FIM DA ESCALA 6/1 EM DOZE MESES DEIXA FIESC APREENSIVA COM REFLEXOS PARA AS EMPRESAS EM SC
Não se esperaria um posicionamento diferente da principal entidade empresarial de Santa Catarina. A Fiesc exteriorizou a preocupação com o fim da escala 6/1 que obteve encaminhamento favorável na Câmara Federal. O presidente da Fiesc, o industrial Gilberto Seleme, foi enfático:
“As empresas têm seu planejamento estratégico, e não estão preparadas para uma mudança dessa proporção em apenas 60 dias. É inadequado fazer isso de forma impositiva, por lei, para todos os setores da economia”.
Seleme (direita) no papel que lhe cabe que é defender o setor produtivo atacando as mudanças previstas com o fim da escala 6/1. O industrial aponta que as empresas não estariam preparadas para esse redução da força de trabalho.
NÚMEROS DA FIESC
A entidade considera que a proposta impõe aumento expressivo de custos às empresas, compromete a produtividade e reduz a competitividade, especialmente em segmentos intensivos em mão de obra e mais expostos à concorrência nacional e internacional. A Federação estima que a medida poderá resultar na perda de 41,4 mil vagas de trabalho em Santa Catarina nos próximos dois anos, sendo 19,1 mil apenas na indústria, além de elevar em 11,4% os custos do trabalho no setor industrial catarinense.
Câmara dos deputados aprova redução da jornada de trabalho de 44h para 40h em sessão nesta quarta (27). (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)


