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Sua Excelência, Marenco, vence!

AUTORIDADE DE ALTA PATENTE DO NATIVISMO E TAMBÉM DEPUTADO CONQUISTA A SAPECADA DA CANÇÃO NATIVA 2026

Ao iniciar a cantoria da clássica De Volta de Uma Tropeada, Luiz Marenco indaga: “Das Três Bocas ao Itu quantas léguas que terá? Talvez a mesma distância do Itaó a Maçambará…”.

Meio que a responder a indagação atribuída a Leocádio Marques, o tropeiro e domador, Luiz Marenco subiu ao palco acanhado do Calçadão durante a Sapecada da Canção para defender Três Léguas de Solição.

TRIO

A composição veio ao mundo com letra de Sérgio Carvalho Pereira, musicada pela dupla do andar de cima do nativismo Juliano Gomes e Ricardo Comasseto. Aliás, o trio também conquistou os prêmios de melhor melodia e melhor letra. Não é pouca coisa para um festival nativista do nível da Sapecada.

Os fazedores de Três Léguas de Solição com o deputado Marenco fazendo aquilo que ele melhor saber: cantoria de qualidade na interpretação dessas obras de conteúdo sem igual. Durante a premiação na noite do último dia de maio no Calçadão, com a prefeita Carmen, vereadores e o secretário Valdeci Macedo (Fazenda) e ainda o vivente da direita, Carlos Eduardo de Liz (Caco), que atua na retaguarda para ajudar tornar possível a Sapecada da Canção Nativa.

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Público receberá parte de ingresso?

QUEM ADQUIRIU COMBO DE TRÊS SHOWS E APENAS DOIS FORAM APRESENTADOS PODE RECEBER PARTE DO VALOR DE VOLTA?

Efetivamente caberia ao Procon orientar o público a respeito da não prestação de um serviço pago e dar detalhes sobre a forma de eventual ressarcimento. Via de regra, para uma situação do gênero, o consumidor guarda o comprovante de pagamento pelo serviço (ingresso) e solicita administrativamente o reembolso. Diante de eventual negativa, pode judicializar acionando a empresa AME e a Prefeitura.

E…

No caso do poder público, considerando a responsabilidade objetiva, não se discute valor, mas apenas o quantum, visto que podem ser acrescidos danos decorrentes do contrato tácito celebrado entre prestador e consumidor. Uma ação judicial de valor pequeno não faz sentido, mas uma coletiva, com a decisão beneficiando todos que pagaram, seria o caminho. O Procon pode atuar nesse sentido, juntamente com o próprio Ministério Público, caso se visualize que faz sentido a devolução.

SOBRE O CASO*

Em tese, não seria caso de Força Maior e nem Fortuito, a razão que o cantor Alexandre Pires deixou de se apresentar ao público que adquiriu ingresso para isso no parque Conta Dinheiro, sábado, dia 30. É que se a organização tivesse previnido, seria evitável que o cantor não conseguisse pousar no aeroporto de Lages, antecipando o voo (como fizeram as outras atrações da noite) ou pousando em outro aeroporto. Assim, afastar-se-ia a ausência de responsabilidade.

E…

Daí (embora passível de interpretação diferente) o direito do público, em querendo, ter de volta, o valor proporcional do serviço que deixou de ser prestado na noite para qual o contrato tático entre a empresa/prefeitura e o público foi estabelecido. Considerando que se propagou um público de 20.000 pagantes (a empresa AME não divulgará bilheteria), com uma média de ticket de R$ 80,00 se chegaria a R$ 1,6 milhão arrecadado, sendo que mais de meio milhão de reais foi cobrado por um show que não foi entregue.

SHOW FOI FEITO

Alexandre Pires até se apresentou na noite de domingo, de forma gratuita. Mas não foi um show para o público da noite de sábado, que pagou ingresso para o combo de três atrações. O cantor cumpriu sua parte com a organização, entregando o contratado. Mas perante o público, ficou a falha não reparada da madrugada de sábado para domingo, causando frustração de fãs que pagaram, inclusive ingressos que na área denominada On Stage custaram até R$ 1.000,00.

Público precisou se contentar com o DJ Alok que subiu ao palco mais cedo (era estimado que ele fechasse a noite) e a sertaneja Lauana Prado como mostra o registro acima distribuído para a imprensa pela prefeitura.

*Neblina e serração podem ser consideradas força maior, mas apenas se forem absolutamente excepcionais, imprevisíveis e inevitáveis no momento em que ocorreram. Se forem fenômenos esperados da região ou da estação do ano, a jurisprudência costuma considerá-los como risco inerente da atividade.

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Lages: Aprovada ‘lei do puxadinho’

TRATA-SE DE UMA NORMA QUE PERMITE REGULARIZAR IMÓVEIS CONSTRUÍDOS EM DESACORDO COM O PLANO DIRETOR

Um puxadinho* ali, uma laje acolá, um imóvel com menos vagas de garagens ou avançando o recuo frontal. Novas construções e/ou reformas construídas em Lages sem atender o PDDT – Plano Diretor de Desenvolvimento Territorial estavam até agora numa espécie de purgatório documental pela impossibilidade de regularização, de constar na escritura. Para dar legalidade a esses ‘pecadinhos’ cometidos ao se ignorar a norma, o Executivo enviou à Câmara um projeto de lei permitindo regularização.

SIGNIFICADO DISSO

Com a aprovação dessa lei, o proprietário poderá fazer constar na escritura do imóvel a ampliação ou a nova construção sobre o terreno, algo que não poderia ser feito, diante do desatendimento dos padrões exigidos pelo Plano Diretor. Nada será automático. O interessado precisa apresentar projeto arquitetônico, projeto de atendimento de afluentes (fossa) onde não há rede da Semasa, documentação do proprietário e do imóvel, além do recolhimento de taxas.

E…

A partir disso, a área afim da municipalidade apreciará o pedido de regularização sendo que, estando de acordo, haverá um atestado nesse sentido para o trâmite final que é a escritura contendo os detalhes da edificação. A legislação aprovada é clara também sobre quais imóveis construídos em desconformidade podem e quais não podem ser regularizados.

ASSIM

Aqueles construídos em faixas de dominío de rodovia federal ou ferrovia, também aqueles situados em APP ou áreas de risco, ainda os edificados em vias e/ou áreas públicas do município. Enfim, aqueles que por alguma pendência jurídica ou administrativa não possam ser ocupados, não haverá possibilidade da regularização.

Quem construiu em desacordo com o Plano Diretor de Lages tem conhecimento disso a partir da tentativa de regularização do imóvel. A lei abre essa possibilidade, embora não seja uma norma autorizativa de maneira indiscriminada.

EM TEMPO Lei do Puxadinho referido no título do post não se trata de algo pejorativo, mas da utilização de um termo popular para referenciar a norma que é bastante positiva. A questão de puxadinho se constitui aquela ampliação de edificação feita sem se atender às normas.

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Fake News a Colombo em livro

DESEMBARGADORA CITA O FAKE NEWS CONTRA O EX-GOVERNADOR EM LIVRO SOBRE NOTÍCIAS FALSAS EM CAMPANHA

“A desinformação, comumente chamada de fake news, é fenômeno antigo que com o advento e a popularização da internet ganhou notoriedade e projeção mundial, especialmente desde as eleições presidenciais estadunidenses de 2016. No âmbito eleitoral brasileiro foi observada uma enxurrada de notícias falsas nas eleições de 2018, o que fez com que a Justiça Eleitoral voltasse suas atenções para a prevenção e o combate à sua disseminação. Diante disso, esta pesquisa investiga a interferência que a desinformação pode causar no pleito eleitoral e quais as respostas que podem ser adotadas”.

O texto acima integra a apresentação inicial do livro Desinformação e Democracia – Um panorama jurídico eleitoral. A obra da desembargadora paranaense Luiza Portella esmiuça a prática intensificada na última década sobre notícias falsas a respeito do processo eleitoral.

Há um trecho do livro que a desembargadora detalha a fake news que tirou a eleição de Raimundo Colombo ao Senado na eleição de 2018. A obra de Portella apresenta as fotos daqueles que gravaram depoimentos no vídeo de menos de 2 minutos responsável por causar o estrago na campanha. Depois, houve até laudo técnico apontando que nunca houve obra para beneficiar a propriedade também pertecente a Colombo. Mas já era tarde, a eleição estava perdida.

OITO ANOS DEPOIS…

Raimundo Colombo tem feito palestra denominada O Trabalho que Construiu o Futuro. Fez isso na noite da sexta-feira, 29, na Associação dos Aposentados de Lages. Em determinado momento da fala, emotivo, falou sobre a injustiça cometida contra si, tendo sido alvo, até agora, da maior de todas as fake news numa eleição em Santa Catarina, com repercussão direta numa disputa eleitoral.

As inverdades constante em um vídeo de menos de 2 minutos foram suficientes para Colombo, que liderava a disputa de uma das vagas ao Senado, perdesse a eleição imediatamente à saída do cargo de governador de SC.

QUER LER O LIVRO?

O Acervo Digital da UFPR disponibiliza a obra sem custos. Basta clicar aqui. O caso da fake news contra Colombo está a partir da página 75. Mas a forma como o livro foi elaborado, merece a leitura desde o princípio!

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Comércio lidera empregos em Lages

SETOR GEROU 187 VAGAS A MAIS QUE AS DEMISSÕES NO MÊS DE ABRIL PELOS DADOS OFICIAIS DIVULGADOS

Até o sétimo dia de cada mês as empresas informam ao CAGED o movimento de contratações e demissões, considerando assinaturas e baixas nas Carteiras de Trabalho. São esses dados oficiais que abastecem o sistema de informações permitindo uma leitura da economia a partir da geração de empregos. Os dados de abril foram apresentados na primeira semana de maio e divulgados neste último dia útil do mês, 29 de maio. Os números em relação a Lages evidenciam fechamentod e vagas no agronegócio e oferta maior no comércio.

OS DADOS DE ABRIL

O quarto mês do ano, inclusive pela contratação de colaboradores para novos empreendimentos como o Viza Atacadista, deu ao setor do comércio a liderança na geração de empregos. Foram 187 vagas criadas a mais que as demissões ocorridas nos 30 dias de abril. A indústria aparece na sequência com 58 vagas geradas a mais que os desligamentos. A construção civil com 13 vagas e o setor de serviços com 34 fecham a lista daqueles com dados positivos. O único setor que fechou abril demitindo mais que contratando foi o agronegócios: 76 vagas fechadas no mês de abril.

QUADRIMESTRE DE LAGES

Considerando o somatório de janeiro a abril, o mercado de trabalho de Lages vai bem, obrigado. Há um quantitativo robusto de vagas geradas a mais que as demissões, conforme os dados oficiais do CAGED:

Janeiro: + 551 vagas

Fevereiro: + 242 vagas

Março: + 329 vagas

Abril: + 216 vagas

Considerando os 5 setores da economia lageana, inclusive o de serviços que inclui a área de tecnologia e inovação (no registro acima a empresa NDD Tech para ilustrar a informação), a cidade gerou no primeiro quadrimestre de 2026 um total de 1.338 vagas de trabalho a mais que as demissões.

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Serra Corvo Branco em concreto

OBRA ESTÁ ENCRAVANDO CONCRETO NA DESCIDA DA SERRA QUE LIGA URUBICI A GRÃO-PARÁ

Remete a 10 de março do ano passado a interdição do tráfego na Serra do Corvo Branco para as obras de pavimentação, contenções e melhorias. Vamos para quase 15 meses do trecho da SC-370 nessa condição (de fechamento e obras), mas a demora está valendo a pena. O trecho de 5km no lado de Urubici da rodovia já está asfaltado e a parte mais complexa se refere à pavimentação em concreto na descida em direção a Grão-Pará.

O corte em rocha recebeu contenções e o pavimento em concreto, reforçando a condição de segurança na passagem pelo local…

O mesmo tipo de pavimento (em concreto) também está sendo cravado no declive da Serra do Corvo Branco, no caminho entre os municípios de Urubici e Grão-Pará. Além do concreto em si que faz reforço robusto na pista de rolamento, ferragens reforçam a sustentação das faixas de trânsito. Há ainda trabalho de contenção nas encostas para prevenir eventuais quedas de barreiras.

O asfalto já chegou naqueles 5km que eram de chão batido até chegar ao corte de rocha a partir de Urubici…

Mesmo sem a travessia, a descida liberada (ainda) pela Serra do Corvo Branco, o passeio a partir de Urubici, inclusive com boas opções gastronômicas e de hospedagem é absolutamente recomentável

HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO

A pavimentação do trecho restante da SC-370, incluindo a Serra do Corvo Branco, faz parte do programa Estrada Boa, do Governo do Estado de Santa Catarina, com investimento total estimado em R$ 60 milhões. A obra atende a uma demanda histórica das comunidades de Urubici, Grão-Pará e de toda a região, aguardada há mais de 50 anos.

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