DADOS DA FIESC APONTAM REDUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DO SETOR NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
No geral as exportações para os Estados Unidos nos primeiros seis meses deste ano, nos diversos setores da economia catarinense, apresentaram uma redução de 31,3%. O mercado americano figura entre os principais parceiros comerciais do Estado e a soma daquilo exportado totalizou US$ 582,9 milhões. Um setor em especial contribuiu para passar dos 31% a redução nas exportações, repercutindo diretamente na economia da Serra Catarionense. Trata-se da madeira e seus derivados.
REDUÇÃO EM NÚMEROS
“O resultado negativo foi concentrado no setor madeireiro catarinense, cujas vendas para os EUA despencaram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões no primeiro semestre”, afirma Gilberto Seleme, o industrial que atua no setor madeireiro em Caçador e que preside a Fiesc. É a entidade que compila os dados apresentando esse reflexo na economia catarinese.
Gilberto Seleme preside a Fiesc e monitora as exportações do setor madeireiro porque é empresário dos setores de madeira, couro, construção civil e do agronegócio em Caçador
METADE EM TONELADAS
Na análise do economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, embora os produtos que sofreram uma tarifa adicional de 50% em meados de 2025 tenham começado a ensaiar uma recuperação após o encerramento da taxa em março de 2026, o cenário continua crítico para os itens enquadrados na Seção 232. “Essa restrição cortou pela metade o volume dos embarques de madeira (de 22 mil para 11,7 mil toneladas) e ainda não apresenta sinais de reação, pressionando a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte catarinense”, explica Bittencourt.
Em relação a desligamentos de trabalhadores no setor madeireiro houve uma estabilização, como se apontasse que aquilo que era possível demitir, já tenha sido feito. Isso, considerando os dados oficiais do CAGED entre agosto de 2025 e maio de 2026.
Com informações da Fiesc

















