Política

Lages: Matemática ingrata para ser vereador

OS DADOS DA ELEIÇÃO PASSADA COMO EXEMPLO

Nesses dias que antecedem a homologação de candidaturas à Câmara Municipal, tem uma liderança ou outra indecisa se irá para a disputa. A análise do pleito passado pode ser motivadora ou um balde de água fria nos pretendentes. Confira alguns números…

OS NÚMEROS DE 2016

Lages tinha na eleição municipal passada 122.076 eleitores aptos a ir às urnas (neste ano são 123.001). Daquele quantitativo compareceram apenas 100.952 às urnas. Esses despejaram 88.010 votos nominais (clicaram o número do candidato) e outros 5.324 apertaram apenas o número do partido quando aparecia o comando para digitar o número do vereador. Total de 4.350 votaram em branco e outros 3.268 anularam o voto.

QUANTOS VOTANTES A VEREADOR?

Sem considerar a análise das sobras, o quociente eleitoral de 2016 considerou 93.334 votos válidos (nominais e mais legenda) que, divididos pelas 16 vagas na Câmara, tivemos 5.833 votos para eleger cada vereador. Esse número deve se repetir em 2020 visto que, embora tenhamos 925 eleitores a mais que a eleição passada, a pandemia poderá aumentar abstenções.

SIGNIFICA PORTANTO QUE…

Cada candidato a vereador deve saber que, além de buscar somar a maior quantidade de votos possíveis, tem que estar entre os dois ou três mais votados de seu partido. E, dependendo da sigla, ser o mais votado, do contrário não entra.

PEGUE-SE O EXEMPLO DO PP

O partido elegeu dois vereadores em 2016 porque Lucas Neves fez uma votação fora da curva totalizando a metade dos votos atribuídos a todos os candidatos da sigla. Sozinho ele fez 6.192 votos. Todos os outros 22 candidatos juntos e somados totalizaram 6.686 votos. Sem Lucas Neves o PP teria eleito apenas um, o mais votado, no caso Luiz Marin com 1.275 votos.

OU SEJA

Não tem ilusão. É preciso ser bem votado, mas o partido também carece de somar votação significativa com todos os candidatos. Do contrário, elege um, apesar do esforço de todos. E somente um. Partido que tem candidato (a) a prefeito tem maior chance de emplacar mais vagas, inclusive pelo voto na legenda.

MAS

A sigla que entra somente de carona numa majoritária, vai penar para eleger um e, se emplacar dois é porque um dos concorrentes sai da curva, como ocorreu com Lucas Neves ajudando o partido em 2016.

PP teria emplacado apenas um (Luiz Marin) não fosse Lucas Neves estar na sigla e fazer uma votação fora da curva na eleição de 2016. Matemática que deve ser pensada entre os concorrentes neste pleito de 2020

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