Política

Marcius: Não ao impeachment de Daniela

DEPUTADO LAGEANO FOI UM DOS SETE A VOTAR CONTRA

Pelo menos o parlamentar lageano teve coerência ao manter aquilo que havia dito: “Quem deu o mandato a Moisés e Daniela foi o povo e a este cabe a decisão de retirá-lo ou não do cargo”. Por causa disso Marcius Machado foi um dos sete deputados a votar contra o impeachment da vice-governadora Daniela Reinher, cujo procedimento foi apreciado em separado em relação a Carlos Moisés.

FALA LEMBROU DILMA

Apenas a fala de Marcius depois de ter votado contra o impeachment de Daniela Reinher soou meio desconexa. Num trecho ele chegou a lembrar o palavreado da ex-presidenta Dilma:

“Fiquei pensando, pensando… Tem quem é contra e tem quem é a favor. Mas eu disse uma coisa que eu não disse”.

Marcius disse o que não disse acabou dizendo e votando contra o impeachment de Daniela Rainher. A postura do parlamentar lageano pelo menos manteve aquilo que disse que iria fazer na votação, que seria – se dependesse dele – deixar o povo decidir. Embora, como representante do povo, o que ele decide, decide pelo povo. Ou não?

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1 comentário para: “Marcius: Não ao impeachment de Daniela”

  1. Minha opinião, que fique bem claro.
    Impeachment foi banalizado no Brasil.
    Os que têm concepções político-partidárias diferentes daqueles que obtiveram o direito de dirigir a “coisa” pública, através do voto, estão se valendo, nos últimos tempos, do impeachment para imporem suas vontades pela via indireta, desrespeitando a vontade popular da maioria exercida por meio do voto.
    Pela via indireta, por meio do impeachment, os parlamentares brasileiros, dos diferentes entes da federação, têm implantado um sistema de governo diferente do estabelecido pela Constituição Federal de 1988 que, em 1993, foi ratificado em plebiscito pelo povo brasileiro, apenas para satisfazer os interesses e planos de poder de determinadas pessoas e partidos políticos, contrariando a vontade do povo.
    Não sou contra o impeachment, quando inequívoca a demonstração da prática de condutas que o autorizam. Porém, entendo que deva ser mudado.
    Quando se chega ao ponto de se retirar o eleito pelo povo do mandato, é sinal de que uma sucessão de erros foi cometida, inclusive pelo parlamento, tendo em vista que sempre há uma base do executivo nele instalada, por menor que seja; também porque o legislativo falhou numa das suas atribuições, que é fiscalizar os atos do executivo.
    Então, havendo a necessidade imperiosa de se instaurar o processo de impeachment, e que deste resulte a retirada do mandatário eleito, novas eleições deveriam ser convocadas para os dois poderes. Dessa eleição o chefe do Poder Executivo e o parlamento deveriam ser escolhidos por eleição direta, respeitando a vontade popular, independentemente de que época e quanto tempo faltaria para o encerramento dos mandatos. Os eleitos ficariam no cargo por 4 (quatro) anos.
    No caso de Santa Catarina, nítido e claro que há interesses pessoais na tomada do Poder Executivo indiretamente, e que isso só deve ocorrer depois de 31 de dezembro, de forma que possam eleger um de seus pares.
    Da forma como está, não se terá mais estabilidade alguma.

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