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Serra: Controle discreto de Javalis

ANIMAIS SÃO CAÇADOS, MAS EM QUANTIDADE BEM MENOR DO QUE DEVERIA SER NA SERRA CATARINENSE

Um disparo ou outro nos confins da Serra Catarinense é indicativo que capatazes de propriedades rurais, nas andanças da lida, encontraram uma vara dos asselvajados javalis. Geralmente com bons cães de caça, acabam por encurralar os bichos. Apesar do tamanho avantajado, não conseguem abater mais que um ou dois da vara por causa das cautelas para não atingir os cães e da própria segurança.

E…

Se há um efeito manada nas orientações para não consumir a carne, há quem ignore isso utilizando a técnica consiste em imediatamente retirar as víceras, deixando somente a carcaça. Se a carne vai para tratar os cães ou se serve para um bom assado, fica a critério do caçador. Entre a burocracia das autorizações e fiscalização sempre presente e atenta, nas propriedades rurais atacadas por esses animais, a solução tem sido no tiro.

ENTRETANTO

Essa prática não chega nem perto de um mínimo de abate que deveria ocorrer, para controlar e impedir a proliferação da espécie exótica, invasora que, além de perigosa (pode atacar as pessoas), ainda responde por perdas em áreas plantadas. A caça, o controle, o abate, deveria ser potencialmente maior, para minimizar os efeitos da presença de tais animais nas áreas rurais da Serra e boa parte de Santa Catarina.

Nas lidas rurais deparamos com o caçador levando o troféu da andança. Sucesso na empreitada e certeza que, mesmo de forma discreta, esses animais vão sendo combatidos na Serra Catarinense. Que a caça e o controle sejam mais intensos e constantes. A atividade rural agradece!

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Lages completa 6 meses ‘sem vice’

EPISÓDIO QUE RESULTOU NO ‘RECOLHIMENTO’ DO VICE-PREFEITO DA GESTÃO OCORREU EM 22 DE MARÇO

81 dias desde a posse em 1º de janeiro.

Exatamente a quantidade de dias que o lageano Nereu Ramos ficou como Presidente do Brasil. Mas a coincidência termina aí. Os 81 dias da era vulgar e recente se referem ao período em que Jair Júnior assumiu como vice-prefeito e Secretário da Semasa. Registre-se que nessa segunda função, inclusive, ele vinha fazendo um trabalho interessante. Era comunicativo, esclarecendo dúvidas e orientando a população, além de seguir a liturgia que a função de gestão exigia.

PORTANTO

Em relação à atuação na gestão nenhuma mácula. Mas na madrugada do 22 de março deste ano, desdobrava-se um episódio que colocou em desgraça aquele que era uma liderança em ascensão. A acusação de violência doméstica (o processo corre em segredo de justiça) expôs um Jair Júnior que desagradou o coletivo de eleitores. A companheira de chapa lhe exonerou da função na Semasa, um processo de impeachment foi barrado porque não existe isso para quem nunca assumiu como titular. Mas desde então, Jair Júnior passou a frequentar o limbo do noticiário político-policial. Pediu desfiliação do Podemos porque o partido iria lhe expulsar. E segue sem vínculo partidário, por enquanto.

‘CANTO DE BOCA’

Aqueles que se sentiram triputiados por Jair Júnior na estratégia dele de ascender na carreira política não foram para as redes jogar pedras. A maioria, ao comentar o assunto, limitava-se a um riso de canto de boca no estilo ‘aqui se faz…’. O fato é que Jair Júnior nunca mais foi o mesmo. Tratado como criança encocozada pela prefeita (ela não quer chegar perto dele), segue como vice porque o cargo foi conquistado nas urnas. Passou exatamente meio ano (neste 22 de setembro) e Lages está nesse período ‘sem um vice’, no sentido de exercer a função como auxiliar da prefeita.

E…

Enquanto os desdobramentos do processo que responde não chegam – e devem demorar -, há uma condenação popular exteriorizada, inclusive través das redes que, ironicamente, tanto lhe ajudaram. E nesse cenário, segue impedido de exercer aquilo que pretendia, na condição de vice, ajudando a titular. A prefeita, por sua vez, não cogita se afastar da função em nenhum momento, porque sabe que se o fizer, a titularidade temporária é herdada pelo vice que circula entre o esquecimento e a indiferença. Por sinal, dois sentimentos (indiferença e esquecimento) que nenhum político deseja.

Esse registro resume bem como a política é uma gangorra. A imagem é da última semana de setembro do ano passado, quando Carmen e Jair Júnior, circulavam na campanha eleitoral confiantes em uma vitória. Essa veio, mas acabou se tornando sinônimo de inferno astral para ele. Antes tivesse…

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Luto e consternação em Urubici

LUIZ CLÓVIS CORRÊA TENTAVA VENCER UM CÂNCER E FALECEU AOS 66 ANOS. PECUARISTA, ELE TAMBÉM FOI PREFEITO E VEREADOR EM URUBICI

A política foi apenas uma forma de contribuir com a cidade que tanto gostava. Luiz Clóvis Rodrigues Corrêa atuava como pecuarista tendo sido prefeito no primeiros quatro anos deste século. Aliás, também presidiu a Amures durante o ano de 2004 e foi vereador em Urubici. Tentava nos últimos tempos superar um diagnóstico de câncer, tendo feito procedimento cirúrgico e e trilhado um tratamento com otimismo no convívio com a família. Infelizmente faleceu neste domingo, 21.

Aqui Luiz Clóvis (esquerda) na galeria de presidentes da Amures, sendo sucedido pelo conterrâneo Antonio Zilli (centro) e depois Altamir Paes (Otacílio Costa)

LUTO E PONTO FACULTATIVO

Um dos filhos experimenta o gosto pela política, tendo vencido uma eleição bastante difícil em 2024 (concorreu contra uma prefeita que buscava reeleição). Leandro Corrêa, convivendo com a dor da perda do pai, decretou o luto oficial em Urubici e nesta segunda-feira, 22, a prefeitura mantém ponto facultativo para os atos fúnebres do ex-prefeito.

Este registro é do primeiro dia deste ano com um dos filhos Luiz Augusto Corrêa (Guto) à esquerda e a esposa Ana Cláudia de Souza Corrêa participando da posse do outro filho, Leandro Corrêa, como prefeito em Urubici.

Aqui o ânimo pós-alta hospitalar depois de um procedimento cirúrgico ainda no primeiro semestre deste ano

Neste registro, nos idos de 2017, Luiz Clóvis com os filhos (Guto e Leandro) e a esposa, no rodeio da localidade de Vacas Gordas e, junto com eles, o Fabian (o piá lá de casa), no entrevero das lidas. Solidariedade à família nesse momento triste de perda!

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São Joaquim: Socorro a fruticultores

RECURSOS SEM JUROS E PRAZO ESTENDIDO PARA COMPENSAR PERDAS PROVOCADAS PELO GRANIZO EM ABRIL DE 2025

O Governo de Santa Catarina, em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa da Maçã (Alesc), anunciou um conjunto de medidas para o setor. O movimento foi liderado pelo presidente da Frente, deputado Lucas Neves (Podemos), em parceria com o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini. Entre as iniciativas está o projeto Recupera Maçã SC, que apoiará agricultores atingidos pelo granizo em abril. O programa prevê a reposição de mudas e a reconstrução de estruturas de proteção dos pomares, como telas antigranizo.

VALORES PREVISTOS

Agricultores enquadrados no Pronaf (exceto aqueles com mais de quatro módulos fiscais) e no Pronamp poderão acessar até R$ 100 mil, com pagamento em cinco parcelas anuais, sem juros ou correção. Quem quitar dentro do prazo terá desconto de 30%. Também foi confirmado o repasse de até R$ 4,1 milhões do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) para ampliar o Sistema de Combate ao Granizo em São Joaquim. O recurso permitirá a instalação de 43 geradores de solo automáticos e a manutenção da operação.

OUTRAS AÇÕES DA FRENTE

“É um dia histórico para nossa região. O produtor de maçã precisava de uma resposta rápida e concreta. Este pacote mostra que o Estado e a nossa Frente Parlamentar estão ao lado dos agricultores para garantir a recuperação e o futuro da nossa principal atividade econômica”, destacou o deputado Lucas.

MAIS A RESPEITO

Na próxima reunião da Frente, o setor deverá apresentar o levantamento sobre a necessidade de ampliação do crédito destinado à aquisição de tratores com cabine. “O governo já oferece crédito para essa finalidade, mas precisamos de mais recursos para atender a um número maior de agricultores que desejam se adequar à legislação que exige cabine nos tratores”, acrescentou Neves.

Somente em São Joaquim, 83 agricultores registraram prejuízos de mais de R$ 17,5 milhões devido aos efeitos do granizo no mês de abril deste ano.

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Mais animais silvestres na Serra

ALÉM DAS CAPIVARAS PARA OS LADOS DE OTACÍLIO COSTA, A COXILHA RICA TEM BONS EXEMPLOS

Na semana que apresentamos a beleza e os riscos das capivaras que habitam as margens da SC-114 no caminho entre Lages e Otacílio Costa, internauta me sugere uma especiada no perfil do produtor de conteúdo digital Luiz Alberto Machado. Na metade do ano ele fez um verdadeiro ensaio fotográfico de animais silvestres na paisagem da Coxilha Rica. Veados campeiros (ou teriam outra denominação), são vistos com frequência nos campos de altitude da região. As fotos destacam a beleza desses animais.

A beleza dos animais silvestres que se confundem com a paisagem seca do inverno nos campos da Coxilha Rica

A caça a esses animais é terminantemente proibida. Qualquer registro de ação humana que atente contra a vida desses animais silvestres implica em sérias complicações de ordem legal a eventuais caçadores.

Fotos do perfil de rede social de Luiz Alberto Machado

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A obra de João Amorim

FILMES, MÚSICA E ATÉ INCURSÃO PELA POLÍTICA COMO VEREADOR NA TRAJETÓRIA DO PROTAGONISTA DE CALIBRE 12

Nascido em Curitibanos, ele tinha um sonho e tornou realidade com atuação multiplataforma em tempos que antecedem a era das redes sociais. Empresário da área de segurança privada (era dele a Segal Serviços de Guarda), atuou no cinema, música, televisão e rádio. Prestes a completar 79 anos (em 4 de outubro), João Amorim foi também vereador em Lages. É dele as obras cujas ilustrações e informações compartilhamos.

A imagem é do LP – Long Play – o disco de vinil de João Amorim que complementava o trabalho de estreia no cinema. O Cordeirinho é a música de maior sucesso dele.

O lendário Calibre 12 que caminha para completar 40 anos de existência tendo sido rodado nos idos de 1988

A Sétima Fuga foi lançado em 1990 e não apresentou o destaque que foi o filme de estreia de João Amorim

Pedro de Lara e Zé do Caixão estão no elenco no retorno de João Amorim que, na verdade, é o terceiro filme dele rodado em 1997: Homem Sem Terra

O Forasteiro tem como referência o lançamento no ano 2000

O penúltimo filme de João Amorim foi produzido em 2004: Obrigado a Matar

A última obra cinematográfica de João Amorim foi rodada em 2006: Jango Bravo

Aqui um projeto da primeira década deste século que não se tornou realidade. Chumbo Grosso seria outro filme de João Amorim. Esse registro é dele na prefeitura de Lages tentando um apoio do então prefeito Colombo para rodar a película.

Os Tropeiros e Contestado também são obras dirigidas por João Amorim, sendo que nesse segundo, ele atuou como ator.

João Amorim em registro da década passada durante vinda a Lages. Atualmente ele reside em Curitiba/PR onde os filhos mantêm negócios na área de vigilância e segurança.

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