Política

Lucas suspeita da renúncia ao Fundo

CANDIDATO QUESTIONA ORIGEM DOS PILAS DE CONCORRENTES

Embora não goste que citemos seu nome no noticiário da contenda eleitoral, empresário Roberto Amaral atacou a própria caderneta de poupança que vinha formando da aposentadoria de onde retirou mais de R$ 500.000,00 para bancar custos da campanha a prefeito de 2016. Raspou as próprias economias já que havia se comprometido em não recorrer às empresas da família para custear a ‘brincadeira’. Tudo registrado e prestado contas à Justiça Eleitoral, conforme manda a norma.

DA MESMA FORMA

Daqueles que disputam este ano, Carmen Zanotto comanda o Cidadania e dita os destinos do Fundão no Estado. Mas se quiser custear as despesas, com ajuda da família e posses acumuladas, faria isso sem comprometer as finanças pessoais. Ceron, da mesma forma, inclusive se dá ao luxo de não receber salário como prefeito. Acumulou riqueza, formou os filhos e não tem dificuldades financeiras na vida. Este, inclusive, não pode ser tratado como vilão porque tem como arcar custos da campanha.

POR OUTRO LADO

Alguns concorrentes, parafraseando o ditado popular, trabalham de dia para comer à noite. Ou seja, sobrevivem dos rendimentos ganhos de forma justa na política. Não há razão para pejorativar o viver da política. Há ainda a situação daquele doador que aportaria 10 dinheiro para ajudar Carmen ou Ceron e não colocaria 1 único dinheiro em outro candidato. Não se trata de viabilidade eleitoral, mas de relações de vivência, convivência e amizade.

DAÍ QUE…

Renunciar ao direito de acessar dinheiro do Fundão é mais uma estratégia que a desistência de uma verba em si. Até porque esses recursos para alguns partidos soam mais ficção que dinheiro na mão. E partir para a crítica gratuita aos que não querem tal verba é imprudente. Pior ainda é tornar pejorativo não querer colocar a mão no Fundão.

LUCAS FEZ ISSO

Candidato do PSL coloca sob suspeita a postura de renúncia aos recursos do Fundão, decisão anunciada por Airton Amaral (Patriota) e Ceron (PSD). Exterioriza (na dedução imprudente) possível prática do criminalizado ‘Caixa Dois com dinheiro de obra pública para comprar votos’. E desafia quem desiste do Fundão a dizer a origem do recurso que usam nas campanhas. Confira a postagem de Lucas Neves:

O candidato reagiu dessa forma à badalação da renúncia de Airton Amaral e Ceron aos recursos do Fundo Eleitoral.

ENTÃO

Como a gente já escreveu, o uso do dinheiro do Fundo Eleitoral não é crime, não é imoral e nem ilegal. É opcional. Quem não tem como financiar a candidatura com a poupança (como fez Roberto Amaral em 2016) ou não possui fonte de renda dos negócios tabulados ao longo da vida, recorre a essa ajuda do dinheiro público. E não é vergonha fazer isso. É do jogo. Mas daí acessar tal verba e chamar aqueles que renunciam de criminosos soa até um certo desespero. Algo bem desnecessário porque estamos apenas no início da contenda, com a situação (teoricamente) embolada.

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1 comentário para: “Lucas suspeita da renúncia ao Fundo”

  1. Ainda que a utilização de dinheiro público em campanhas políticas seja imoral, certo é que criaram uma Lei permitindo tal situação. Então, imoral, mas legal.
    Quanto a não utilização de recursos do fundo eleitoral pelo candidato Ceron, talvez ainda não conste em sua prestação de contas pelo simples fato de que os recursos financeiros que tem direito o PSD ainda não foram repassados para Santa Catarina, como informa Upiara Boschi, no DC.
    https://www.nsctotal.com.br/colunistas/upiara-boschi/fundao-ja-distribuiu-r-174-milhoes-em-sc-veja-partidos-e-candidatos

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