Política

Indiciados ou não? Guerra na CPI da Ponte

Turma do ‘deixe o homi fora‘ entrou em ação para afastar nomes incluídos pelo deputado Bruno Souza no relatório final da CPI da Ponte. Entre esses nomes, do ex-governador Colombo que, por sinal, ao falar sobre o assunto apontou que o deputado Bruno queria chamar atenção ao incluí-lo entre os indiciados.

CIRURGIA

Houve, por parte do colega de Colombo no PSD, deputado Ismael dos Santos, ideia de um relatório paralelo que excluísse alguns nomes, entre esses do ex-governador. Seria uma cirurgia no relatório de Bruno.

PORÉM

Tanto o relatório paralelo de Ismael quanto aquele às veras de Bruno não passaram na votação. Deputado Fernando Kelling (MDB) quer a retirada do termo ‘indiciados’ àqueles citados e que o material seja encaminhado ao Ministério Público para que essa estrutura analise se há procedência em relação à prática de crimes naquilo investigado na CPI.

INFORMA O DC QUE…

Deputado Ismael questionou o poder da CPI para indicar crimes e apontar indiciados, o que seria papel do MP-SC, o que poderia ocasionar graves implicações morais e jurídicas.

DIZ KELLING

Deputado do MDB pretende ter aprovado nesta quarta-feira, 18, encaminhamento para que o MP analise o teor da CPI. Mas sem a utilização do termo ‘indiciados’. Porque entende Fernando Kelling que isso já seria uma acusação.

NOTA DO RELATOR

Deputado Bruno Souza lamenta – e muito – o placar da votação do relatório final da CPI. Mesmo com o resultado, o parlamentar irá encaminhar o documento para o Ministério Público:

“Apresentamos um relatório técnico. Não deixamos de entregar a verdade dos fatos. Afinal, foi produzido sem influência política, sem pessoalismos. Gostaria muito ter entregue este resultado aos catarinenses, que há muito esperam esclarecimentos sobre esta triste história. Foi o que meu relatório fez”.

EFETIVAMENTE

Essa postura de relatores de CPI transformando ouvidos e/ou investigados em indiciados, enquadrando-os na prática que crimes ao final de relatórios, é praxe em tais comissões. Pegue-se o exemplo da CPI do Pronto Atendimento em Lages. No final, lá estava uma lista de profissionais da saúde, todos sendo indiciados na CPI e com a tipificação de crime que cada um teria cometido. Postura, de fato, estranha, visto que trabalho legislativo não tem força de ‘condenar’ por antecipação. Porém, isso tem ocorrido e não apenas em Lages ou em Santa Catarina.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *