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Desmorona a Operação Coliseu

ALVOS DA OPERAÇÃO NA FUNDAÇÃO CULTURAL RECEBERAM DOCUMENTO SOBRE ARQUIVAMENTO DA INVESTIGAÇÃO

Era meados da segunda quinzena de outubro do ano passado quando, a partir da denúncia de uma pessoa, cujo teor integrou o Inquérito Civil aberto pelo Ministério Público, foi desencadeada a Operação Coliseu. O alvo incluía agente público e pessoas do ‘meio artístico’ lageano. Eram acusados de boicote a alguns artistas e privilégio a outros. O nome do denunciante nunca foi exteriorizado na investigação, mas o alvo do mesmo era, principalmente Gilberto Ronconi, então superintendente da Fundação Cultural.

DESDOBRAMENTO DA OPERAÇÃO

Nos bastidores consta que Gilberto Ronconi teria sido chamado na prefeitura e orientado a pedir exoneração. Do contrário, seria exonerado da função. E embora soubesse que não havia praticado atos que dessem causa à operação e entendesse que o pedido de exoneração soaria como um gesto estranho, pela pressão, Giba acabou pedindo para sair. Deixou a gestão 2 meses antes do fim. E além da dor de cabeça, a exposição do nome e gastos com advogados de defesa, Ronconi perdeu os vencimentos salariais que receberia, caso não tivesse ocorrido o episódio.

O TEMPO PASSA E…

Nesta semana Gilberto Ronconi recebeu do Ministério Público documento informando que não se encontrou indício suficiente para que se elaborasse uma denúncia formal a ser apresentada no Judiciário. Significa que o órgão acusador (MP/SC) está sepultando a operação coliseu por não visualizar indícios de práticas criminosas. O Coliseu desmoronou!

Esse é o teor do documento que chegou a Gilberto Ronconi. Em um floreio verbal ele ainda elogia o Ministério Público, mas reafirma de que não agiu para causar as irregularidades denunciadas

Aqueles que não se acautelaram na época de manter o sigilo dos nomes envolvidos (como se fez no texto acima), acabaram por condenar por antecipação não apenas Giba Ronconi, mas artistas e outras pessoas, cuja acusação restou arquivada por ausência de indícios de prática de crime.

ATUALIZAÇÃO

Informação não oficial dá conta que aquilo que foi arquivado se refere a uma parte da operação Coliseu. Ainda haveria outros encaminhamentos investigatórios em curso. Como observamos, não é informação oficial. Mas é encaminhamento para as autoridades dar desdobramento.

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Os jaguaras do ‘Universidade Gratuita’

ACESSO AO PROGRAMA GERA DESCONFIANÇA E O PRÓPRIO GOVERNADOR DETERMINA INVESTIGAÇÃO

Uma ação às pressas foi liderada pelo governador Jorginho Mello para tentar impedir maiores arranhões na imagem do programa Universidade Gratuita. Ocorre que há um número significativo de denúncias de que estudantes, utilizando-se de dados falsos, teriam acessado os benefícios do programa. Há inclusive um caso – em investigação – onde a filha de um prefeito do mesmo partido do governador (PL), teria sido benefiada pelo programa, recebendo bolsa integral para o Curso de Medicina.

‘POLÍCIA VAI ATRÁS DESSES JAGUARAS*’

“Eu não vou deixar que meia dúzia tentem manchar a imagem do Universidade Gratuita (…). Esse programa é para alunos carentes e esses não precisam pagar ninguém para fazer o processo (apresentação de documentos) por ele (…). O recado está dado: a Polícia Civil vai atrás desses jaguaras”.

Governador Jorginho gravou ao lado do Delegado Geral (Ulisses Gabriel) sobre a investigação que será feita para identificar ‘os jaguaras’ que teriam fraudado o Universidade Gratuita

P. S.

*Jaguara é uma gíria para chamar alguém de malandro, pilantra ou sacana, de forma amigável e carinhosa. 

EM TEMPO

Não há informação ainda, se a jaguara que se beneficiou do Universidade Gratuita para frequentar o Curso de Medicina (filha de prefeito do PL) é da Serra Catarinense ou de outra região do Estado. Mas tão logo seja confirmada a informação, o nome do pai (o prefeito) será informado. No caso, o jaguara (o termo quem utilizou foi o governador) não é o prefeito, mas a filha!

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Primeira geada em toda a Serra

FENÔMENO HAVIA SE REGISTRADO EM 2025 APENAS EM ÁREAS ALTAS. MAS NESTA QUARTA-FEIRA NÃO HOUVE CANTO DA SERRA SEM GELO

É bonito e vende bem para o turismo o registro de geada em municípios como São Joaquim, Urupema e Bom Jardim. Entretanto, o fenômeno é necessário não apenas em tais cidades da Serra Catarinense. Ainda na segunda-feira, 09, Anita Garibaldi havia localizado na área urbana dois mosquitos aedes aegypti. E somente o gelo, o frio intenso, vai acabar com esses insetos (e outros). Daí que a geada geral, embora tardia em toda a Serra Catarinense, é sempre bem-vinda. E foi o que tivemos nesta quarta-feira, 11.

Localidade de Marmeleiro, Anita Garibaldi, e a primeira geada do ano que chegou de maneira tardia, somente neste 11 de junho. Em anos anteriores se registra geada até em abril…

Localidade de São Mateus, distante 20 km da área urbana de São Joaquim, com a geada mais forte do ano que castiga o gado, mas é excelente para a entrada em dormência* dos pomares de maçã

Jornalista Wagner Urbano fez esse registro das baixadas perto da área urbana de São Joaquim onde, oficialmente, foram registradas temperatuas abaixo de zero grau

As cidades onde a Defesa Civil constatou temperatura inferior a 1 grau centígrado, com o ranking do frio liderado por São Joaquim com temperatura de 6 negativos

*Havia grifado quebra de dormência, mas o Gregori me corrige, com razão, no comentário!

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Festa: Segurança absoluta em Lages

MAIS POLICIAIS, MAIS CÂMERAS DE MONITORAMENTO E CUIDADO EXTREMO ESTÃO NO PROTOCOLO DA FESTA DO PINHÃO

“Só coisa boa”. Palavras da prefeita Carmen Zanotto ao responder ao colega Amarildo Volpato (Clube FM) sobre o que tem ouvido do modelo implementado da Festa do Pinhão em local aberto na área central. E nesse sentido, há um cuidado quase cirúrgico tanto da organização do evento quanto das forças de segurança, para que nenhuma ocorrência venha manchar a boa imagem da Festa do Pinhão. O reforço do contingente e utilização de tecnologia integram as estratégias da presença policial nas imediações do Centro de Lages.

REFORÇO E ESFORÇO

De acordo com a informação oficial da Festa, nesta semana, mais de 80 policiais militares passam a integrar o efetivo local, fortalecendo as ações de prevenção e vigilância em toda a cidade de Lages. E, somadas às 98 câmeras já em funcionamento, outras 40 foram instaladas estrategicamente para cobrir o perímetro da Festa. Os equipamentos contam com sistema de reconhecimento facial capaz de identificar pessoas com mandado de prisão em aberto ou desaparecidas. Pessoas que têm registros de vários boletins de ocorrência, a partir do reconhecimento facial, são submetidas a abordagens preventivas.

Também foram instaladas plataformas elevadas em pontos estratégicos, que permitem aos policiais maior visibilidade e agilidade na identificação de possíveis infrações.

Coronel Fernando (2ª Região Militar) indicando a estrutura tecnológica que não deixa ‘ponto cego’ no perímetro onde acontece a movimentação de pessoas no Calçadão.

PALAVRA DO COMANDANTE

Segundo o Coronel Fernando, Comandante do 2º Batalhão Regional da Polícia Militar de Santa Catarina, o evento transcorre tranquilo e há planejamento com as demais forças de segurança (Polícia Civil e Agentes de Trânsito) para que essa realidade se mantenha. “Destacamos a sensação de segurança gerada pela tecnologia e pelo trabalho integrado das forças de segurança pública”.

Fotos: Fernando Moraes – Secom/Festa do Pinhão

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Um acidente a cada 15min em SC

ESSA É A MÉDIA DE ACIDENTES DE TRABALHO NO ESTADO CONSIDERANDO DADOS CONSOLIDADOS DE 2024

Observatório da Fiesc que faz levantamentos para auxiliar os diversos setores da economia do Estado, exteriorizou dados que preocupam tanto do ponto de vista social quanto econômico. Santa Catarina registrou 37.000 acidentes de trabalho no ano passado. Se pegarmos esse quantitativo para apontar uma média, teremos um acidente de trabalho a cada 15 minutos. E tal realidade ainda indicou uma redução de 13% em relação a 2023.

UM ÓBITO A CADA DOIS DIAS

Nesse universo de 37 mil acidentes, foram registrados 186 óbitos, numa média de uma morte a cada 2 dias causadas a trabalhadores. A absoluta maioria – 33.161 acidentes – foi registrada durante a jornada de trabalho e os demais ocorreram no trajeto (deslocamento).

ONDE HÁ MAIS ACIDENTES

Desses 37.000 acidentes, cerca de 1/3 foram registrados em três setores, que respondem por 12.000 ocorrências:

Alimentos e bebidas – 4.555 acidentes

Indústria Metalúrgica – 4.151 acidentes

Serviços de saúde – 3.395 acidentes

Até porque a quantidade de acidentes de trabalho é maior em cidades onde os índices econômicos são mais robustos, Lages (foto) está fora da lista daquelas com maior número de ocorrências. Joinville lidera o ranking com mais de 7 mil acidentes de trabalho, seguido por Blumenau, Florianópolis, Itajaí e Chapecó.

Fonte: Observatório Fiesc – Dados de 2024

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