ENTIDADE APONTA PERDA DE 41.000 VAGAS DE EMPREGO NO TERRITÓRIO CATARINENSE EM SE IMPLEMENTANDO A REDUÇÃO DE JORNADA
“Vai quebrar esse País. Tenho conversado com a indústria, o comércio e terceiro setor. É impossível a implementação e neste momento é uma proposta eleitoreira”, afirma o deputado Ismael dos Santos (PSD), sobre a mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6/1.
NÚMEROS DA FIESC
A fala acima foi durante encontro de dirigentes da Fiesc com integrantes da bancada federal catarinense no DF. A entidade exteriorizou a preocupação com a mudança, reduzindo a carga de trabalho semanal:
“A Fiesc estima que 41,4 mil vagas de trabalho seriam perdidas nos próximos 2 anos com a redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais sem redução salarial no estado”.
E…
Praticamente a metade desse quantitativo (19.100 postos de trabalho) seriam extintos somente na indústria. “Reflexo de um incremento de 9,7% nos custos do trabalho”. O estudo foi entregue pela Fiesc à bancada catarinense na noite desta terça-feira (24).
GILBERTO SELEME,
PRESIDENTE DA FIESC, APONTA
“A perda de competitividade da indústria de SC nos mercados internacionais e a redução no nível de atividade econômica vão impactar especialmente os setores intensivos em mão de obra e que são mais sensíveis a preços tanto no exterior como no Brasil (…). Por isso, esse encontro do setor produtivo com os parlamentares é tão importante. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ser feita de maneira apressada, pois as consequências são de grande relevância”.
SETOR MADEIREIRO IMPACTADO
Os setores de alimentos e madeira são exemplos de indústrias que seriam fortemente impactadas. “São grandes empregadoras e exportam boa parte de sua produção, enfrentando concorrência pesada no exterior. Por isso, são sensíveis a preços e contam com pouco espaço para absorver aumentos de custos como os que seriam provocados pela redução da jornada sem redução de salários”, diz Seleme.
Os três senadores (Amin, Ivete e Seif) e 10 dos deputados federais no encontro com o presidente da Fiesc (Seleme com a carta azul na mão) durante a apresentação de dados do impacto do fim da jornada 6/1


