GOVERNADOR EXTERIORIZA QUE NÃO TEM MAIS VOLTA NA CHAPA AO SENADO QUE ESTARÁ COM ELE NA COLIGAÇÃO
Na agenda administrativa em Mondaí, no Oeste, o governador Jorginho Mello (PL) atendeu a imprensa e, sem meias palavras clareou o cenário com vistas ao projeto de reeleição. Sobre o vice, Adriano Silva (Joinville), o governador o conceituou como o prefeito que tem 80% de aprovação em um eleitorado de 450.000 votantes. “Queremos fazer com que fiquem conosco o PP, MDB, União Brasil que estão no governo”. Jorginho foi bem claro sobre a razão dessas siglas seguirem com ele. “Então é bem melhor continuar que fazer qualquer aventura para trocar a tropa”.
SOBRE O SENADO
Palavras do governador Jorginho: “Tem a Caroline de Toni, o Carlos Bolsonaro e também o senador Esperidião Amin que também quer. É tudo composição, mas nós vamos estar com a Caroline e com o Carlos”.
Numa das agendas do Oeste, durante inauguração da SC-160, lá estava o governador com os emedebistas Nadal e Cobalchini, o petista Fabiano da Luz (presidente do PT/SC) e o deputado Altair Silva do progressistas. Todos juntos e misturados!
SENADO: SAI DÃO E SEGUE CACÁ
As palavras do governador Jorginho deixam claro (e se acredita que é definitivo) que a coligação terá chapa pura do PL ao Senado. Setores da imprensa já estão tratando o senador do PP como ‘Ex-peridião’ numa referência ao fato de ele ser até então, e agora não mais, um dos nomes para a chapa ao Senado com Jorginho. Assim, sai de cena nesse contexto da coligação o Dão (apelido de Amin) e Jorginho passa a trabalhar com os pratas do PL, a dupla Cacá: Caroline e Carlos.
É uma senhora dupla ao Senado, visto que agrada Jair Bolsonaro por causa do filho Carlos como um dos candidatos e também Michelle Bolsonaro que sempre acenou apoio à Carol de Toni. Se Amin quiser se manter na chapa, poderia optar por ser suplente de um dos dois nomes da direita à Câmara Alta.
Enquanto isso, com a imagem de arquivo acima como ilustração, reportamos à presença de Amin nas redes. Ele reafirmou a condição de pré-candidato à reeleição ao Senado. Essa hipótese interessa à oposição que tem Décio Lima para despejar os votos. Se saírem três candidatos pela direita (Carlos, Carol e Amin), há hipótese – e isso é leitura de cenário – de um despejamento de votos da esquerda em Décio Lima e o petista lograr êxito conquistando uma das vagas.
Até porque o PT tem um espólio de mais de 1 milhão de votos em Santa Catarina (Lula somou 1.351.918 votos em 2022), há uma estratégia de tentar emplacar uma das vagas ao Senado. E se a direita sair dividida com três candidatos potenciais (Amin, Carlos e Carol), há essa hipótese.






