ISSO EM RELAÇÃO À GERAÇÃO DE EMPREGOS A PARTIR DE DADOS OFICIAIS. FORAM 158 VAGAS FECHADAS EM JULHO E AGOSTO.
É importante olhar pelo prisma positivo e somar dados em um contexto desde janeiro até agosto, a partir das informações oficiais sobre CTPS (carteiras de trabalho) assinadas ou aquelas que foram baixadas. E nesse sentido o somatório é bastante positivo. Há 1.268 pessoas trabalhando em Lages, nos diversos setores da economia, que iniciaram o ano sem emprego. A informação que não é tão boa se refere aos dois últimos meses do levantamento. Em julho foram 116 vagas fechadas a mais que as contratações e, e agosto, esse número foi de 42 vagas fechadas.
Lages segue a tendência nacional de boa oferta de vagas de trabalho com carteiras assinadas sendo que o somatório deste ano ultrapassa as 1.200 vagas geradas a mais que as demissões.
A EMPREGABILIDADE EM SC
A Fiesc compartilhou a interpretação sobre os dados da geração de empregos, citando que “no acumulado de janeiro a agosto de 2026, o estado registrou saldo positivo de 66.906 novos postos formais de trabalho”. Isso representou alta de 2,6% na comparação com os oito primeiros meses de 2025. “Deste total, a indústria acumula 37.827 empregos criados no ano, um aumento de 4,06% em relação ao mesmo período do ano anterior”. Significa que, apesar de ter sido pintado um cenário de crise, a geração de empregos como termômetro evidencia que a situação está melhor que em 2025. O presidente da Fiesc, o industrial Gilberto Seleme pontua que:
“A reação observada em agosto reflete movimentos pontuais e estratégias específicas de determinados segmentos. Assim, ainda não é suficiente para afastar o cenário geral de desaceleração do mercado de trabalho no Estado”.
O presidente da principal entidade empresarial catarinense, Gilberto Seleme, vê com cautela os números positivos, por entender que se trata de situação pontual, ou seja, que mudará de um mês para outro.


