Política

O que temos visto no horário eleitoral

UM OLHAR DO LADO DE FORA DA DISPUTA EM LAGES

Sempre que possível a gente dá uma espiada no horário eleitoral de Lages. Às 13h e 20h30min é a oportunidade de ter uma noção maior sobre estratégias, propostas e propósitos daqueles seis que estão no páreo tentando comandar a cidade nos próximos quatro anos.

SOBRE O HORÁRIO

ELEITORAL DOS SEIS

PT – Começou muito bem o horário eleitoral. Aquele primeiro programa das pipas e drones foi show. Mas não houve sequência naquela linha. E não gosto de duas coisas da propaganda do Professor Cleimon. Aquelas caminhadas dele olhando para frente – que identifica o nome da coligação – parecem muito mecânico, forçado. Não é natural. O candidato parece um robô. E outra coisa que não gosto é dele sentado num sofá falando sobre a vida dele, a história do PT e assim por diante. Teria que estar numa mesa, despachando como um gestor e gravando o conteúdo.

PSOL – É de uma pureza, simplicidade, desapego à maquiagem que chega comover o programa do Professor Ed e da Pâmela Santos. Dá até vontade de votar neles. São uns Dom Quixote bem lúcidos e cheios de vontade de vender uma proposta diferente, numa cidade conservadora e indiferente aos vários guetos que formam esta sociedade. Ir para o trecho com uma proposta assim precisa coragem, crença e determinação. Tudo isso está contido nas quatro letrinhas: PSOL

PATRIOTA – Airton Amaral e Ronaldo Cordeiro estão errando. Penso! A chance deles estaria na linha de campanha de Bolsonaro. Eles não teriam que ir para a TV propor isto e aquilo em tal área ou neste segmento. Gravar na frente de UBS, escola ou prometendo acesso entre bairros (Ferrovia e São Miguel) é muito varejo para quem não tem tempo para detalhar. Teriam que bater na mesa, dizer que representam o rompimento de tudo isso que está posto e aqueles que estão descontentes, que considerem eles como opção. Algo de direita, porém de discurso mais extremo: – Nós mudaremos tudo! Isso fez Bolsonaro triunfar. Teriam mais votos dos conservadores e maior chances de êxito. Não que não tenham, claro!

PSL – Esperava mais de Lucas Neves e Thiago. Eles são jovens, carismáticos, têm bom apelo. Sigo vendo que o programa deles deveria ser ‘mais adulto’. Ainda mais de um Lucas Neves que domina o microfone melhor que todos os outros concorrentes. Penso que deveriam trocar mais de vinhetas (sempre a mesma na abertura). Se a intenção é uma proposta de romper o que aí está, deveriam bater mais. Não em pessoas, mas em modelo de gestão. A plástica está boa, mas o conteúdo, que depende dos candidatos, poderia atrair mais. Está faltando uma novelinha, um calendário (lembra da RBS?). Os piás têm condições de cair mais nas graças da massa, naquele movimento de adesão que não tem volta. Se isso não acontecer, não tem ida!

CIDADANIA – Méritos ao marqueteiro de Carmen que a fez aparecer mais brava na TV. Às vezes é preciso bater na mesa. É preciso deixar claro: – Sou boazinha, mas tudo tem limites! E aquela pregação de freira, às vezes cansa. Falta carimbar (ainda mais) a prefeita da saúde. Ainda não emplacou uma proposta inovadora, única, referência de brilhar os olhos na saúde (até porque não há muito a se inventar na área – penso!). Esperava mais musicalidade na campanha. Sei que a retaguarda é boa nisso. Algo mais chiclete. Foi bem ao explorar aquela questão do terreno da Sinotruck. O lageano não engole aquilo. Gosto daquela ideia que ela repete: Eu vou cuidar das pessoas. A gente gosta disso!

PSD – Ceron cometeu um erro nesse mandato. Deveria ter dado menos bola para os blogs e mais para a NSCTV e SBT. Deveria ter gasto mais com publicidade na TV. O programa de TV resgata um pouco disso e o faz muito bem. Tem coisa que a gente nem sabia que foi feito. E os blogs nem mostraram! Faltou dar essa publicidade na gestão. Aquele programa sobre a Secretaria da Mulher foi muito bacana. Limpo, verdadeiro. Aquele outro do porteira adentro e agronegócios também ficou redondo. Quase todo dia o programa abre diferente. Chamativo. O vice não precisava aparecer tanto porque vice se não tirar voto já está ajudando. O setor de vinhetas não economiza. Talvez abuse um pouco nos drones, até porque aparece uma Lages que, às vezes, nem a gente conhece.

P. S.

Salvo se há algum conteúdo que passou desapercebido, ideia não é desconstruir o trabalho que as equipes veem fazendo. A gente sabe o esforço que é colocar um programa eleitoral no ar. E a maior parte do conteúdo não depende da equipe, mas dos protagonistas nas pregações e na aprovação daquilo que é produzido.

E se você leu nas observações qualquer tendência para este ou aquele lado, pode jogar pedras, porque a ideia não é essa. Quem frequenta a página é de uma inteligência enorme e sabe escolher sem depender da opinião dos outros!

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