REGIÃO DOS LAGOS TEM MUNICÍPIOS EM ESTADO DE EMERGÊNCIA E RIOS COMO O PELOTAS CONFIRMAM A FALTA DE CHUVA
Dando um pulo no território gaúcho foi possível conferir in loco a situação do Rio das Antas onde a água como desapareceu, permanecendo um fio seguindo o leito, onde antes havia água em abundância. Na divisa dos dois Estados não é diferente. O Rio Pelotas de manancial inigualável, gerando energia e seu leito transbordando água, está irreconhecível. O próprio jornalista Pablo Gomes, ao fazer o trajeto entre Lages e Porto Alegre se surpreendeu e fez os registros abaixo:
Ainda tempos água no Pelotão, mas é um cenário bem diferente da realidade em tempos de normalidade no rio que gera energia em usinas como Barra Grande entre Pinhal da Serra (RS) e Anita Garibaldi (SC)
As carcaças da antiga ponte derrubada no passado por uma enchente, começam a aparecer, devido a redução no volume de água
EMERGÊNCIA NA REGIÃO DOS LAGOS
O primeiro município a decretar emergência devido à estiagem foi Celso Ramos. Depois Cerro Negro, Anita Garibaldi, Capão Alto, Campo Belo do Sul e Vargem seguiram o mesmo caminho. A razão decorre da falta de chuva regular desde dezembro. “Estamos desde o começo de janeiro sem chuva que acumule”, confirmou o prefeito Célio Pereira (Campo Belo do Sul). Dados do começo de março apontam 37% de perda nas lavouras de milho e 40% de redução no feijão. E metade da soja plantada em Campo Belo do Sul foi perdida devido à falta de chuva. Isso somado rompe os R$ 45 milhões de prejuízos.
Cerro Negro tem perdas contabilizadas que superam os R$ 30 milhões. Significa que o prejuízo na área rural é maior que o orçamento anual do município.
Fotos: Pablo Gomes (Rio Pelotas) e MSM Imagens Aéreas (Cerro Negro)




