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Meio milhão em obra da Semasa

RECURSOS SERÃO APLICADOS NA ESTAÇÃO QUE FAZ O MEIO CAMPO ENTRE A CAPTAÇÃO E O TRATAMENTO DE ÁGUA

A logística que antecede a chegada de água tratada até a residência de cada lageano abrange a captação na barragem do rio Caveiras, deslocamento dessa água (adução) até a estação de recalque, encaminhamento à estação de tratamento, a guarda da água para o uso (reservação) e a distribuição em si.

‘METADE VAI FORA’

Inclusive há uma estimativa de que entre a captação e a chegada da água nos domicílios, perde-se 50% da mesma em todo o processo. Houve recentemente avarias na ERAB-03, que é a estação de recalque, devido a chuvas intensas, inclusive com desmoronamento de encostas nas imediações da referida estrutura. Agora, melhorias serão executadas paraque a Estação de Recalque ‘não deixe o sistema na mão’.

Esse sistema está situado abaixo da ponte do rio Caveiras na SC-114 (caminho para Painel), no bairro denominado Pinheiro Seco

NESSE SENTIDO

Porque arrecada um rio de dinheiro todo mês nas tarifas de água e esgoto (valor estimado do arrecadado para custear o sistema supera os R$ 7 milhões mensais), a Semasa vai retirar pouco mais de meio milhão de seu orçamento (R$ 552.000,00) para corrigir os problemas e prevenir situações que possam dificultar ess etapa da logística de abastecimento. A informação oficial aponta que esse meio milhão de reais é ‘do próprio caixa municipal’. Mas não é do caixa da prefeitura e sim da própria Semasa. “É uma estrutura de extrema importância (…). O fornecimento de água à população é vital”, cita a prefeita Carmen Zanotto.

EXPLICAÇÃO TÉCNICA

Para assegurar a eficácia da intervenção e a execução por empresa com experiência consolidada na área, a Semasa coordenou a elaboração de um estudo técnico preliminar e seguirá fiscalizando as atividades até sua finalização. “A necessidade de reforma da estrutura foi constatada pela engenharia e pela Defesa Civil. Para impedir o agravamento da situação, fizemos um escoramento e agora daremos início à solução definitiva”, cita a presidente da Autarquia Semasa, Paula Granzotto.

“Precisamos garantir que que não haja nenhuma obstrução nos pontos de captação e que, assim, todas as bombas, transformadores, geradores e tanques de óleo diesel continuem em pleno funcionamento”, explica a gestora Paula Granzotto.

Registre-se que quando houve o desmoronamento das ribanceiras do Caveiras na chegada à estrutura da Semasa – lá em 2023 -, houve uma recomposição do solo com a técnica de gabião (aqueles muros de pedra), que solucionou parcialmente a ameaça.

Fotos: Lucas Centenaro e Semasa/Divulgação

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