O CANDIDATO A GOVERNADOR CATARINENSE É APONTADO COMO NOME POTENCIAL PARA A EQUIPE DE LULA
Remete a meados de janeiro deste ano os bastidores das amarrações da campanha onde uma liderança lageana foi convidada a concorrer ao governo e, caso não obtivesse êxito (a ideia não era vencer a eleição), herdaria um ministério na hipótese de um quarto governo Lula. Houve recusa e coube a Gelson Merísio o desafio de ‘ir para o sacrifício’ em uma disputa que procurou dar palanque a Lula no Estado. Merísio ficou em segundo lugar, ultrapassando João Rodrigues, contribuindo para o projeto de reeleição do petista.
DESDOBRAMENTO SEQUENCIAL
Informação no pós-primeiro turno é de que, numa hipótese de vitória de Lula, Merísio poderia ser ‘aproveitado’ na futura equipe do quarto governo. Décio Lima seguirá no Sebrae Nacional e o candidato a governador pelo PSB poderia – ou poderá – ocupar um ministério. Precisa ser avaliado apenas por Merísio se ele tem interesse ou não no desafio, considerando a atuação na iniciativa privada que ele tem priorizado desde que disputara a eleição de 2018.
Merísio pode atuar ainda para construir ‘uma ponte política’ entre Santa Catarina e o Governo Federal, considerando que o isolamento optado pelo governador Jorginho que evitou dialogar com Lula, pode deixar o Estado sem acesso a determinadas ações que os catarinenses precisam, especialmente na infraestrutura.
Na campanha do primeiro turno em SC, Lula se referiu a Merísio como o seu Friedrich Engels, numa referência ao filósofo e teórico político alemão que ajudou a construir a concepção do marxismo




