Política

PSL opta pelo silêncio em Lages

IDEIA É EVITAR PUXAR ENCRENCA DE MOISÉS NA CAMPANHA

“O lageano sempre votou em pessoas e não em partidos. Não se acredita que essa situação (PF na casa de Moisés) cause arranhões naqueles candidatos do mesmo partido do governador. O eleitor sabe separar”. Numa conversa informal com um dos costuradores do projeto do PSL à Prefeitura de Lages aquilo contido entre aspas foi o que ouvimos, numa postura cuidadosa de manter o noticiário estadual distante da disputa eleitoral local.

O SILÊNCIO E A CAMPEREADA

Parafraseando o título da música campeã da Sapecada, é mais ou menos isso que se propõe o PSL lageano, mantendo o silêncio sobre as encrencas que envolvem o líder maior do partido em Santa Catarina e, ao mesmo tempo, intensificando a campereada em busca do convencimento do eleitor. Exatamente naquela crença de que o eleitor nativo lageano votará em pessoas e não em partido.

ASSUNTO SANGRA

Se há essa postura de dar de ombros ao noticiário estadual por parte dos líderes locais, o assunto envolvendo o governador Moisés sangra. E coloca o líder maior do PSL numa situação onde a possibilidade do mesmo participar de eventos ou atos para reforçar as candidaturas locais a prefeito, é praticamente zero. Moisés não partiria em missão de ajudar ninguém, pelo fato de que ele – com a Polícia Federal batendo a sua porta às 6 da manhã – é que estaria precisando de ajuda.

Registro de uma das poucas passagens de Moisés por Lages na interação com Lucas Neves, lá bem antes da campanha, com Ceron de butuca escutando a prosa. O esforço a essas alturas é não se desgastar por integrar o mesmo PSL de Moisés porque a hipótese do governador ajudar na campanha é pouco provável.

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