Política

Impeachment: Moisés vira refém de quem?

Um jogo de xadrez!

É o que se desenha de um procedimento aparentemente bobo, mas que reina no noticiário político nestes últimos dias de janeiro. Deputado Júlio Garcia, que preside a Alesc e que enfrentou um inferno astral ano passado por causa de uma das operações da Polícia Federal, tem em suas mãos o destino da pauta e a definição do caminho para o governador Carlos Moisés: Arquiva o pedido de impeachment ou o deixa tramitar?

DIZEM E EU NÃO AFIRMO

Nas internas da Alesc o que se comenta é que Júlio Garcia está com a chave do impeachment como o homem que segura um coelho diante de uma matilha de cães ferozes. O grupo canino estaria pronto para disputar quem primeiro pega o coelho. Não por fome, mas pela vontade de ‘brincar com o bicho’. Em outras palavras, haveria mais de um deputado pronto para dar alguns recados ao comandante, através das articulações impeachmentescas.

GARCIA, O PILATOS

Também há leitura de que Garcia não faria esforço para tomar decisão personalíssima sobre o tema. Lavaria as mãos. Pôncio Garcia. E liberaria o coelho para que seus colegas de parlamento ‘digam sobre o impeachment‘. Seria uma forma de tentar retirar o governador Moisés do pedestal que ainda o sustenta de ter conseguido o que nenhum político catarinense conquistou até agora: 7 em cada 10 votos numa eleição a governador.

TEM FUNDAMENTO?

Impeachment é igual blitz.

Se você olhar de atravessado para o agente de trânsito, a hipótese de um filtro até encontrar uma irregularidade no carango é enorme. A um interlocutor na Alesc argumentamos que não via juridicidade no pedido feito pelo defensor Ralf Zimmer. “Há motivos políticos. E na política a motivação às vezes é maior que a razão”.

PORTANTO

Talvez sem razão, os deputados poderão testar Carlos Moisés. Se o fizerem, o façam com juízo. Até porque se perderem o juízo, perde Santa Catarina.

Inferninho astral na vida do colega de Eduardo Leite nas peleias da política. Governador Moisés sabe que não fez nada para ser alvo de impeachment. Mas Dilma Rousseff também dizia que não fez…

Foto: Divulgação/Arquivo/Agosto/19

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