CONCESSÕES DE RODOVIAS FEDERAIS PREVÊ UM CORREDOR DESDE CHAPECÓ ATÉ ITAJAÍ PELA BR-282 E BR-470
Enquanto a Acil, a maior entidade empresarial da Serra Catarinense, investe suas energias para ajudar a fazer uma Festa (não que isso seja negativo), há um encaminhamento em andamento que vai isolar a região em relação à mobilidade rodoviária. Trata-se das concessões de rodovias federais que irão criar um corredor de escoamento desde Chapecó até a BR-101. Seria oportuno que as forças vivas de Lages lançassem os olhos sobre o que está sendo costurado para concluir com um: E nós da Serra? Ou então, avaliando impacto (de cobrança de pedágio, por exemplo) concluir por um: É melhor estarmos fora, fiquem tranquilos!
ENTENDA O CONTEXTO
A concessão da BR-282 desde Chapecó, quando chega no trevo de Vargem passa para a BR-470. Significa que a implementação de pedágios (e melhorias na rodovia) não contempla o trecho de 325 km a partir de Vargem passando pelo Cerrito, Lages, Bocaina, Bom Retiro, Alfredo Wagner, Rancho Queimado e a a região da Grande Florianópolis. Tal trecho, inclusive, tem em andamento a elaboração do projeto de duplicação, mas difere da concessão que entrega um padrão diferenciando de rodovia.
ISSO É BOM OU É RUIM?
Leigamente não dá para responder essa indagação. Seria necessária uma análise mais técnica, lembrando que quando os 70 km (Cerrito a Vargem) eram de chão batido, o movimento econômico trafegava pela BR-470, sem passar por Lages. Concessionado o corredor, também não passando por Lages, isola a cidade? Ou é melhor assim, visto que não haverá pedágio para pagar? As lideranças de Lages, a partir de cenários e prospecções econômicas poderiam analisar, posicionar-se e, de repente articular alguma adequação e/ou inclusão no contexto das concessões.
ENQUANTO ISSO…
Os passos para a concessão do corredor Chapecó à BR-101 se intensificam. A ANTT, que é a Agência reguladora que cuida dessa fase e da fiscalização pós-concessão, realizou nesta semana audiências públicas em Joaçaba e Concórdia. Cumpre-se a exigência legal de, antes de implementar a concessão, ouvir a sociedade. Inclusive o deputado Neodi Saretta (PT) ao falar em uma das audiências, bateu na mesa:
“Independente de como seja o processo, queremos que as obras que estão sendo reivindicadas sejam feitas, como a duplicação da BR 282, as vias laterais, os acessos, as novas pontes, as terceiras faixas aonde não houver duplicação, e no cruzamento da BR 282 com 153, o Trevão do Irani precisa de um elevado.”
Saretta durante a audiência pública em Concórdia (porque a concessão envolve também a BR-153) alertou para a sociedade apresentar demandas (e exigências) agora porque depois de assinado o contrato, não haverá como incluir obras.




