ÁREA DE CAMPO NATIVO EM LAGES VALE R$ 2,00 O METRO. A TERRA DE PRIMEIRA EM CAMPOS NOVOS CHEGA A R$ 17,00 O METRO
Esses dados integram estudo que o CEPA (um dos braços da Epagri) realiza anualmente sobre o preço da terra em território catarinense. Há terra de todo o preço, dependendo da localização (município) e também da característica (campo, morro, banhado, etc). Os dados deste ano estão sendo compartilhados nesta semana juntamente com a informação de que houve uma valorização no preço das terras, decorrentes do avanço do Agro.
Esse card integra a divulgação dos dados, dando uma ideia sobre característica das terras e localização. Temos, por exemplo, na ilustração acima, o metro da terra de primeira em Campos Novos valendo perto de R$ 17,00 o metro. Traduzindo para o linguajar da Serra Catarinense, significaria que ‘o milhão de campo’ – que são 100 hactares – custaria em Campos Novos, próximo a R$ 17.000.000,00.
PREÇO EM LAGES
Na tabela acima tem uma referência ao campo nativo, bastante característico no território do município de Lages. Seu valor médio se aproximaria dos R$ 2,00 pelo metro quadrado, significando cerca de R$ 2 milhões pelo ‘milhão de campo’. Houve uma valorização na chamada terra de terceira (imprópria para lavouras) por causa da atividade turística no meio rural, bem como pela necessidade de regularização de imóveis rurais que precisam de áreas para reserva legal.
O registro acima é apenas ilustrativo, sem que a informação guarde qualquer relação com a propriedade. Mas à avaliação considera sempre a chamada terra nua, sem plantações, construções e outras agregações
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE O ASSUNTO
FONTE DA CONSULTA – A coleta das informações ocorre entre os meses de outubro e janeiro. O trabalho é realizado por técnicos e agentes de mercado da Epagri/Cepa distribuídos em todas as regiões catarinenses, com base em informações fornecidas por informantes-chave, como imobiliárias, cooperativas, sindicatos rurais, associações de produtores, cartórios e órgãos públicos.
CRITÉRIOS – De acordo com a analista da Epagri, Glaucia de Almeida Padrão, para cada município e classe de terra são consultados, no mínimo, três informantes. “Os dados passam por validação estatística, resultando na apuração de preços mínimos, mais comuns e máximos, sendo os valores finais apresentados como referência municipal para cada classe”, explica Padrão.
ALERTA – A Epagri/Cepa ressalta que os valores divulgados são referenciais e não devem ser utilizados para balizar negociações imobiliárias ou processos de arbitragem, já que fatores como localização, topografia, qualidade do solo e nível de aproveitamento agrícola podem gerar variações significativas dentro de um mesmo município.
Com informações de Cristiele Deckert, jornalista bolsista Fapesc Epagri/Cepa