RONDA INSATISFAÇÃO COM AQUILO ENTREGUE PELA SECRETARIA DA AGRICULTURA. EMBORA O PROBLEMA, TALVEZ, NÃO SEJA O SECRETÁRIO
Houve um tempo que para ilustrar as condições de certas vias urbanas, apontava-se que o pior trecho da estrada da Coxilha Rica era a saída no bairro da Várzea até a ponte do Caveiras. Veio a pavimentação daquele trecho e os outros pedaços da estrada da Coxilha ‘estão se esforçando’ para manter a condição de ruindade e não perder mais para nenhuma via urbana. Exemplo disso foi o que testemunhou (e sofreu) quem tentou ir na festa da localidade de Morrinhos, uma das primeiras localidades rumo à Coxilha Rica, no final de semana.
O print é de um vídeo que mostra os atoladores alguns pontos da estrada que sai do bairro da Várzea, passa pelo Guará, Cajuru e segue até Morrinhos. A ausência de cascalho nesses desfiladeiros se constitui problema anunciado, visto que se relampiar na Vacaria, tais trechos viram sabão.
PROBLEMÁTICA É MAIS AMPLA
Consta que a insatisfação que ronda o setor de infraestrutura rural é mais ampla. Ainda ano passado, a prefeita Carmen Zanotto, ao receber dirigentes da Epagri, dizia que a área sob seu comando precisaria atuar no fomendo à agricultura “indo além de fazer estradas”. Pelo visto, nem isso – as estradas – estão a contento.
O secretário adjunto da Agricultura, Ronaldo Duarte (centro da foto), foi escalado pela própria prefeita para falar sobre o assunto das estradas do interior na Clube FM.
E…
Ouvindo-o, passa a impressão que já houve um repensar na gestão da pasta, com o secretário Pedro Donizete (esquerda na foto acima) ficando mais na parte técnica (fomento agrícola) e Duarte na infraestrutura (estradas). Como essa ‘divisão’ teria ocorrido em outubro, esse quase meio ano – e o exemplo de Morrinhos – evidencia que ainda não deu certo a ‘ajeitada’ costurada.
QUESTÃO É ORÇAMENTÁRIA
Se a questão técnica de fomento à produção agrícola é algo que dá resultados por si, visto que Lages amplia área plantada, a infraestrutura depende do gestor em administrar equipes, tocar ações e dos cofres municipais. Não existe milagre. Se não houver investimento mais robusto, com ampliação de equipes e essas executando obras mais duradouras, será um eterno ‘enxugar gelo’ ou no caso ‘apagar poeira’. E não adiante trocar secretário, visto que sem estrutura de gente e maquinário, a Secretaria de Agricultura vai continuar patinando.
No inverno do ano passado Carmen Zanotto recebeu os gestores da Epagri. A prefeita demonstrou inquietação. De lá para cá houve ‘divisão’ de atribuição dentro da Secretaria de Agricultura e, pelo noticiário, ainda há gargalos emperrando a lida.





