SAFRA IRÁ ALÉM DAS 540.000 TONELADAS NO ESTADO E A NOTÍCIA RUIM É A QUEDA NO PREÇO AO FRUTICULTOR
No supermercado a maçã continua sendo vendida além de R$ 10,00 o kg. Mas esse valor elevado ocorre na logística depois de sair do pomar até chegar no consumidor. No pomar, a expectativa é de que o quilo não chegue a R$ 4,00. Uma safra mais robusta – embora não seja supersafra – contribui para um valor mais acanhado a quem produz. A Epagri apresentou no Boletim Agropecuário deste mês uma estimativa de que Santa Catarina colherá 27,9% a mais que em 2025. É um dado que não fecha, mas indica aumento na produção.
DADO QUE NÃO FECHA
A ABPM – Associação Brasileira dos Produtores de Maçã – que é a entidade que representa o produtor de maçã, aponta Santa Catarina colhendo 542 mil toneladas em 2026. Se considerar que esse número é o 27,9% a mais estimado pela Epagri, significaria que ano passado a safra não chegou a 400 mil toneladas. E essa quantia foi colhida apenas em São Joaquim. Logo, a safra é maior que aquilo apontado pela ABPM ou o percentual de aumento na safra não chega aos 27,9% previsto pela Epagri.
Esses dados foram divulgados pelo Agro Estadão tendo a ABPM como fonte. Destaca inclusive a baixa quantidade para exportação, visto que a maçã catarinense atende mais o mercado nacional.
Pelos dados da Epagri, a maçã Fuji lidera o volume de produção em Santa Catarina, com 51,2% da produção e crescimento esperado de 14,4%. A Fuji começa a ser colhida em meados de março, visto que a variedade Gala é que está sendo retirada dos pomares desde o final de janeiro.




