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224.000 javalis abatidos em SC

ISSO EM DADOS OFICIAIS DO IBAMA A PARTIR DE AUTORIZAÇÕES DESDE 2019. É POUCO PERTO DA REALIDADE NO ESTADO

O superintendente do Ibama em Santa Catarina, Paulo da Costa Filho, participando da audiência que discutiu na Alesc o controle do javali no Estado, apontou que desde 2019 até a metade deste ano, o Sistema de Informação de Manejo da Fauna (Simaf) registrou 268 mil solicitações de autorização para abate de javalis no estado. Pelo que o órgão tem de registros, foram com 224 mil animais abatidos, em quase 90% dos municípios catarinenses. Costa Filho afirmou, ainda, que não há burocracia para a emissão de autorização de abates, já que menos de 1% dos pedidos são negados pelo Ibama.

TEMA NO PARLAMENTO

A audiência na Alesc foi promovida pela Comissão da Agricultura da Alesc e colocou controladores, representantes de entidades do agro e parlamentares a debater o tema. A burocracia, que dificulta e retarda a atuação dos controladores é a principal reclamação. Marcos Daniel Valadares, da União dos Caçadores da Serra, alertou para os riscos sanitários para a pecuária catarinense, uma vez que a disseminação do animal pode resultar em doenças que podem prejudicar a suinocultura catarinense.

Deputado Lucas Neves, autor da legislação em âmbito de Santa Catarina que, além de estabelecer regramento que protege o produtor rural e o controlador, também puxou o tema para o debate, pelo que representa o javali como ameaça à atividade agrícola.

A presença de pessoas de diversas partes do Estado e áreas ligadas ao agro, durante a audiência pública, evidencia que o problema se constitui uma preocupação coletiva

Márcio Pamplona, que preside a Associação Rural de Lages, expôs a angustia coletiva de quem atua na atividade rural, tanto agrícola quanto pecuária, com a situação posta da proliferação de javalis.

APROVADA LEI DOS R$ 100,00

Nesta semana, os deputados catarinenses também aprovaram, durante a reunião, o Projeto de Lei  287/2026, que institui o Programa de Incentivo Financeiro para o Controle Populacional do Javali-Europeu (*Sus scrofa*). O benefício poderá ser concedido exclusivamente a pessoas físicas e jurídicas devidamente cadastradas junto ao órgão ambiental competente e autorizadas para realizar o manejo e o controle do javali.

Para receber o incentivo, será necessário comprovar a realização regular do abate, conforme critérios que serão definidos em regulamento, além da autorização do proprietário, possuidor ou arrendatário da área quando o manejo ocorrer em propriedade privada.

Fotos: Jeferson Baldo/Agência Alesc

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Pedágio não passará pela Serra

CONCESSÕES DE RODOVIAS FEDERAIS PREVÊ UM CORREDOR DESDE CHAPECÓ ATÉ ITAJAÍ PELA BR-282 E BR-470

Enquanto a Acil, a maior entidade empresarial da Serra Catarinense, investe suas energias para ajudar a fazer uma Festa (não que isso seja negativo), há um encaminhamento em andamento que vai isolar a região em relação à mobilidade rodoviária. Trata-se das concessões de rodovias federais que irão criar um corredor de escoamento desde Chapecó até a BR-101. Seria oportuno que as forças vivas de Lages lançassem os olhos sobre o que está sendo costurado para concluir com um: E nós da Serra? Ou então, avaliando impacto (de cobrança de pedágio, por exemplo) concluir por um: É melhor estarmos fora, fiquem tranquilos!

ENTENDA O CONTEXTO

A concessão da BR-282 desde Chapecó, quando chega no trevo de Vargem passa para a BR-470. Significa que a implementação de pedágios (e melhorias na rodovia) não contempla o trecho de 325 km a partir de Vargem passando pelo Cerrito, Lages, Bocaina, Bom Retiro, Alfredo Wagner, Rancho Queimado e a a região da Grande Florianópolis. Tal trecho, inclusive, tem em andamento a elaboração do projeto de duplicação, mas difere da concessão que entrega um padrão diferenciando de rodovia.

ISSO É BOM OU É RUIM?

Leigamente não dá para responder essa indagação. Seria necessária uma análise mais técnica, lembrando que quando os 70 km (Cerrito a Vargem) eram de chão batido, o movimento econômico trafegava pela BR-470, sem passar por Lages. Concessionado o corredor, também não passando por Lages, isola a cidade? Ou é melhor assim, visto que não haverá pedágio para pagar? As lideranças de Lages, a partir de cenários e prospecções econômicas poderiam analisar, posicionar-se e, de repente articular alguma adequação e/ou inclusão no contexto das concessões.

ENQUANTO ISSO…

Os passos para a concessão do corredor Chapecó à BR-101 se intensificam. A ANTT, que é a Agência reguladora que cuida dessa fase e da fiscalização pós-concessão, realizou nesta semana audiências públicas em Joaçaba e Concórdia. Cumpre-se a exigência legal de, antes de implementar a concessão, ouvir a sociedade. Inclusive o deputado Neodi Saretta (PT) ao falar em uma das audiências, bateu na mesa:

“Independente de como seja o processo, queremos que as obras que estão sendo reivindicadas sejam feitas, como a duplicação da BR 282, as vias laterais, os acessos, as novas pontes, as terceiras faixas aonde não houver duplicação, e no cruzamento da BR 282 com 153, o Trevão do Irani precisa de um elevado.”

Saretta durante a audiência pública em Concórdia (porque a concessão envolve também a BR-153) alertou para a sociedade apresentar demandas (e exigências) agora porque depois de assinado o contrato, não haverá como incluir obras.

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Colombo segue pré-campanha

ELE TEM PEREGRINADO NO CONTATO COM LIDERANÇAS, AMIGOS E GENTE QUE NEM ERA NASCIDA QUANDO ELE GOVERNOU SC

O ritual da pré-campanha é esse: pé na estrada. E nas andanças as mais variadas agendas em contato com as pessoas e lideranças. É o que tem feito Raimundo Colombo desde que encarou o desafio de buscar uma das vagas à Câmara Federal. Além de reuniões em forma de palestra no colégio eleitoral onde deverá receber a maior quantidade de votos (Lages), o pré-candidato do PSD tem incursionado por diversos municípios.

O gigante Valentim Américo, que nem havia nascido quando Colombo foi governador (ele tem 6 anos), vai participar do Sul-Americano de Jiu-Jitsu Pto PCJJ/2026 na virada de julho para agosto em Imbituba. Ele treina desde os 3 anos e quis fazer o registro acima ao lado do ex-governador. Subiu numa cadeira para alcançar a altura.

NA REGIÃO DOS LAGOS

Nas caminhadas da pré-campanha, Colombo incluiu uma peregrinação pela Região dos Lagos. Em Cerro Negro esteve com o prefeito Adelar de Morais (Lai) que é declarado apoiador do projeto de reeleição do governador Jorginho, mas para a eleição proporcional tem recebido visitantes de diversas siglas. Também no município, Colombo exercitou aquilo que mais gosta: visitar amigos e contar histórias. Foi assim na casa de Dona Cida, por sinal, minha madrinha de nascimento.

No café com mistura, o tempo para contar uns causos para Dona Cida. Hipótese certa de sair de uma visita dessas com o voto garantido, mesmo sem ter pedido (porque ainda não é tempo de pedir votos)

Na passagem por Campo Belo do Sul a visita ao colega de PSD, prefeito Célio Pereira e uma prosa na Rádio Explosão FM porque, na frente do microfone, o pré-candidato tem uma das melhores oratórias de SC.

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Incêndio destrói Café Serrano

PONTO DE PARADA NA ‘ENTRADA DE SANTA ISABEL’ FOI ATINGIDO PELAS CHAMAS NA MANHÃ DE QUINTA-FEIRA, 09

Certa feita lá nos idos da década passada, fomos a uma harmonização de vinhos e gastronomia referenciada, saindo um grupo de casais de Lages até São Joaquim. Porque o roteiro também era etílico, fomos com micro-ônibus da Reunidas. Depois da agenda na vinícola, na volta paramos no Café Serrano para tomar café com pão, salame e queijo. O cardápio agradou muito e rendeu histórias divertidas. São vivências como essa que permeiam nossa memória do Café Serrano na frente da igreja em forma de ônibus, na entrada para o distrito de Santa Isabel, em São Joaquim. O local foi consumido pelo fogo nesta quinta-feira, 09.

Passando na SC-114 ainda avistamos os últimos vestígios do incêndio que teria começado por volta das 8h30min

O fogo se propagou rápido. Os vizinhos tentaram, sem êxito, conter as chamas. Não houve feridos e a família que mantinha o local vai ter que reconstruir o ambiente para continuar protagonizando histórias.

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Festa 2026: Balanço do balanço

PORQUE HÁ MAIS DÚVIDAS QUE CERTEZAS E MENOS NÚMEROS QUE O ESPERADO, O ASSUNTO RENDE

Estava debruçado sobre os números apontados pelo presidente da CCO, Samuel Ramos, a respeito dos ‘gastos’ – que podemos considerar investimentos – na Festa do Pinhão. O colega Milton Barão se antecipou e divulgou os dados que o secretário Samuel compartilhou com ele. Ali consta uma totalização de despesas empenhadas pela prefeitura de R$ 1.980.421,44. Há ainda uma referência de que o Governo do Estado teria gasto R$ 1.999,972,65 com o evento.

ASSIM

Nunca antes na história da Festa do Pinhão o Estado ‘gastou’ com o evento. O que o governo sempre fez foi repassar recursos a título de patrocínio (e não foi diferente neste ano, constando a logomarca do Estado em todas as divulgações). Significa que o Estado recebeu pelo serviço prestado que foi a divulgação da sua marca no evento.

DADOS QUE RENDEM DÚVIDAS

Aliás, não são dados que rendem dúvidas, mas a ausência deles. Quanto a CDL faturou na Festa do Pinhão? Com esse dinheiro faturado no evento público foram pagas quais despesas? Sobrou alguma coisa? A sobra ficou com a CDL ou foi para os cofres do município? As mesmas indagações valem para a Acil. E os outros dinheiros que entraram (AME, Bally, Havan) custearam o quê? Quais foram as despesas da Festa em cachês no Recanto? Nas passagens aéreas? Na mídia divulgando o evento? Na Sapecada? Segurança? Banheiros químicos? Ornamentação do parque?

MAIS OU MENOS ISSO

É por causa dessas dúvidas que enchem a caixa de mensagens ponderando sobre aquilo posto. Considerando ainda que há números superestimados que nem precisavam ter sido divulgados porque dá impressão de enrolation. Tipo “cerca de 380 mil pessoas circularam por Lages durante os 17 dias de programação”. Isso significa que circularam os 180.000 lageanos e mais 200.000 pessoas ‘de fora’? Ou o lageano circulou duas vezes na cidade e mais 20 mil visitantes? Os R$ 90 milhões gerados pelo evento na cidade estão aonde?

ENFIM

Quando o balanço de um evento gera mais dúvidas – e mensagens questionativas – que certezas e aplausos é sinal de que ele nem deveria ter sido feito. Se a prefeita, com todo o crédito que tem (e isso não se questiona) declarasse que ‘a Festa deu boa para Lages e para a Serra Catarinense’, estaria resolvido porque é verdadeiro. A Festa foi excelente para a cidade e região e a organização tem todos os méritos. Agora se fazer um exercício para sustentar uma narrativa que gera dúvida, acaba por deixar o lageano com aquele pé atrás.

Os dados foram dados sobre a edição deste ano durante uma ‘coletiva’

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