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Prefeitura fixa piso ao funcionalismo

NINGUÉM NA PREFEITURA GANHARÁ MENOS DE R$ 1.885,12. VALOR É MAIOR QUE O PEDIDO DO SINDSERV

Depois daquele ensaio de greve ano passado, foi criada uma comissão para melhorar a condição salarial do funcionalismo municipal de Lages. Os encaminhamentos demoraram, mas foram positivos à categoria. Havia a reivindicação de um piso mínimo a ser praticado para aqueles servidores que menos ganham. Esse piso foi fixado em R$ 1.885,12. Valor que ficou acima daquilo que pedia o Sindserv que buscava R$ 1.756,00.

‘RESULTADO HISTÓRICO’

Os estudos foram realizados pela comissão especial formalizada pela Portaria 372/2025, com atuações das Secretarias da Administração, da Fazenda, Procuradoria e representantes do sindicato. “Atentando para itens como a Lei de Responsabilidade Fiscal e legalidade jurídica”, cita a informação oficial do Paço. A prefeita Carmen Zanotto disse que acompanhou as tratativas e o estudo da comissão. “Agora conseguimos um resultado histórico para aqueles que dedicam suas vidas em prol do serviço público”.

E OS DEMAIS SERVIDORES

Aqueles com remuneração na carreira superior ao piso mínimo passam a ter uma atualização salarial de 4% – que foi o INPC de 2025. “Percentual acima dos 3,65% pleiteados pelo Sindserv. A data-base com os novos valores será aplicada a partir de março, sobre a base salarial de fevereiro de 2026″, confirma a informação sobre o assunto.

VALE ALIMENTAÇÃO

O vale alimentação também teve alteração, de acordo com as faixas salariais. Não chega nem perto dos R$ 1.547,00 de vale que recebem os vereadores, mas houve atualização de valores. Quem recebia até R$ 1.910,00 de salário e vale alimentação de R$ 572,00 passará a receber até 2.029,76 com R$ 594,88 de benefício. Quem recebia entre R$ 1.910,01 e R$ 2.178,00 com vale alimentação de R$ 468,80, terá rendimentos de R$ 2.029,77 a 2.314,56 e R$ 487,55 de benefício. E para aqueles que recebiam acima de R$ 2.178,00 e R$ 314,60 de vale alimentação, os valores ficarão acima de R$ 2.314,57 e de R$ 327,18.

OUTRAS DEMANDAS

“A sugestão de igualar o salário dos profissionais que não recebem o base de sua profissão, se encontra em fase de estudos para análise e regulamentação, conforme dotação e disponibilidade financeira. E em relação à insalubridade, a implementação de programas deverá ser realizada após a identificação dos setores e cargos sujeitos à concessão de adicional de insalubridade e periculosidade, bem como à definição de outras medidas”.

Registro da movimentação de abril e maio do ano passado com reivindicações do funcionalismo municipal, sendo que, segundo a prefeitura, em alguns casos, concedeu-se além daquilo que o sindicato da categoria (Sindserv) pedia.

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Carmen mexerá na Agricultura?

RONDA INSATISFAÇÃO COM AQUILO ENTREGUE PELA SECRETARIA DA AGRICULTURA. EMBORA O PROBLEMA, TALVEZ, NÃO SEJA O SECRETÁRIO

Houve um tempo que para ilustrar as condições de certas vias urbanas, apontava-se que o pior trecho da estrada da Coxilha Rica era a saída no bairro da Várzea até a ponte do Caveiras. Veio a pavimentação daquele trecho e os outros pedaços da estrada da Coxilha ‘estão se esforçando’ para manter a condição de ruindade e não perder mais para nenhuma via urbana. Exemplo disso foi o que testemunhou (e sofreu) quem tentou ir na festa da localidade de Morrinhos, uma das primeiras localidades rumo à Coxilha Rica, no final de semana.

O print é de um vídeo que mostra os atoladores alguns pontos da estrada que sai do bairro da Várzea, passa pelo Guará, Cajuru e segue até Morrinhos. A ausência de cascalho nesses desfiladeiros se constitui problema anunciado, visto que se relampiar na Vacaria, tais trechos viram sabão.

PROBLEMÁTICA É MAIS AMPLA

Consta que a insatisfação que ronda o setor de infraestrutura rural é mais ampla. Ainda ano passado, a prefeita Carmen Zanotto, ao receber dirigentes da Epagri, dizia que a área sob seu comando precisaria atuar no fomendo à agricultura “indo além de fazer estradas”. Pelo visto, nem isso – as estradas – estão a contento.

O secretário adjunto da Agricultura, Ronaldo Duarte (centro da foto), foi escalado pela própria prefeita para falar sobre o assunto das estradas do interior na Clube FM.

E…

Ouvindo-o, passa a impressão que já houve um repensar na gestão da pasta, com o secretário Pedro Donizete (esquerda na foto acima) ficando mais na parte técnica (fomento agrícola) e Duarte na infraestrutura (estradas). Como essa ‘divisão’ teria ocorrido em outubro, esse quase meio ano – e o exemplo de Morrinhos – evidencia que ainda não deu certo a ‘ajeitada’ costurada.

QUESTÃO É ORÇAMENTÁRIA

Se a questão técnica de fomento à produção agrícola é algo que dá resultados por si, visto que Lages amplia área plantada, a infraestrutura depende do gestor em administrar equipes, tocar ações e dos cofres municipais. Não existe milagre. Se não houver investimento mais robusto, com ampliação de equipes e essas executando obras mais duradouras, será um eterno ‘enxugar gelo’ ou no caso ‘apagar poeira’. E não adiante trocar secretário, visto que sem estrutura de gente e maquinário, a Secretaria de Agricultura vai continuar patinando.

No inverno do ano passado Carmen Zanotto recebeu os gestores da Epagri. A prefeita demonstrou inquietação. De lá para cá houve ‘divisão’ de atribuição dentro da Secretaria de Agricultura e, pelo noticiário, ainda há gargalos emperrando a lida.

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SC colherá 27,9% a mais de maçã

SAFRA IRÁ ALÉM DAS 540.000 TONELADAS NO ESTADO E A NOTÍCIA RUIM É A QUEDA NO PREÇO AO FRUTICULTOR

No supermercado a maçã continua sendo vendida além de R$ 10,00 o kg. Mas esse valor elevado ocorre na logística depois de sair do pomar até chegar no consumidor. No pomar, a expectativa é de que o quilo não chegue a R$ 4,00. Uma safra mais robusta – embora não seja supersafra – contribui para um valor mais acanhado a quem produz. A Epagri apresentou no Boletim Agropecuário deste mês uma estimativa de que Santa Catarina colherá 27,9% a mais que em 2025. É um dado que não fecha, mas indica aumento na produção.

DADO QUE NÃO FECHA

A ABPM – Associação Brasileira dos Produtores de Maçã – que é a entidade que representa o produtor de maçã, aponta Santa Catarina colhendo 542 mil toneladas em 2026. Se considerar que esse número é o 27,9% a mais estimado pela Epagri, significaria que ano passado a safra não chegou a 400 mil toneladas. E essa quantia foi colhida apenas em São Joaquim. Logo, a safra é maior que aquilo apontado pela ABPM ou o percentual de aumento na safra não chega aos 27,9% previsto pela Epagri.

Esses dados foram divulgados pelo Agro Estadão tendo a ABPM como fonte. Destaca inclusive a baixa quantidade para exportação, visto que a maçã catarinense atende mais o mercado nacional.

Pelos dados da Epagri, a maçã Fuji lidera o volume de produção em Santa Catarina, com 51,2% da produção e crescimento esperado de 14,4%. A Fuji começa a ser colhida em meados de março, visto que a variedade Gala é que está sendo retirada dos pomares desde o final de janeiro.

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Infraestrutura aguardada em Lages

ACESSO AO CONJUNTO DE BAIRROS QUE FORMA A REGIÃO DO GUARUJÁ SEGUE COM TRÂNSITO ESTRANGULADO

A solução está a caminho. Mas é demorada.

Está em fase de encaminhamento a assinatura de contrato para a elaboração dos projetos de duplicação da BR-282 entre a BR-116 (Lages) e Palhoça. São projetos porque o trecho foi dividido em lotes, sendo um deles entre o trevo de Índios e o cruzamento com a BR-116. São cerca de dois anos para a elaboração do projeto e outras tratativas dentro do protocolo que apontam que não haverá solução antes do final da década na mobilidade que envolve a BR-282.

GARGALO NO SHOPPING

O local mais crítico é o chamado ‘trevo do shopping’ onde o trânsito de passagem pela BR-282 e o acesso ao conjunto de bairros que forma a região do Guarujá tem causado congestionamento, filas e situações decorrentes disso. A solução para o local deve passar pela construção de um viaduto (pensa-se também na técnica de trincheiras – passagem por baixo do asfalto). E com uso da criatividade e a tecnologia digital, a página Lages do Alto#ficaadicalages – fez a prospecção abaixo de como ficaria o viaduto no local.

Aparentemente parece uma solução simples, mas demanda bastante recursos para que a realidade no local passe por essa transformação

Apenas a título de ilustração, inclusive porque já noticiamos aqui, a Prefeitura de Vacaria pediu autorização do DNIT e providenciou o viaduto (semelhante ao necessário em Lages), com recursos municipais, desafogando essa travessia da BR-116 no cruzamento com a Avenida Moreira Paz.

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Festa: Shows perto de Lages

FOI SE O TEMPO QUE QUANDO SE BLOQUEAVA AGENDA DE SHOWS DA FESTA DO PINHÃO, OS ARTISTAS NÃO FAZIAM SHOWS PERTO DE LAGES

Não se tratava de exclusividade, mas de delimitação territorial para que artistas que viessem à Festa do Pinhão em edições do passado não fizessem shows em eventos próximos de Lages em períodos que antecediam o festerê lageano. A estratégia fazia com que o público ‘das redondezas’ se interessasse mais pela programação de shows nacionais no parque Conta Dinheiro. Os tempos são outros e o público de Curitibanos, por exemplo, não teria razão de esperar a Festa do Pinhão para assistir a Luan Santana, visto que o artista se apresentará na Expocentro com menos de 30 dias de intervalo para o show em Lages.

OUTROS EXEMPLOS

O próprio Grupo Chocolate, anunciado para a Festa do Pinhão, chega antes no Parque do Tropeiro em Curitibanos na Expocentro. E o mesmo Luan Santana fecha o mês de fevereiro se apresentando na Festa da Uva em Caxias do Sul, assim como Alexandre Pires e Panda, que são atrações previstas para Lages.

A linha de shows da Festa da Uva, evento que acontece distante 210 km de Lages

OU SEJA

A estratégia para a Festa do Pinhão é, de fato, a diversificação de atrações (atrativos além de shows), além do apelo ao público da Serra Catarinense.

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Lucas na ‘acadêmicos do trecho’

DEPUTADO ‘DESFILOU’ NO FERIADO PROLONGADO DE CARNAVAL POR 50 MUNICÍPIOS

Carnaval com recesso e descanso não combinaram com a agenda do deputado Lucas Neves. Até exteriorizamos o ritmo do parlamentar para dar uma ideia da correria nesse período de sequência do ano legislativo. Lucas aproveitou entre a sexta-feira, 13, até a manhã desta quarta-feira,18, para colocar o bloco na rua. Esteve em quatro regiões diferentes do Estado.

NO TRECHO

Se fosse desfilar em uma escola de samba, Lucas Neves estaria no ‘acadêmicos do trecho’ porque foi isso que ele fez, estar no trecho, durante o reinado de momo. Do Planalto Norte, passou pelo Vale do Itajaí e depois boleou a perna ao Meio Oeste e ao Extremo Oeste de Santa Catarina. “Passamos por cerca de 50 municípios, com foco na confirmação de emendas, entregas e alinhamentos de novas demandas locais”, confirma o parlamentar. Essa peregrinação pelo Estado ainda incluem agendas na Serra Catarinense e Sul do Estado, antes de retornar ao expediente normal na Alesc.

Uma demanda encaminhada no feriado de carnaval na reunião com o comando do 5º Batalhão de Bombeiros Militares de Lages, onde o deputado garantiu recursos para aquisição de um novo Auto Bomba Tanque Resgate (ABTR), equipamento (veículo) que reforçará o trabalho da corporação.

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