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Expointer e as mulheres do Agro

MAIOR EVENTO DO AGRO NO SUL DO BRASIL LEVOU GRUPO DE MULHERES DA SERRA CATARINENSE A ESTEIO/RS

Terminou no domingo a edição mais exitosa da Expointer, realizada em Esteio na Grande Porto Alegre. O evento foi marcado por números expressivos como o faturamento de R$ 6,18 bilhões e a presença de 938.470 visitantes, sendo 155.825 pessoas somente no sábado, 05. Nesse universo de números significativos, registre-se a presença da mulher que atua no agronegócio. Entre outras programações, elas estiveram no painel Mulheres e o Agronegócio: Cenário Atual, promovido pela FMEG e Conexão Entre Elas – Agro e Campo.

EMPREENDEDORAS DA SERRA DE SC

Além de mulheres que atuam no agronegócio de várias regiões do Sul do Brasil, lá estava um grupo da Serra Catarinense. Mais do que ocupar espaço em um dos principais eventos do setor, a participação dessas mulheres representa uma transformação que já acontece diariamente dentro das propriedades, empresas, entidades e diferentes elos da cadeia produtiva. “Participar de espaços como a Expointer é uma forma de ampliar vozes, compartilhar experiências e mostrar às próximas gerações que o agro também é lugar de mulher — e sempre foi”, aponta a informação sobre a presença do grupo no evento.

Entre as participantes estiveram Thaís Amaral, de São Joaquim; Ticiana Fachin, Gessica Mendonça, Zilda Elisa Letti Pellizzaro, Deize Deuner, Bia Melo, Cândida Letti, Camila Carsten Clauberg e Raquel Dall’Asta, de Lages; Fabiana Ribeiro, de Capão Alto; Vilma Schroeder Morante, de Major Vieira; e Maria Lucia Caçador.

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A eleição de 40 anos atrás em SC

EM 1986 O PMDB ELEGE O GOVERNADOR E DOIS SENADORES, INCLUSIVE DIRCEU CARNEIRO

Há 40 anos, na força da redemocratização o PMDB fez barba e bigode nas urnas em Santa Catarina. Naquele 15 de novembro de 1986 o emedebista Pedro Ivo Campos, coronel reformado do Exército, conquista 886.414 votos e derrota Vilson Kleinubing, que era o candidato do PFL, apoiado por Amin, governador na primeira metade da década de 1980.

Aquela eleição de 1986 também elegeu dois senadores do PMDB: Nelson Wedekin e Dirceu Carneiro, o ‘lageano de Caçador’ que protagonizou mais tarde a cena acima do impeachment de Collor e a entrega do poder a Itamar Franco.

Dirceu Carneiro foi tão bem votado ao Senado que somou 566.803 votos. Bem mais que os 551.423 votos atribuídos a Kleinubing, derrotado por Pedro Ivo que, quatro anos mais tarde (1990) vinha a se tornar governador catarinense pelo PFL

E ANTES DA ELEIÇÃO DE 1986…

O registro abaixo é de Esperidião Amin em seu primeiro mandato como governador catarinense. Depois, Amin retornaria ao governo, assim como aquele que está ao seu lado, Raimundo Colombo, tornar-se-ia prefeito de Lages (1989) e adiante outra vez prefeito lageano (2000 e 2004) e na sequência governador do Estado por dois mandatos.

A década é de 1980 na primeira vez de Amin como governador catarinense. O registro é na cidade natal de Heitor Sché (direita) na Churrascaria Lindomar na BR-470 em Rio do Sul. Sché estudou no Colégio Diocesano em Lages, foi delegado de polícia e deputado Estadual. No registro acima nos tempos que atuava como Secretário de Estado da Segurança Pública na gestão de Amin no período entre 1983 e 1986.

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Alesc: Marcius é alvo de ataques

CANDIDATO À REELEIÇÃO PARA DEPUTADO ESTADUAL SOFRE ATAQUES DE CONTERRÂNEOS DURANTE A CAMPANHA

Dentro dos limites que o jornalismo permite, pela atuação mais em âmbito de Serra Catarinense, temos exteriorizado as notícias da campanha de candidatos como Lucas Neves e Marcius Machado. Os demais concorrentes não têm tanta exposição pela opção deles em não dar publicidade ou pela falta de estrutura para constituir uma assessoria na área que transmita informações aos meios.

E…

Há na dupla citada uma realidade inconteste de viabilidade eleitoral para que conquistem outro mandato e sigam mantendo a representatividade da Serra no parlamento catarinense. O terceiro nome com viabilidade clara era Elizeu Mattos, mas as circunstâncias já noticiadas o tiraram da disputa.

ENTRETANTO

O que se tem visto é conteúdo tentando desgastar Marcius Machado. E se trata de uma situação estranha porque ele não está incomodando ninguém. O candidato segue pautando sua campanha naquela linha que sempre o caracterizou. Não à toa foi o Estadual mais votado em cidades como Lages, São Joaquim e Correia Pinto na eleição de 2022. Mas agora surgem conterrâneos o criticando como no episódio onde ele simulou um uivo de cachorro, como se isso que fez o desabonasse.

ASSIM

À Serra Catarinense não interessa essa tentativa de carimbar negativamente o candidato à reeleição, visto que aquilo que a região precisa é de representatividade. E as chances de isso se manter é com os dois citados, embora todos os demais candidatos a Estadual tenham o direito de concorrer e tentar se eleger. Combatê-los é um disserviço à representatividade política da Serra.

Temos também nossas críticas à postura tanto de Lucas quanto de Marcius em algumas circunstâncias da atuação. Eles estão longe de serem os parlamentares perfeitos. Mas este não é o momento de atacá-los, fazendo-os perder voto que pode fazer a diferença entre eleger um deputado da Serra Catarinense ou um representante de outra parte do Estado.

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Municípios ‘chave’ de Lucas Neves

CANDIDATO À REELEIÇÃO ESTENDE A CAMPANHA A 150 CIDADES DE SC. MAS EM ALGUNS TENDE A SOMAR MAIS VOTOS

Ao testemunharmos o lançamento da candidatura na Acil, percebemos que Lucas Neves faz, dessa feita, uma campanha ‘mais profissional’. Significa uma capilaridade maior na busca de votos, inclusive na informação de sua assessoria, com as amarrações chegando a 150 cidades catarinenses. E embora tenha nesses diversos municípios o apoio costurado, há alguns onde a soma de votos deve ser mais robusta.

NÚMEROS POSTOS

Primeiramente é o caso de Lages onde chegou a 18 mil votos em 2018, caiu para 15.081 em 2022 e, por circunstâncias várias, mira somar até 25.000 na eleição deste ano. Marcius, por exemplo, fez 24.297 votos em Lages na eleição passada. O município onde obteve a maior quantidade proporcional de votos foi Anita Garibaldi. Ali, um em cada cinco votos válidos foi para ele, com 21,58% da votação a Estadual e um total de 1.150 votos. A ideia é manter pelo menos essa votação expressiva.

DESAFIO PARA 2026

Outra cidade que Lucas aposta na ampliação da votação é São Joaquim, o segundo maior colégio eleitoral da Serra Catarinense. Ali ficou como 5º mais votado, com Marcius liderando a votação a Estadual com 1.488 votos contra 673 votos a ele. Nesta eleição tem o apoio do secretário-adjunto de Turismo, Giovani Nunes, além do próprio prefeito Dorinho. Daí a ideia de romper os 1.000 votos. O fato de Paulinha não concorrer à reeleição (ela busca mandato a Federal) também facilita a caminhada de Lucas. Aliás, não só em São Joaquim. Ele somou 634 votos em Correia Pinto, onde perdeu para Marcius e Paulinha e agora reforça o trabalho para ampliar a votação.

A força do apoio a Lucas Neves em São Joaquim. Neste domingo, em temperatura de 1 grau, ele foi recepcionado com militantes e lideranças como vereadores, a ex-vice-prefeita Ana Mello, além de Giovani Nunes e Dorinho.

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Elizeu sai da disputa à Alesc

CONDIÇÃO DE INELEGIBILIDADE RETIRA O EMEDEBISTA DA ELEIÇÃO. ELE ANUNCIA APOIO SEM VOTO A DOIS CANDIDATOS

Evento programado na noite da sexta-feira, 04, selou a saída de Elizeu Mattos do cenário de disputa na eleição deste ano. Ele teve o nome homologado na convenção do MDB e foi registrado na Justiça Eleitoral onde aguardava pelo deferimento da candidatura.

ALIÁS

Deferimento que não iria ocorrer em decorrência de uma condenação em Câmara Colegiada no TJ/SC que o tornou inelegível. Mas a candidatura de Elizeu era monitorada especialmente por Lucas Neves e Marcius Machado. Isso se o emedebista saísse candidato, poderia dividir os votos, reduzindo a votação daqueles que buscam a reeleição a Estadual.

ELIZEU ANUNCIA APOIO

Na última eleição a prefeito de Lages, Elizeu Mattos conquistou em Lages 21.021 votos. Esse espólio ele pretendia trazer para a disputa a Estadual, agregando mais votos para tentar retornar à Alesc. E como as circunstâncias judiciais o colocam fora do páreo, ao anunciar o recolhimento, negociou o ‘apoio’ a um colega do MDB que busca a reeleição.

QUEM?

O deputado Tiago Zilli nascido em Timbé do Sul e com carreira política na cidade de Turvo. Esse é colega emedebista que Elizeu escolheu para tentar transferir parte de seus votos à Alesc. Para Federal optou por Raimundo Colombo. Pela questão da inelegibilidade, ele tem poder de mobilização e vai tentar transferir parte de seus votos, mas o próprio voto não poderá dar. A inelegibilidade pressupõe perda do direito passivo (ser votado) e ativo (votar) no processo eleitoral.

E embora nos tempos em que Colombo foi governador, tenha reclamado do tratamento pouco parceiro que recebeu, Elizeu Mattos acena que ‘mágoas passadas não movem moinhos’. Ao anunciar o apoio a Colombo cita que foi aluno do saudoso LHS e que “as divergências no meio político não podem atrapalhar o que vem a somar e melhorar a vida das pessoas”, numa referência à necessidade de representatividade na Câmara Federal à Serra Catarinense.

ATUALIZANDO E CORRIGINDO

Elizeu Mattos não perdeu a condição ativa no processo eleitoral. Ele segue podendo votar, visto que inexiste sentença transitada em julgado nos processos que o envolvem. Logo, o emedebista pode votar normalmente neste ano. E pelo informado, a opção de Tiago Zilli receber seu apoio se deve ao fato de que o candidato a Estadual que busca a reeleição representa o MDB Raiz.

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