Política

Vereador Jean Pierre faz Mea Culpa

“Vim a este microfone clarear uma discussão que surgiu na Casa. E pedir desculpas. Se a família se sentiu ofendida, jamais foi esse o objetivo. Jamais sairia desta forma, mas a forma que foi entonado não justifica como foi discutido nesta Casa. Então, se a família, se os amigos, se os parentes, se sentiram de alguma forma, senhores vereadores, ofendidos, levem minha desculpa quanto a esta situação”.

Legislar é nunca ter que pedir desculpas. Porém, quando a atividade parlamentar sai da função principal e descamba para o varejismo, cria situação como essa que Jean Pierre Ezequiel protagonizou com o colega de PSD, Jair Júnior. A infeliz manifestação citando que “o último desafiado morreu com uma faca no coração semana passada lá no cachorro quente” gerou repulsa de amigos do empresário Guilherme Muniz, morto covardemente na frente de um bar na Camões.

PROBLEMA É OUTRO

O que os vereadores da base não têm compreendido, e por isso caem nessas ciladas, como já ocorreu com Gerson dos Santos, Aida Hoffer (na história dos buracos na lua) e agora com Jean Pierre, é que isso é tudo que procuram os vereadores Jair Júnior e Lucas Neves. Embora integrem partidos da base (PSD e PP), eles precisam chamar a atenção. Precisam bater no Paço. Precisam repercutir além das paredes da Câmara. Daí os vereadores da base entram no jogo, auto se mutilam e permitem que os interessados em potencializar o nome atinjam os objetivos.

OBSERVEM QUE…

Lucas Neves e Jair Júnior não estão errados. Esse é o jogo da política. Eles têm apenas palavras e o poder de fiscalizar. O que mais podem usar além disso para tentar chegar aos dois dígitos numa disputa a prefeito? É preciso pregar o quanto pior melhor, detonando com uma gestão municipal que possui boas ações, mas também é composta por trapalhadas que não são poucas.

SIGNIFICA QUE…

A postura da base deveria ser de deixar os dois prefeituráveis falando às paredes, ignorando piadinhas, discursos oposicionistas. Se os basistas fizessem uma transfusão para sangue de barata, as coisas seguiriam sob fogo cruzado, mas no âmbito interno da Casa.

VAI PIORAR MAIS

À medida que se aproxima o pleito eleitoral, a postura dos prefeituráveis tende a piorar em relação a ataques ao Paço, com respingos nos colegas de Casa. E a gente insiste: eles não estão errados. É do jogo. E enquanto os vereadores da base seguirem respondendo, seguirão tendo os buracos da lua e declarações como de Jean Pierre reverberados na paróquia, com desgaste para eles e para o próprio Paço.

Jean Pierre foi o mais recente alvo da criticidade do colega que é prefeiturável. Nessa linha de fogo cruzado, outros da base também sairão chamuscados. A menos que se optem pelo estilo Xororó, deixando os mirantes ao Paço falando às paredes!

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