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PP: Decisão de Lages causa reação

ANÚNCIO DE APOIO DA EXECUTIVA MUNICIPAL A JORGINHO MELLO CHATEIA PARCEIROS DE AMIN NA COLIGAÇÃO ONDE ELE ESTÁ

Não se trata de uma decisão que decidirá a eleição deste ano em Santa Catarina. Porém, o gesto é interpretado como um ‘abrir de porteira’ para que em outros municípios se siga o mesmo caminho. É que uma coisa é prefeito do PP, do PSD e do MDB anunciar apoio a Jorginho, mesmo com as siglas estando na oposição ao projeto de reeleição do governador. O apoio recebido pelos municípios torna a postura dos gestores municipais compreensível. Entretanto, quando os próprios comandos partidários decidem ‘pular a cerca’ na adesão ao outro lado, esse fio desencabado causa ruídos, mesmo vindo de uma cidade onde o partido não tem tanta expressividade, como é o caso do PP de Lages.

‘LOUCOS DE LAGES’

O senador Amin tem um tripé de sustentação em seu projeto de reeleição. Primeiramente o próprio espólio eleitoral construído a partir do trabalho e do que ele representa na política de Santa Catarina. Depois aparece, para formar o tripé, o apoio da coligação onde ele está, especialmente vindo da militância e lideranças do PSD e MDB. Ocorre que partiu dessas lideranças o espanto com a decisão do PP lageano. “Os loucos de Lages ainda vão colocar em risco a reeleição de Amin que está muito bem encaminhada”. Foi a frase que ouvimos de um emedebista, interpretando a postura da Executiva Progressista Lageana. “Eles querem, de toda forma, ingressar no governo da prefeita da cidade e praticam esse gesto sem interpretar que podem estar prejudicando a maior liderança deles no Estado”.

Os progressistas que tinham apenas Amin para votar ao Senado, com adesão ao projeto de Jorginho poderão escolher entre Carol de Toni e Carlos Bolsonaro para entregar o segundo voto. Mas o anúncio de abandonar João Rodrigues e aderir ao projeto de reeleição de Jorginho causa ruído especialmente dentro do MDB.

RUÍDOS TAMBÉM NA PARÓQUIA

Da mesma forma, em âmbito local também a decisão do PP causou chateação no único vereador eleito pela sigla em 2024. Álvaro Joinha declarou que recebeu o comunicado da reunião por mensagem no aparelho celular e que, um a decisão tão importante, precisaria ter sido pensada também por ele que detém mandato. O vereador do PP se sentiu o marido traído do contexto, sendo o último (que poderia opinar a respeito) a saber da decisão tomada. É um esperneio compreensível de Joinha, mas que não alteraria a decisão do PP, visto que a Executiva não dá bola para o vereador e isso já faz muito tempo e ele sabe disso.

Joinha, o vereador que se sentiu escanteado na decisão do PP sobre não apoiar a candidatura ao governo da coligação onde está o senador Amin na busca da reeleição

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