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Uma espiada além da paróquia

CONVERSA DE TRUMP E LULA GERA OTIMISMO DA FIESC PARA REVISÃO DE TARIFAS. ISSO INTERESSA À SERRA CATARINENSE

Nem bem os presidentes Lula e Trump viraram as costas na Malásia, a assessoria da Fiesc disparou conteúdo sobre a visão do presidente da entidade, o industrial Gilberto Seleme, em relação a prosa dos dois líderes. “É uma evolução e mostra disposição efetiva dos dois países para a negociação sobre as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros”. É o que aponta o teor da manifestação da Fiesc.

REFLEXOS TAMBÉM NA SERRA

Difícil pensar no passado que a economia de regiões como a Serra Catarinense sentiria reflexos de uma ‘indisposição’ envolvendo o mercado entre Brasil e EUA. Mas a redução no volume de exportação de madeira (e seus derivados) ao mercado americano, repercute até na hora da venda lá no reflorestamento, assim como na empregabilidade, considerando que 287 lageanos perderam o emprego em agosto, somente na indústria da madeira (os dados de setembro saem nesta semana).

Aguarda-se ainda para esta semana algum desdobramento prático na agenda econômica em relação às tarifas (redução de percentuais), depois desse aperto de mão entre os dois presidentes.

SIGNIFICADO PERSISTINDO OS PERCENTUAIS

Estudo da Fiesc considerando o cenário de queda de 30% das exportações para os EUA no período de 1 a 2 anos – mostra um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB de Santa Catarina. Entre os reflexos, estariam a perda de cerca de 20 mil empregos e de R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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