VICE DÁ RECADO NO ANIVERSÁRIO UTILIZANDO FRASE CONSAGRADA PELA TORCIDA DO FLAMENGO
Porque é pessoa pública, investido em cargo para o qual os lageanos o elegeram, Jair Júnior não dá passos sem que seu comportamento deixe de chamar a atenção. Foi assim desfilando de carro conversível ano passado, gravando conteúdos que causa impressão que voltou a ser vereador ou comemorando o próprio aniversário.
E…
Nesse último caso, ao comemorar os 31 anos (ele nasceu em 4 de janeiro de 1995), recepcionou amigos e colocou camiseta com uma frase que reporta à torcida do Flamengo: Ninguém Morre Nos Devendo. Mas seu conteúdo, por via indireta, dá um recado àqueles que ele passou a ter como desafetos.
A frase se tornou popular entre os flamenguistas a partir da conquista da Libertadores 2025. Significa que revanches, vinganças, o ‘dar o troco’, tudo isso ocorre com conquistas. É a ideia do dar a volta por cima com uma vitória maior, com superação.
TRADUZINDO AO CONTEXTO
Embora a frase seja de consumo entre os flamenguistas, a vestimenta do vice-prefeito se constitui um recado àqueles que ele passou a tratar como desafetos por conta dos fatos que acabou protagonizando em março de 2025. Jair Júnior se sentiu abandonado, ‘colocado de lado’ por aqueles com quem caminhava na política. O dito também traduz a lei do retorno sobre, aquilo que se faz a alguém, terá contra si o feito. Mas nesse caso, no contexto da paróquia, quem está experimentando da referida lei (do retorno), é o próprio Jair Júnior que colhe aquilo que plantou com um comportamento agressivo e, em muitos casos, maldoso.
THE BEST DA SEMASA
Milton Barão não me cita por nome, mas aponta (referindo-se a mim) que “um colega blogueiro aponta que o melhor administrador que a Semasa já teve foi o vice”. Nunca foi dito ou escrito isso, até porque o melhor administrador da Semasa até agora foi uma mulher, a Taíse Paeze que conduziu a transição pós-caos do escândalo do lixo com a serenidade que a situação requeria.
VICE NA SEMASA
O que Jair Júnior fez foi implementar um estilo diferente de gestão, comunicando-se muito bem com a população, inclusive com informações didáticas e esclarecedoras. Também se posicionou como um secretário-fiscal, transparecendo que faria um bom trabalho a frente da autarquia. Daí veio o episódio repudiado pelo coletivo que o fez apear do cargo. Com menos de 90 dias na função não poderia ser ‘o melhor gestor’, embora possa figurar bem melhor que qualquer outro que tenha sido preso no comando da Semasa.
Jair Júnior se ensaiava para fazer uma boa gestão, mas as questões pessoais reprovadas pela opinião pública, interromperam a lida na autarquia. Daí, apontá-lo como o melhor gestor que a Semasa teve, não faz sentido.






