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Rumos do PSD e Colombo em SC

ESBARRANDO EM UM DESARRANJO DE ARTICULAÇÃO O PARTIDO TENTARÁ MOSTRAR FORTIDÃO EM SC. TENTARÁ?

Ex-governador Colombo chamou a imprensa lageana para iniciar uma estratégia que ele sempre repete em suas incursões eleitorais: a realização de palestra. Fez isso quando se candidatou a prefeito de Lages, depois ao Senado e também ao governo, obtendo êxito em todas essas empreitadas. Entretanto, o contexto atual é diferente de tudo já posto, inclusive das duas eleições recentes que disputou e perdeu na busca de vaga ao Senado. É que o PSD, embora seja uma sigla de musculatura invejável em âmbito nacional, padece de maior fortidão no Estado. Contextos apontam tal realidade.

QUESTÃO DE CANDIDATO AO GOVERNO

Embora tenha renunciado ao cargo de prefeito de Chapecó, sinalizando que é às veras o projeto ao governo, João Rodrigues sofre com a fragilidade dos parceiros. O PP tem apenas Amin e Altair Silva o apoiando. Os demais progressistas, inclusive nomes fiéis a Amin, como Aldo Rosa, não querem estar com João Rodrigues. Se o PP for para uma convenção, periga a maioria decidir por distância do PSD na majoritária, com Amin concorrendo a vulso ao Senado e João ficar sem esse importante apoio.

E MAIS

Com o MDB não é diferente. Talvez o candidato do PSD consiga o CNPJ do MDB (o tempo no horário eleitoral), mas boa parte dos emedebistas está com o coração batendo por Jorginho. Assim, João Rodrigues precisaria passar dos 20% nas pesquisas até 5 de agosto (prazo das homologações) ou pode até não ir ao governo (talvez Senado, talvez Federal) com a esposa dele, Fabiana Matte, concorrendo a uma vaga à Alesc. Ou seja, João é pré-candidato a governador até não ser!

Pré-candidato do PSD aposta no alinhamento com o PP de Amin e a cumplicidade no projeto do MDB. Mas há lideranças de ambas as siglas afinadas com Jorginho, o que gera certa instabilidade no projeto majoritário do PSD

COLOMBO E A QUESTÃO FEDERAL

Voltando a prosa de Colombo com a imprensa na sexta-feira, 10, durante o palestramento o ex-governador ainda manteve suspense sobre concorrer ou não a Federal. E isso faz sentido dentro da realidade posta da dificuldade do PSD em formar um time forte para disputar a Câmara. Confira o que aconteceu com o time de 2022:

O mais votado a Federal, Ismael dos Santos que somou 110.531 votos, agora está no PL. Mesmo destino do outro eleito do PSD a Federal, Ricardo Guidi, que somou 74.066 votos. Já os suplentes Darci de Matos que obteve 57.565 votos, migrou para o Republicanos e Marlene Fengler não acena concorrer a nada, enquanto Paulinho Bornhausen deitou o cabelo do PSD.

OU SEJA

Aquele time dos Federais não está mais em campo pelo PSD e a nominata para concorrer nesta eleição tem Júlio Garcia e Colombo com potencial de 100 mil votos cada, mas precisaria somar mais de 300 mil votos para emplacar dois. É fazendo essas contas que o ex-governador balança entre concorrer ou correr para evitar uma eventual terceira derrota seguida nas urnas depois que deixou o cargo para o qual foi eleito e reeleito com impressionante desempenho ao ponto de vencer ambas as eleições em primeiro turno.

Esse registro do banco de imagens é de Colombo quando atuando no Senado lá nos idos de 2007 e 2008, cujo mandato ele conquistou na parceria com o saudoso LHS no pleito de 2006. O ex-governador tentou duas vezes retornar à Câmara Alta, sem êxito. Agora pode concorrer a Deputado Federal, mas o cenário do PSD não sinaliza nada muito promissor. Por enquanto!

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