PREFEITO DE CHAPECÓ ENSAIOU CANDIDATURA, MAS NUNCA CONSEGUIU MUSCULATURA PARA DISPUTAR O GOVERNO
Desde a troca de mensagens no grupo de whats do PSD até o sepultamento do projeto de João Rodrigues de disputar a eleição ao governo pela sigla, sucederam-se interpretações, frases e análises. Uma delas aponta ‘surpresa zero’ para o esperneio do prefeito de Chapecó para provocar a ruptura e se recolher da disputa. Ele visualizada o PSD muito mais jorgista que aderista ao seu projeto. Restava-lhe alternativa no começo de uma vaga ao Senado e até a vice, na coligação com o atual governador, mas João insistiu no projeto, fecharam-se as vagas e agora resta o melindroso caminho do recolhimento.
RECOLHIMENTO EM DEFINITIVO?
Lá pela metade da manhã da sexta-feira, 13, João Rodrigues deve anunciar seu rumo. Tem várias alternativas, mas nenhuma com a fortidão que achava que tinha. Uma delas é se recolher de qualquer disputa e tocar o mandato em Chapecó, onde foi eleito com mais de 80% dos votos. A outra é ficar no PSD, renunciar e disputar uma vaga à Câmara Federal. Ronda-lhe ainda a hipótese de deixar o PSD e se abrigar em outra sigla para mirar alguma disputa. De qualquer forma, como um cavalo manco nas carreiras do Rincão da Raia, João Rodrigues está fora do páreo.
A MÃO QUE AFAGA TAMBÉM APAGA
Jorge Bornhausen, o líder de honra desde o PFL até o PSD esteve com João Rodrigues na caminhada de buscar o governo. Mas diante dos esperneios rodriguistas de esbravejar que só concorreria se Topázio Neto, o total flex prefeito de Floripa, deixasse o PSD (por causa do alinhamento com Jorginho), o próprio Kaiser decretou: João está fora da disputa, não é mais o candidato do PSD. É como se no retrato abaixo, Bornhausen aconselhasse…
– Tenha cautela, João! Você é muito explosivo. Não tome decisões sobre as quais você não pode voltar atrás!


