EPISÓDIO QUE RESULTOU NO ‘RECOLHIMENTO’ DO VICE-PREFEITO DA GESTÃO OCORREU EM 22 DE MARÇO
81 dias desde a posse em 1º de janeiro.
Exatamente a quantidade de dias que o lageano Nereu Ramos ficou como Presidente do Brasil. Mas a coincidência termina aí. Os 81 dias da era vulgar e recente se referem ao período em que Jair Júnior assumiu como vice-prefeito e Secretário da Semasa. Registre-se que nessa segunda função, inclusive, ele vinha fazendo um trabalho interessante. Era comunicativo, esclarecendo dúvidas e orientando a população, além de seguir a liturgia que a função de gestão exigia.
PORTANTO
Em relação à atuação na gestão nenhuma mácula. Mas na madrugada do 22 de março deste ano, desdobrava-se um episódio que colocou em desgraça aquele que era uma liderança em ascensão. A acusação de violência doméstica (o processo corre em segredo de justiça) expôs um Jair Júnior que desagradou o coletivo de eleitores. A companheira de chapa lhe exonerou da função na Semasa, um processo de impeachment foi barrado porque não existe isso para quem nunca assumiu como titular. Mas desde então, Jair Júnior passou a frequentar o limbo do noticiário político-policial. Pediu desfiliação do Podemos porque o partido iria lhe expulsar. E segue sem vínculo partidário, por enquanto.
‘CANTO DE BOCA’
Aqueles que se sentiram triputiados por Jair Júnior na estratégia dele de ascender na carreira política não foram para as redes jogar pedras. A maioria, ao comentar o assunto, limitava-se a um riso de canto de boca no estilo ‘aqui se faz…’. O fato é que Jair Júnior nunca mais foi o mesmo. Tratado como criança encocozada pela prefeita (ela não quer chegar perto dele), segue como vice porque o cargo foi conquistado nas urnas. Passou exatamente meio ano (neste 22 de setembro) e Lages está nesse período ‘sem um vice’, no sentido de exercer a função como auxiliar da prefeita.
E…
Enquanto os desdobramentos do processo que responde não chegam – e devem demorar -, há uma condenação popular exteriorizada, inclusive través das redes que, ironicamente, tanto lhe ajudaram. E nesse cenário, segue impedido de exercer aquilo que pretendia, na condição de vice, ajudando a titular. A prefeita, por sua vez, não cogita se afastar da função em nenhum momento, porque sabe que se o fizer, a titularidade temporária é herdada pelo vice que circula entre o esquecimento e a indiferença. Por sinal, dois sentimentos (indiferença e esquecimento) que nenhum político deseja.
Esse registro resume bem como a política é uma gangorra. A imagem é da última semana de setembro do ano passado, quando Carmen e Jair Júnior, circulavam na campanha eleitoral confiantes em uma vitória. Essa veio, mas acabou se tornando sinônimo de inferno astral para ele. Antes tivesse…



