Serra SC

Extorsão a Juiz: O risco do roubo de dados

EPISÓDIO ACONTECEU EM OTACÍLIO COSTA

Semana passada se dava destaque ao trabalho da DIC – Divisão de Investigação Criminal de Lages que chegou à autoria das ameaças de extorsão a um magistrado. Bastidores da operação que resultou na identificação do autor não foram detalhados, mas a gente relata com exclusividade, servindo de alerta para os riscos de todos correm de ter seus dados usados para compras e até aplicação de golpes.

AÇÃO EM OTACÍLIO COSTA

Era de manhã quando policiais, com mandado judicial em mãos, adentraram na residência de um cidadão em Otacílio Costa. Esposa profissional autônoma, ele gestor de empresa e o filho naquele clima de vivência comunitária. Os policiais chegaram – como manda o protocolo nesse tipo de operação – e foram vasculhando tudo que encontravam pela frente. Desde ambientes da residência até os aparelhos celulares e computadores. O cidadão foi conduzido a Lages antes das 8 da manhã pelos policiais, sem qualquer noção do que estava acontecendo.

CONDUZIDO TAMBÉM ERA VÍTIMA

O cidadão conduzido permaneceu argumentando que desconhecia a razão da operação na residência, deixando esposa e filho aterrorizados. Foram necessárias mais de duas horas de argumentos para que a equipe da DIC passasse a trabalhar com a hipótese do cidadão preso também ter sido vítima de golpe, assim como estava sendo ameaçado de extorsão o magistrado.

O QUE DE FATO ACONTECEU?

Lá pelas 10 horas da manhã do dia da operação, o cidadão conduzido, recordando a rotina de vivência em Otacílio Costa, informou de uma pessoa que tivera acesso a seus dados documentais. Não deu outra. O golpista utilizou os números de documentos do cidadão conduzido para comprar dois aparelhos celulares com linha da Vivo. E era através desses aparelhos que tentava extorquir o magistrado. Os policiais, na investigação chegaram até o nome de quem comprou os celulares. Daí a operação fora contra aquele que adquiriu as linhas e não o verdadeiro golpista.

NATURALMENTE QUE…

Policiais da DIC não poderiam saber que o cidadão cujo nome aparece como adquirente das linhas era também vítima. Tratou-se de buscar o mandado judicial e executar a operação. Esclarecida a situação, o cidadão conduzido preso pela DIC passa a condição também de vítima do golpe e o verdadeiro autor da extorsão foi identificado e tomadas as providências contra o mesmo.

DESDOBRAMENTO

 O cidadão exposto a uma situação aterrorizante (de ver sua casa invadida por policiais e ser conduzido preso), vai processar a Vivo, cujo sistema permite que uma pessoa adquira linha telefônica utilizando documento de terceiro. E enquanto isso, o filho do casal exposto na operação não pode sair na rua e ver viatura policial que entra em pânico.

Otacílio Costa, onde cidadão que era vítima de furto de dados pessoais, acabou sendo alvo de operação da DIC como suspeito de extorsão

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