DADOS DE SETEMBRO SÃO ALENTADORES DIANTE DA REALIDADE DE DEMISSÕES EM DECORRÊNCIA DO TARIFAÇO
Não são números para sair soltando foguetes, mas é uma realidade, pelo menos positiva, diante daquilo que vinha se registrando nos últimos meses. O quadrimestre entre maio e agosto apresentou uma sequência de dados negativos em relação à empregabilidade na maior cidade da Serra Catarinense. Para se ter ideia, no somatório dos quatro meses, foram fechadas 844 vagas, naquela matemática que considera somente CTPS assinadas e resulta do cálculo entre admissões e demissões nos diversos setores da economia.
EFEITO TARIFAÇO
Embora julho tenha sido o mês do maior número de desligamentos de trabalhadores com carteiras assinadas (foram 402 demissões a mais que as contratações), agosto apresentou o reflexo de demissões na indústria madeireira (287 vagas fechadas). Porém, o desemprego no mês seguinte não apenas desacelerou, como invertou a curva de demissões. O mês de setembro fechou positivo com 32 vagas geradas a mais que as demissões nos mesmos 30 dias.
DADOS SETORIZADOS
A própria indústria fechou positivo, com 22 vagas geradas a mais que as demissões. O comércio respondeu com mais 50 empregos gerados em setembro. O setor de serviços não fechou no vermelho, gerando mais 5 vagas e o que ‘vermelhou’ nos índices foi a construção civil com 41 empregos fechados e o agronegócio com 4 vagas a menos.
Dados sobre a empregabilidade são oficiais (CAGED) e os números divulgados no fechamento do mês de outubro se referem a setembro com Lages apresentando uma reação à tendência de fechamento de vagas nos diversos setores da economia, algo que se constatou entre maio e agosto de 2025.



