VICE-PREFEITO TENTA SE REINSERIR NA GESTÃO PARA QUAL TAMBÉM FOI ELEITO, MAS NÃO ENCONTRA CLIMA
No domingo da semana que vem, dia 22, completa um ano dos episódios que colocaram a carreira política de Jair Júnior (sem partido) em desgraça. Era sábado, 22 de março do ano passado quando ele foi preso, acusado de violência doméstica contra a então namorada.
O episódio virou processo, ele se tornou réu, houve uma audiência de instrução e o caso segue em segredo de justiça com desdobramento possível em 1ª Instância neste ano.
TENTATIVAS DE RETORNO
Porque é pouco provável que uma sentença transite em julgado (vencendo todas as hipóteses de recursos em tribunais superiores) até o término do mandato de vice, Jair Júnior tem se colocado a combater a própria gestão onde ele se elegeu. Ele teria profunda mágoa da prefeita Carmen Zanotto, por causa da exoneração lhe imposta na Semasa (era o secretário) e o isolamento em relação à gestão, depois do ocorrido entre a noite da sexta e madrugada de sábado, daqueles dias 21 e 22 de março do ano passado. Entretanto, sua até então colega de chapa não teria alternativa diferente. Como uma defensora ferrenha dos direitos das mulheres conviveria em um ambiente de trabalho com alguém acusado de violência doméstica?
ESPERNEIOS NO TRECHO
A postura de Jair Júnior tem sido bipolar. Ora desaparece das redes sociais, do cenário e do comentário, ora se coloca a provocar aqueles que assumiram com ele na equipe de Carmen Zanotto. O alvo principal tem sido o secretário Coronel Cleber Machado. Jair fez duas incursões à Secretaria de Obras. Na primeira vez, o secretário o ignorou por causa de uma agenda com a prefeita. Nesta semana não chegou a ser ignorado, mas foi tratado com certa indiferença pelo gestor da infraestrutura da cidade.
Há um ano e meio, a fotomontagem acima era peça de campanha, vendendo uma parceria de longa duração entre as lideranças do cenário. Há quase 12 meses, um deslize (o termo deveria ser outro), retira o vice do convívio com os seus e, a partir de então, ele tenta, sem sucesso ser voz em um contexto que ninguém quer ouví-lo e, o pior, ninguém quer estar por perto dele.
A reportagem do episódio no G1 printada acima está aqui!












