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Pauta legislativa mira o Paço

QUANTIDADE DE PEDIDOS DE AÇÕES DA PREFEITURA NA CÂMARA PASSA IMPRESSÃO QUE ‘A COISA NÃO ANDA’

Vinte!

Exatamente 20 indicações no expediente da Câmara de Vereadores de Lages em uma única sessão pedindo providências por parte, principalmente, da Secretaria de Obras sobre demandas. E dessas, a maioria – 13 ao todo – são de vereadores da base da prefeita Carmen Zanotto no legislativo. É como se os vereadores não tivessem acesso nem a prefeita, nem ao secretário, e diante da ‘paralisia do Paço’, os próprios colegas de coligação tentassem minimizar os problemas, fazendo indicaçoes para providências.

CASTOR E BATALHA

O recordista nas indicações é o vereador Marcus Medeiros (Castor). Observe-se que ele não está errado, visto que é papel do legislador fiscalizar e cobrar. Mas é provável que daria mais resultado às demandas que apresenta na Câmara se levasse diretamente ao secretário ou à prefeita. Além de indicações para providências, outro expediente é Moção.

E…

Nessa caso, o presidente Maurício Batalha tratou de pegar carona numa ação já anunciada pela prefeita Carmen Zanotto. Ela disse que pretende fazer uma revitalização completa na ‘estrada do Salto’, incluindo de asfalto novo à implantação de ciclovia. Batalha fez uma Moção pedindo exatamente isso, algo que a prefeita não disse quando, mas que vai fazer.

NÃO ATENDAM O VEREADOR!

Há até algumas sugestões que soam ao contrário daquilo que pretende o vereador. É o caso do combativo e atuante Castor (PL). Ele entrou com indicação pedindo manutenção de buracos. A gente faz um apelo à Secretaria de Obras que não atenda o vereador. O ideal é fazer a manutenção da via e não dos buracos.

Está aqui o pedindo para que se realize a ‘manutenção’ de buracos no bairro Caravagio…

Logicamente que o vereador Castor (PL) quis pedir outra coisa em relação à via. Mas o expediente do legislativo, com os integrantes da própria base, pedindo providências da prefeitura, evidencia falta de acesso (para pedir direto) ou imobilidade da máquina pública para atender tanta demanda.

OU ENTÃO…

O módulo quantitativo dos vereadores onde a palavra de ordem é produzir pedidos, indicações e até moções, como no caso do presidente da Câmara, pedindo algo (estrada do Salto) que a prefeita já havia se antecipado e informado que está no radar a providência. Depois a prefeitura faz a obra e melhoria, o vereador discursa:

– Mas! Se eu não tivesse feito Moção, nem saberiam que tinha que ser feito. O que seria de Lages sem a Câmara!

De fato, o que seria!

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