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A linha Lages a Caxias do Sul

As redes sociais nos brindam com relatos e registros que merecem ser eternizados. A página Vacaria Nativista, por exemplo, resgata uma publicação do Jornal Zero Hora de 1/4 de século atrás (2001) sobre a atividade de transporte de passageiros da família Ranzolin:

“Em 1939, o Chevrolet Comercial do empresario Ernesto Ranzolin perfazia diariamente o itinerário entre Lages/SC e Caxias do Sul/RS, com passagem por Vacaria/RS e Antonio Prado/RS, transportando passageiros”.

SEGUE O RELATO

“Numa época de estradas de chão e de travessias por balsas, a viagem chegava a durar 4 vezes mais do que as 3 horas atuais. A comodidade, só se tornou possível graças ao pioneirismo do empresário. O primeiro a atuar com uma linha de ônibus interestadual na região. Ernesto Ranzolin operou também com transporte de cargas entre Lages/SC e Sao Paulo/SP, além de ter ficado conhecido como um dos ases do automobilismo no tempo das carreteras”.

Na viagem registrada acima, Ernesto Ranzolin aparece ao volante. O penúltimo lugar é ocupado pelo irmão Armindo Ranzolin, pai do radialista Armindo Antonio Ranzolin, que era o mais jovem passageiro, com 1 ano e meio, e viajava no lado oposto no colo da mãe Edith”.

INTERESSANTE QUE…

Essa foto é de 1939. E foi exatamente nesse ano, no dia 18 de junho que nasceu o mais conhecido dos Ranzolin de Lages, o ex-deputado Ivan. Ele era irmão do saudoso Armindo Antonio Ranzolin e, portanto, sobrinho do pioneiro Ernesto Ranzolin.

Se puxar a história dos Ranzolin, a gente vai longe. Mas Ivan era irmão de Armindo Antonio Ranzolin, este que nasceu em Caxias do Sul, mas iniciou a carreira no rádio em Lages, antes de ir para a Guaíba e Gaúcha, onde fez enorme sucesso até o falecimento em 2022. Ivan, por sua vez, iniciou na política já com bastante idade. Ele tinha 39 anos (em 1978) quanto enveredou para as lidas da política tendo sido sete vezes deputado Estadual, cumpriu um mandato Federal e foi vice-prefeito de Lages. Atualmente Ivan se encaminha para completar 87 anos. Não realizou um sonho: queria ter sido prefeito de Lages.

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Até Lages ficou abaixo de zero

O MAIOR FRIO DO ANO FOI REGISTRADO NA MANHÃ DO 12 DE MAIO COM GEADA ALÉM DAS FRONTEIRAS DA SERRA

Ainda não dá para cravar a condições do tempo para a Festa do Pinhão cuja programação no Centro de Lages inicia a semana que vem (sexta-feira, 22). Mas desponta um indicativo de que será um período de temperaturas baixas e sem chuva intensa. Pelo menos na maior parte dos dias. E a manhã da terça-feira, 12, deu indicativo do que é o frio que passamos a conviver. Na tábua de temperaturas registradas pela Epagri/Ciram até Lages amanheceu abaixo de zero:

O constatado confirmou exatamente aquilo que a Defesa Civil apontava de que Lages teria temperatura de zero grau ao amanhecer de terça-feira, 12.

EL NIÑO NA PAUTA EM LAGES

A Prefeitura de Lages, por meio da Coordenação de Proteção e Defesa Civil, está convocando os integrantes do Grupo de Ações Coordenadas (GRAC) para uma reunião de planejamento e alinhamento de ações preventivas relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño no município. O encontro será realizado na quinta-feira (14 de maio), às 16h, no gabinete.

A reunião será conduzida pela prefeita Carmen e pelo secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro (Sargento Ribeiro), reunindo representantes das Secretarias Municipais, órgãos públicos, entidades e instituições que integram o GRAC.

FOCO PREVENTIVO

O objetivo do encontro é discutir os cenários previstos para os próximos meses, avaliar possíveis impactos causados pelo El Niño e definir estratégias integradas de monitoramento, prevenção e resposta para garantir mais segurança à população lageana diante das condições climáticas previstas. “O planejamento preventivo permite respostas mais rápidas e eficazes, especialmente para proteger as famílias que vivem em áreas mais vulneráveis”, afirma a prefeita.

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CAV transforma vinho em vinagre

O VINHO É ORIUNDO DE APREENSÕES E O RESULTADO DA TRANSFORMAÇÃO FOI DOADO À PREFEITURA DE LAGES

Vinagre a partir de um Concha y Toro ou de um DV Catena, Angelica Zapata e Rutini. Enfim, os vinhos de uvas como Malbec, Cabernet Sauvignon, Shiraz ou Chardonay oriundos de descaminho*, apreendidos nas ações da PRF e da Receita Federal tiveram um destino interessante em Lages. Parte dessa apreensão foi destinda ao projeto Circula Udesc, iniciativa de extensão vinculada ao Laboratório de Soluções Baseadas em Tecnologia (LaTec) e ao Grupo de Fruticultura do CAV de Lages. Coordenados pelos docentes Daiana Petry Rufato e Leo Rufato, o projeto transforma o vinho oriundo de descaminho em vinagre.

O vinagre sanitizante é produzido a partir da parceria com o programa Receita Cidadã, da Receita Federal, e tem como objetivo transformar mercadorias apreendidas e destinadas à destruição em produtos úteis para a sociedade. Além de reduzir custos econômicos e impactos ambientais relacionados à destruição dos itens apreendidos, a iniciativa promove retorno social por meio da destinação de produtos para instituições e projetos comunitários. Nesta primeira etapa, estão sendo distribuídos mais de 400 litros de vinagre para uso sanitizante.

VINAGRE DIFERENCIADO

Enquanto o vinagre comum encontrado no mercado possui cerca de 4% de acidez, a versão produzida pelo CAV apresenta entre 6% e 6,5%, podendo chegar a 8%. Isso o torna mais eficiente na eliminação de fungos e bactérias. O produto contém bactérias ativas que continuam o processo de fermentação, aumentando sua potência com o tempo. Os 400 litros do vinagre diferenciado foram destinados à Casa de Apoio Maria Rosalina Rodrigues e a unidades do Sistema Municipal de Educação.

Secretária Suzana Duarte (Políticas Públicas para Mulheres) foi pessoalmente no CAV conferir a produção e receber parte da doação viabilizada na parceria entre o campus de Lages da Udesc e a Receita Federal

Segundo o professor de Agronomia do CAV, Leo Rufato, o projeto alia sustentabilidade e benefício social. E o docente aponta mais:

“Enquanto a bebida original possui de 11% a 12% de álcool, o processo a transforma em um composto com 6% a 6,5% de ácido acético, um índice superior aos 4% encontrados nas versões de mercado. Nosso objetivo é disponibilizar o produto para o município de Lages, priorizando escolas e entidades assistenciais”.

*Descaminho se constitui a entrada de produto oriundo de outro País sem pagamento de tributos alfandegários. Diferente do contrabando, produtos oriundos do descaminho podem ser reaproveitados ou doados, desde atendido o protocolo de desembaraço da Receita Federal. O contrabando se constitui a entrada de produtos proibidos (contrários à lei brasileira) e, nesse caso, o caminho é a destruição.

Com informações de Ari Junior e Glaucir Borges com fotos de Fábio Pavan

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O aconchego da Festa do Pinhão

PROPOSTA INÉDITA COLOCARÁ NO MESMO AMBIENTE GASTRONOMIA, CERVEJAS ARTESANAIS, VINHOS DE ALTITUDE E PRODUTOS TÍPICOS

Não espere nada menos que aquilo que o prospecto acima indica. Há um esforço da CCO (Samuel Ramos), Turismo (Ana Vieira) e de toda a equipe que está trabalhando para caracterizar o parque Conta Dinheiro (com motivos temáticos) no sentido de dar esse clima de aconchego. Enquanto consome um prato típico (entrevero, paçoca e derivados relacionados), o visitante pode tomar um bom vinho de altitude ou a cerveja artesanal produzida nas cercanias de Lages.

FESTIVAL COMO ATRAÇÃO

O Pavilhão Sabores da Serra tem proposta inédita nesta edição com o ambiente que agregará da gastronomia regional, cervejarias artesanais, vinhos de altitude, produtos típicos da Serra Catarinense, música ao vivo e uma ambientação temática voltada à convivência do público. Além da prefeitura, via CCO da Festa do Pinhão, Acil e CDL se agregam na organização desse espaço e do festival Sabores da Serra.

O QUE TEREMOS – No centro do Pavilhão estará o Festival Sabores da Serra, reunindo 14 restaurantes da região com pratos desenvolvidos especialmente para o evento. Cada estabelecimento preparou receitas utilizando ao menos um ingrediente típico serrano, como, pinhão, queijo serrano e outros produtos regionais. Participam do Festival os restaurantes: Casa de Vó, J&P Pizza Cone e Lanches, Trigalle Pizzaria e Restaurante, American Place, Tutis BBQ, Julia Lanches e Açaí, Espetinhos Curitiba, Restaurante Vitorino Lages, Do Sul Gastronomia, Zamban GrillFrog’s, Bistrô, Cacau Show e Restaurante Cansian Zamban.

BEER MADE IN SERRA

O espaço também contará com oito cervejarias artesanais da Serra Catarinense: EiswasserGuedBeerOG Mill 88, Serra Forte, União Serrana, Serena, Traçado e Urupema. Outro destaque será o espaço dedicado aos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, reunindo 28 vinícolas associadas ao Vinhos de Altitude SC, das cidades São Joaquim, Campo Belo do Sul, Videira, Urupema e Rancho Queimado. Produtores também estarão presentes comercializando itens típicos serranos, como, queijos artesanais, salames, pinhão e outros produtos regionais.

Os pratos do registro acima são exclusividades no Galpão Capão do Cipó, mas a cerveja artesanal se integrará entre as marcas locais que poderão ser degastadas no Sabores de Lages a partir de 29 de maio

Conteúdo: Jornalista Gabriela Sassi (CCO) em colaboração com Assessoria da CDL

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Bolsa: Lages 3x mais que média de SC

IBGE APONTOU QUE 3,9% DAS FAMÍLIAS CATARINENSES ACESSAM O BOLSA FAMÍLIA. ÍNDICE DE LAGES CHEGA A 12% DOS DOMICÍLIOS

A informação oficial da Secom/SC: “Santa Catarina é o Estado que menos recebe Bolsa Família, conforme dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira, 8. Além da posição de destaque, Santa Catarina reduziu a participação no benefício, passando de 4,3% dos domicílios em 2024 para 3,9% em 2025. Com base nessa informação o governador Jorginho complementou que “a melhor política social é a geração de emprego”.

REALIDADE DIFERENTE DE LAGES

Para chegar a esse percentual de 3,9% o IBGE considera o número de domicílios (onde reside cada família). Na página oficial do Governo Federal sobre benefícios sociais, Lages aparece com 71.500 domicílios. A mesma fonte cita – considerando dados de abril – que há 8.500 famílias acessando ao Bolsa Família no maior município da Serra. Na matemática simples, portanto, o índice de domicílios cujas famílias acessam ao benefício em Lages é de 12%. Isso significa que o Bolsa Família atende em Lages três vezes a média estadual de 3,9%.

Os dados no gráfico são de fevereiro com 8.200 domicílios acessando o benefício. Em abril esse número aumentou para 8.500 de um universo de 71.500 existentes no município, segundo dados oficiais

RANKING DOS ESTADOS

“Com apenas 3,9% dos domicílios recebendo Bolsa Família, Santa Catarina é o estado com menor participação no programa federal. Em seguida, no ranking dos estados, aparece São Paulo, com 7,6%. A terceira melhor posição é do Rio Grande do Sul, com 7,7%. Na sequência aparecem Paraná (8%), Mato Grosso do Sul (9,5%) e Distrito Federal (10,5%). A média brasileira ficou em 17,2%, conforme o IBGE”.

OUTRO DADO OFICIAL DE SC

“Além do menor percentual de Bolsa Família, Santa Catarina também é o estado que menos recebe programas sociais como um todo. Apenas 6,9% dos domicílios catarinenses receberam, em 2025, rendimento de algum programa social, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), ante média brasileira de 22,7%”.

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Marcius cobra adesão a programa

PREFEITURAS NÃO ESTARIAM ADERINDO À INICIATIVA DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS PARA EVITAR PROLIFERAÇÃO

Não cremos que isso ocorra com alguma prefeitura da Serra Catarinense, visto que aqui a militância do parlamentar é bastante intensa, interagindo com gestores e orientando-os à adesão. Porém, há casos de prefeituras catarinenses cujos gestores não encaminharam documentação para aderir ao programa Pet Levado a Sério e, em consequência, não acessarão os recursos.

O alerta em tom de preocupação e cobrança é do deputado Marcius Machado (PL) que não visualiza razão para essa indiferença de gestores públicos à questão. O parlamentar estuda judicializar a questão para assegurar que as prefeituras ressarçam entidades e protetores que atuam no acolhimento de animais comunitários:

“O poder público é responsável, sim, pelos cães comunitários e deve ter a obrigação de castrá-los, microchipá-los e vaciná-los. E nós exigimos isso, sim. Por eles, pela vida, porque as protetoras não estão aguentando mais”.

Marcius mantém sintonia às demandas relacionadas a animais, na condição de presidente da Comissão de Defesa dos Animais na Alesc

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