Política

O day after ao relatório da CPI da Saúde

Apesar do alvoroço de alguns setores, inclusive da imprensa, até num ato de imprudência de publicar nomes de servidores públicos indiciados pela CPI da Saúde – , criminalizando aqueles que poderão nem sequer se verem processados – a postura da administração foi de não potencializar o conjunto daquilo investigado.

ÂNSIA E PETULÂNCIA

Houve quem visse o relator Jair Júnior com ânsia de responder através da CPI a mais de um revés que tem levado, inclusive com ações judiciais. Outros apontaram petulância o relatório dizer que o Ministério Público deve tomar esta ou aquela providência, como se a Promotoria não tivesse discernimento de saber o que deve ou não fazer diante de fatos que chegam até o MP.

JAIR, LUCAS E BATALHA

Nas reações, consta até uma consulta médica que Jair Júnior teria feito com o mesmo médico que, dias depois o vereador enquadrou como criminoso. Também o fato de Lucas Neves ter adotado postura de cordialidade extrema com profissionais para depois os colocar como bandidos num relatório. E ainda o fato de Maurício Batalha, advogado e conhecedor da área de saúde, ter mantido no relatório que ajudou fazer certos conteúdos excluíveis.

CERON DIALOGA

Pelas informações, prefeito Ceron teria se reunido com profissionais de saúde no dia seguinte à leitura do relatório. Teria relatado sobre os avanços da área da saúde, a amplitude dos serviços prestados, os desafios superados, como a construção da UPA que estava praticamente perdida e solicitado empenho para não se desviar o foco.

AVALIAÇÕES

Na linha de cuidado extremo à legalidade dos atos (tanto que não responde nenhum processo como prefeito por desatender a legislação), prefeito Ceron se comunicou por nota apontando que depois de receber o relatório oficialmente avaliará medidas.

EXONERAÇÕES?

Aqueles com os quais o prefeito convive não acreditam que haverá exonerações, ao contrário do que recomenda Jair Júnior na CPI. “É muita petulância um vereador dizer o que o prefeito tem que fazer. Onde está o contraditório àquelas pessoas tratadas por ele, por Lucas Neves e Maurício Batalha como bandidas?”. Foi o que ouvimos.

Embora integrantes da CPI, Thiago Oliveira e Jean Pierre Ezequiel (ambos à direita) optaram por fazer um relatório diferente daquele lido por Jair Júnior. Não concordaram com alguns pontos.

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