Política

Impeachment: Surpreende aceite da Alesc

PROCESSO CONTRA MOISÉS NADA TEM A VER COM CPI

A surpresa do aceite por parte da Assembleia Legislativa da tramitação do pedido de impeachment contra o governador Moisés ocorre porque o procedimento nada tem a ver com a CPI que investiga o escândalo da compra de respiradores. O procedimento anunciado pelo próprio presidente da Alesc, deputado Júlio Garcia, decorre de suposta incorreção na concessão de reajuste salarial a Procuradores do Estado.

ENTENDA O CASO

Os gestores estaduais – e daí entrou no boleto até a vice governadora Daniela Rainehr – teriam concedido o reajustamento aos procuradores a partir de uma decisão administrativa, quando dependeria de autorização legislativa. O pedido foi do defensor público Ralf Zimmer, mas num primeiro momento foi arquivado. Agora teriam aparecido ‘fatos novos’ levando a esse pedido que foi acatado pela Alesc. Há outros pedidos de impeachment na fila contra Moisés. Mas foi esse de Zimmer que prosperou.

O QUE ACONTECE AGORA?

Governador e vice terão 15 dias para apresentar defesa, sendo ambos acusados de crime de responsabilidade. Comissão de 9 deputados terá dois meses para instrução do procedimento. Ao final, se concluir por procedência daquilo alegado, o tema vai a plenário. Se 27 dos 40 deputados votarem favoráveis ao relatório da comissão, governador e vice são afastados dos respectivos cargos.

Não bastasse a gestão da pandemia, governador Moisés tem mais essa parada política para enfrentar no parlamento catarinense com um pedido de impeachment que pode levá-lo à saída do cargo

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