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São Joaquim terá ‘xô granizo’

TECNOLOGIA VAI COBRIR O TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO COM SISTEMA PARA EVITAR GRANDES TEMPESTADES DE GRANIZO

Esse cercadinho pequeno se constitui a arma que São Joaquim está implementando para combater um dos maiores problemas na produção de maçã. Trata-se de um sistema antigranizo que já tem 23 unidades dessas implantadas e ao todo são mais de 40 que irão cobrir o território do município.

SISTEMA ATENDERÁ PRÓXIMA SAFRA

Segundo o secretário de Planejamento, Rafael Vieira Grilo, o sistema ainda não está em funcionamento. A previsão é de que a operação seja iniciada assim que todos os equipamentos previstos estiverem instalados e a estrutura estiver concluída. A iniciativa ganha importância diante da forte dependência econômica de São Joaquim em relação à agricultura, especialmente à produção de maçãs. Os equipamentos foram viabilizados a partir de uma parceria entre a gestão do prefeito Dorinho e o Governo de Santa Catarina. O sistema poderá atender a próxima safra de maçã que começa a ser preparada.

Uma tempestade de granizo pode causar, em poucos minutos, prejuízos significativos aos pomares, como se verificou recentemente em pomares do município que mais produz maçã no Brasil

ENTENDAMOS QUE…

Aa proposta não é eliminar as tempestades, mas utilizar a tecnologia como uma ferramenta para tentar reduzir os impactos. “Não significa que vamos acabar com as tempestades, porque isso não existe. O objetivo é atuar sobre o processo de formação do granizo para tentar reduzir o tamanho e a intensidade das pedras e, consequentemente, diminuir os danos à agricultura”, explica Grilo. O sistema que está sendo implantado utiliza geradores instalados em solo, que trabalham com a liberação de partículas de iodeto de prata na atmosfera.

O IODETO DE PRATA

De acordo com Rafael Grilo, essas partículas funcionam como núcleos artificiais que podem participar do processo de formação dos cristais de gelo quando encontram condições adequadas dentro das nuvens. A proposta é interferir nesse processo, aumentando a quantidade de núcleos de congelamento e buscando modificar a distribuição da água super-resfriada dentro da nuvem. “O sistema de iodeto de prata não tenta ‘quebrar’ a nuvem com uma onda sonora. Ele trabalha com a própria física de formação do gelo dentro da nuvem, introduzindo núcleos artificiais de congelamento”.

Não ficará nenhuma região do mapa joaquinense sem a tecnologia para reduzir riscos de perdas em decorrência do granizo

Conteúdo: Wagner Urbano – São Joaquim

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