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Serra: Caos nas estradas rurais

TRANSPORTE DE TORAS TEM CAUSADO BLOQUEIO EM ESTRADAS COMO SE VERIFICOU EM SÃO JOAQUIM

Isso que em São Joaquim há um decreto estipulando multa de até R$ 9.500,00 para veículos flagrados transportando madeira em dias de chuva ou nas 24 horas imediatas após o mau tempo. Porém, essa punição não tem sido suficiente e os transportadores seguem na prática, levando transtorno de toda a ordem às comunidades rurais.

Foi o que aconteceu na estrada geral que dá acesso a localidades como Chapada Bonita e Estância do Meio, interior de São Joaquim. Na tarde da quarta-feira, 14, um caminhão carregado de tora tentou vencer o morro situado próximo ao entroncamento que dá acesso à Chapada, deslizou e bloqueou a passagem.

Os registros foram compartilhos no Notiserra pelo Wagner Urbano e evidenciam que não há estrada que aguente o peso dessas cargas em dias em que o solo estiver úmido ou molhado.

TRANSTORNO À POPULAÇÃO

Essa realidade registrada pelo Wagner Urbano tem como consequência o isolamento de alguns moradores que trabalham nas propriedades rurais e se deslocam à área urbana no final do dia. Na quarta-feira, por exemplo, houve necessidade de improvisar porque não deu passagem na estrada rumo a São Joaquim. O bloqueio ocorreu distante 11 km da área urbana, antes da chegada no entroncamento que dá acesso à Chapada Bonita. Tal situação impede a busca de produtos para banhos em pomares para prevenir problemas de chuva intensa, além de impedir o acesso até às aulas por parte das crianças. A situação crítica não se limita a São Joaquim e, nesta quinta-feira, 15, estão previstas reuniões para buscar solução por parte de prefeitos da Amures.

Somente São Joaquim e Lages contam com Agentes da Autoridade de Trânsito que podem, em querendo, notificar veículos que trafeguem em dias impróprios. Os demais municípios podem fazer a fiscalização a partir de convênio com a PM. Mas a ideia seria buscar um meio termo para não prejudicar o setor econômico e nem tornar insustentável a situação no meio rural.

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6×1: Menos 41.400 vagas em SC

DADOS ESTIMADOS PELA FIESC COM A IMPLEMENTAÇÃO DA NOVA ESCALA 5X2 APROVADA NO SENADO

A gente que é leigo no assunto tem impressão que com menos carga de trabalho disponível, as empresas precisarão contratar mais para atender as necessidades na linha de produção. Entretanto, a principal entidade do setor empresarial catarinense – a Fiesc – aponta exatamente o contrário. De acordo com a entidade, a aprovação da redução da escala de 6×1 para 5×2 se constitui ‘um equívoco do parlamento brasileiro’ e repercutirá em demissões.

DADOS DA FIESC

De acordo com a Federação, a estimativa é que, depois de implementada, a nova escala de trabalho aumentará em 11,4% o custo da mão de obra às empresas. E para fazer frente a esse custo a mais, somente Santa Catarina deverá fechar 41.400 vagas de trabalho. “Das quais 19.100 vagas somente na indústria”, aponta a informação da Fiesc destacando um impacto negativo no PIB catarinense de 0,6%.

O industrial Gilberto Seleme que preside a Fiesc é categórico: “Os pequenos e médios negócios serão os mais afetados”. Ele também aponta que:

“O setor produtivo vai repassar esses custos para os preços de seus produtos e serviços. No fim das contas, o cidadão vai sentir no supermercado que o custo de vida no Brasil ficará mais caro”.

MUDANÇA GRADUAL

Com a aprovação da PEC que alterou a escala de trabalho, a redução da jornada iniciará na segunda quinzena de dezembro deste ano, passando de 44 para 42 horas semanais. E a partir de dezembro de 2027, valerá a escala de 40 horas semanais, efetivando-se a proposta de cinco dias trabalhados e dois de descanso ao trabalhador.

O placar final da proposta no Senado colocou oposição e situação no mesmo lado tendo apenas o voto do Senador Mourão (RS) contra. Os senadores Amin, Seif e Ivete, todos votaram favoráveis à proposta que alterou a escala de trabalho para 40 horas semanais.

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Jorginho quer ‘pé na tábua’

GOVERNADOR APELA AOS ELEITOS DO PL NO ESTADO PARA QUE INTENSIFIQUEM A AMPLIAÇÃO DOS VOTOS A FLÁVIO BOLSONARO

Dois em cada três catarinenses que ficaram em um dos lados da polarização esquerda e direita, votaram em Flávio Bolsonaro. O candidato do PL ultrapassou a barreira dos 3 milhões de votos (somou 3.000.020) contra 1.127.168 votos atribuídos a Lula. Diante desse cenário, o governador Jorginho, reeleito no primeiro turno, convocou sua tropa para ampliar os números ao colega de PL que busca a Presidência da República.

O ALVO DE JORGINHO

Há entendimento que os votos atribuidos a Flávio e Lula no primeiro turno estão consolidados. O foco é buscar aqueles que votaram nos demais candidatos à presidência, assim como tentar sensibilizar o eleitor que anulou ou votou em branco, além daqueles que não foram votar. No somatório de abstenções, brancos e nulos à presidência, temos consideráveis 1.453.900 votos. Significa que um terço do eleitorado catarinense não participou da decisão. E a ideia é ter parte desse contingente ajudando a decidir no domingo, 25.

O governador Jorginho chamou de Senadores a Federais, além dos Estaduais eleitos e reeleitos para irem ao trecho. A ideia é somar votos e ampliar a diferença.

O governador, assim como a Senadora eleita Carol De Toni, participaram da agenda de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul nesta metade de semana (quarta, 14). Jorginho tem dado demonstração de engajamento e liderança para ampliar a diferença ao candidato da direita nos Estados do Sul, especialmente em Santa Catarina.

Aqui o governador reeleito na agenda da romaria em Campos Novos com prefeitos da Amplasc como Lucimar Salmória (Abdon) e Dirceu Kaiper, o Pé (direita)

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Gaeco: Risco à Festa do Pinhão?

EMPRESA QUE REALIZA A PARTE DE SHOWS DO MAIOR EVENTO DE LAGES É ALVO DA OPERAÇÃO APOTEOSE

Primeiramente é importante observar que a Operação Apoteose desencadeada pelo Gaeco não guarda relação com o evento lageano. O trabalho de investigação mirou supostas irregularidades envolvendo agentes públicos e empresários no âmbito da realização da ExpoCaçador entre os dias 20 e 23 de março deste ano. O evento apresentou shows de Luan Santana e da dupla Bruno & Marrone. A empresa que realizou a contratação de shows é a mesma que venceu a licitação da Festa do Pinhão para os anos de 2026, 2027 e 2028.

ENVOLVIMENTOS

Embora a operação transcorra em segredo de justiça, há informação não oficial de envolvimento da primeira-dama do município alvo da ação do Gaeco. E houve cumprimento de mandato de prisão preventiva (modalidade de prisão que não tem tempo determinado para soltura) contra o dono da empresa que realizou o evento em Caçador e realiza o de Lages.

ENTENDAMOS QUE…

Um mandado de prisão do gênero ocorre por indícios suficientes de autoria e participação. Um inocente, via de regra, não tem pedido feito e deferimento pelo Judiciário de prisão. No caso, uma representação do MP/SC contra o preso é praticamente certa. E na peça que a Promotoria enviará ao Judiciário, além da busca de condenação pelas práticas investigadas, pode ocorrer pedido em caráter cautelar, que a empresa não contrate com o poder público.

E…

É nesse caso (de proibição de contratação com o poder público) que a empresa investigada pode ficar fora do evento lageano. Pode não significa que irá. Mas significa que não há resposta segura se a Festa do Pinhão, nos moldes deste ano e com a empresa vencedora do certame, corre risco ou não. Dependerá dos desdobramentos sequenciais da Operação Apoteose.

Foto distribuído pelo Gaeco da operação realizada nos primeiros momentos da manhã de quarta-feira, 14, que resultou na prisão de dois empresários, sendo um deles em Chapecó, sede da empresa que toca a Festa do Pinhão em Lages.

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Vice: ‘Poder, pode. Mas não vai’

HIPÓTESE DE JAIR JÚNIOR ASSUMIR COMO PREFEITO NÃO É FORA DE COGITAÇÃO. MAS É IMPROVÁVEL

“Poder assumir como prefeito, pode. Mas não vai. Há um conjunto de situações que não se tornará público que impede que o vice assuma em Lages”. A ponderação foi uma das que recebemos sobre a hipótese aventada de Jair Júnior substituir Carmen Zanotto entre os dias 8 e 18 de novembro, quando ela integrará a missão de Descobrimento de Portugal. Entre um corte de bacalhau e um Pastel de Belém, a prefeita fará mensagens atravessarem o Atlântico para saber se o vice ainda não versa.

O CONTEXTO DO TEXTO

A hipótese de Jair Júnior assumir como prefeito não está fora do contexto porque ele é o sucessor natural da titular. E as razões que impediriam que ele ascendesse ao cargo estão em segredo de justiça. Daí não tem como afirmar que ela está impedido, visto que não se sabe o que está decidido nos autos. Pode ser que Maurício Batalha, por exemplo, embora a contragosto assuma a interinidade, e, a qualquer momento, em não sobrevivendo razão para o afastamento do vice, ele chegue e lasque um:

– O qué que tá fazendo nessa cadeira homi do céu!

O QUE SABEMOS

Cogitações a parte, o que existe de fato sobre o fato é que Jair Júnior tem o afastamento da função pública mantida, embora tenha tentado uma liminar para derrubar tal impedimento. Da mesma forma, a remuneração como vice não está sendo paga, atendendo decisão judicial. Ele, inclusive, estaria recebendo auxílio-doença do INSS (benefício popularmente chamado de encosto) porque lhe é de direito, por ser segurado da previdência social e não tem outra remuneração. Logo, Carmen Zanotto deve pegar o voo da TAP tranquila que não será sucedida pelo vice.

– Estamos por isso aqui para mandar na Câmara e na Prefeitura!

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Top 10: Suplentes bem votados

CANDIDATO QUE SE APROXIMOU DOS 100.000 VOTOS E NÃO CONSEGUIU MANDATO EM SC

Pelo menos, por enquanto, Cobalchini não está na lista dos eleitos. Há uma tentativa de validar os votos do candidato Dr. Elói que concorreu sub-judice por falta de documentos. Se ocorrer tal validação, Cobalchini garantiria a reeleição. Entraria no lugar de Paulinha ou Daniel Freitas. Entretanto, o emedebista abre a lista dos candidatos bons de votos que ficaram na suplência.

Cobalchini com a cuia na mão nesse registro onde aparece o saudoso Pedro Freitas e os primos Elizeu e Juarez Mattos

1. Valdir Cobalchini (MDB): 99.751 votos

2. Fabio Schiochet (União): 80.382

3. Carla Ayres (PT): 76.477

4. Ismael dos Santos (PL): 74.644

5. Angioletti Rubens (PL): 64.361

6. Fabricio Oliveira (Republicanos): 56.545

7. Paulo Alceu (Republicanos): 56.298

8. Raimundo Colombo (PSD): 54.545

9. Bia Borba (Novo): 52.770

10. João Martins (PSD): 49.392

OBSERVE-SE QUE…

Dependendo do resultado do segundo turno nas eleições presidenciais, um ou outro nome nessa lista de suplentes pode assumir na Câmara Federal. Isso se, de repente, dos titulares que conquistaram mandato em 4 de outubro, houver convite para assumir cargo como Ministro de Estado ou até em alguma área no novo colegiado de Jorginho Mello.

Além dos 10 suplentes acima nominados há ainda essa outra lista daqueles que somaram mais de 41 mil votos e também ficaram pelo caminho.

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Jair Júnior pode assumir o Paço

PREFEITA CARMEN ZANOTTO SE AUSENTARÁ DO BRASIL EM NOVEMBRO E PEDIU LICENÇA NA CÂMARA PARA A VIAGEM INTERNACIONAL

Há 40 dias escrevemos o conteúdo abaixo…

E porque a fonte da informação foi boa, o encaminhamento se confirmou com o pedido de licença apresentado por Carmen Zanotto à Câmara de Vereadores. Ela se ausentará da função entre os dias 8 e 18 de novembro. A princípio, nesse período pretende fazer uma viagem internacional, visitando Portugal, segundo informações ainda não oficiais. Não se sabe se seria uma missão técnica, de turismo ou ‘híbrida’.

QUEM ASSUME COMO PREFEITO?

O sucessor natural de Carmen Zanotto na função é Jair Júnior, o vice-prefeito. De maneira oficial não há informação sobre impedimento para que ele assuma a prefeitura. O que se tem de fato é que as restrições da sentença que o condenou foram suspensas através de uma liminar, até que se esgotem os recursos em instâncias superiores. Aliás, recursos no TJ/SC, STJ e talvez STF que podem correr bem além do período em que ele está como vice-prefeito. Daí que o único impedimento para ele acessar ao gabinete e despachar como prefeito seria o estado de saúde, visto que segue se recuperando de uma das pernas que ainda não consegue firmar no chão por causa do acidente que se envolveu.

Uma das pernas do vice-prefeito ainda não firma no chão, mas de repente poderá administrar Lages da cadeira de rodas nesse período de ausência de Carmen Zanotto na função.

Como o processo que Jair Júnior responde com sentença proferida, mas em grau de recurso corre em segredo de justiça, não há exteriorização sobre impedimento ou não de ele assumir o cargo de prefeito. Em assumindo, consolida-se a fotomontagem acima do quarteto fantástico loco de facero com os desdobramentos de acontecimentos e ajeitamentos.

Caso Jair Júnior não possa assumir o cargo de prefeito por alguma circunstância, quem ficará de ‘caseiro’ no Paço na ausência da prefeita será o amigo dele nas lidas da política, o presidente da Câmara, Maurício Batalha.

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