobos, nessa história de conquistar os doces (votos) para ocupar a casa da vovozinha (Paço). E nós da imprensa que cultuamos o coitadismo com o prefeito azarado, sofrido, injustiçado, vítima das circunstâncias da gestão anterior, reverberamos o apedrejamento ao atual que não recebera nenhum processo. A campanha não sei se será bipolarizada, mas a gente tem sido meio bipolar.

Vamos colocar somente a imagem da cobiçada porque se colocar foto de um dos personagens citados no post podem dizer que a gente está ofendendo ou defendendo este ou aquele lado. Os Carneiro e Bacci da vida sempre estão tirando suas próprias conclusões!

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