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A crise da moranga na Serra

PRODUTORES VÃO FATURAR O EQUIVALENTE A 10% DAQUILO QUE RECEBERAM NA COLHEITA DO ANO PASSADO

Quem apresenta a situação preocupante é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Otacílio Costa, também presidente da Câmara de Vereadores do referido município, Luiz Carlos de Oliveira (Luizinho). Otacílio Costa não é o maior produtor da moranga cabotiá, mas a área plantada chega a 650 hectares com 10 toneladas em média em cada hectare. Ele aponta:

“Temos graças a Deus um ano produtivo. E essa produção, considerando a área plantada e o preço do ano passado, permitiu movimento na ordem de R$ 10.400.000,00”, aponta Luizinho. “Porém, esse mesmo volume, considerando o preço praticado neste ano, deve render cerca de R$ 1.300.000,00 de faturamento. Isso é 10% do que se faturou ano passado”.

SOBRE OS PREÇOS

Ano passado, os produtores conseguiram R$ 1,60 pelo quilo (no preço médio). Porém, neste ano, o preço máximo que está se conseguindo é de R$ 0,20. “Os produtores estão muito preocupados, sem saber o que fazer. Todos têm compromissos com lojas de agropecuária, cooperativas de crédito e não têm como resolver pendências, por causa dessa realidade”. Cita o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Otacílio Costa. A cultura da moranga cabotiá era limitada mais ao município de Ponte Alta, mas agora a atividade se estende por boa parte do Estado.

O QUE ESTÁ SENDO FEITO

Segundo Luiz Carlos de Oliveira (Luizinho), a Epagri (em Otacílio Costa é o engenheiro agrônomo Murilo Nunes) está cuidando com muita cautela o assunto, fazendo levantamentos para apresentar a realidade e, a partir disso, ajudar o produtor rural. Há diálogo ainda com representantes de instituições financeiras e estruturas públicas (prefeitura e Governo do Estado).

“Temos que exteriorizar essa realidade e tentar, de todas as formas ajudar os produtores rurais. É uma situação bem complicada”, cita Luizinho que tem liderado a discussão para tentar ajudar os produtores rurais de Otacílio Costa. Mas consta que situação complicada (por causa do baixo preço) é enfrentado por agricultores de outros municípios da Serra

A produção é excelente com média de 10 toneladas por hactare, mas o preço do ano passado na faixa de R$ 1,60 o quilo, neste ano não passa dos R$ 0,20 centavos

A área plantada em Otacílio Costa equivale a 6,5 milhões de terra (650 hectares) e a produção não tem preço colocando produtores em situação bem difícil

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Outro escândalo na Semasa?

NÃO. DESSA VEZ NÃO CHEGA A ISSO. MAS EPISÓDIO SERVE DE ALERTA DE QUE TODOS ESTÃO DE OLHO

Parafraseando o ditado é possível lançar sobre o diretor presidente da Semasa, Jair Júnior, a máxima do quem como fera fere, como fera será ferido. Mais ou menos isso se colocou a fazer o vereador Freitinhas no seu sagrado – e meio estranho – poder/dever de fiscalizar. Recebemos dele mesmo o corte de sua fala na Câmara de Vereadores onde questiona a presença de maquinário da empresa Itajuí nas dependências de um clube social de Lages (Caça e Tiro). Estaria realizando obras e a Itajuí seria de exclusiva atuação na Semasa.

NA VERDADE, A VERDADE

A Itajuí é uma empresa privada. Ela pode atuar para qualquer outra empresa, inclusive até para a Casan. O que ela não pode, em tendo maquinário limitado, priorizar outro contrato e não a Semasa. Da mesma forma, não pode executar uma obra para terceiros e mandar a conta para a Semasa. E isso, salvo melhor juízo, não estaria acontecendo. Daí que não há irregularidade. E o referido clube contratou um serviço (ou fez parceria) sem qualquer prática em desacordo com a lei.

CLARO QUE…

Se houver cruzamento de dados indicando algo diferente (e ilegal), não faz mais que a obrigação o vereador Freitinhas em denunciar e até (como ele pretende) levar ao Ministério Público. Do contrário, constitui-se apenas uma evidência de que os olhares à gestão municipal – incluindo Jair Júnior na Semasa – estão arregalados.

– E o buraco lá na rua do Elizeu, porque vocês não arrumam, home!

A QUESTÃO DO BURACO

Durante a fala o vereador Freitinhas usou o exemplo do buraco na frente da casa do ex-prefeito e candidato derrotado na eleição, Elizeu Matos. “Há 41 dias que existe aquele buraco pela Semasa lá. E a Itajuí que era para estar resolvendo esses problemas, utiliza seu tempo e maquinário para trabalho particular”.

O buraco da discórdia na rua do ex-prefeito. A rede foi corrigida e a coisa ficou desse jeito…

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Último mês da Azul na Serra

EMPRESA SUSPENDERÁ MESMO VOOS ENTRE CORREIA PINTO E CAMPINAS/SP A PARTIR DE 10 DE MARÇO

Houve uma reunião aqui e acolá. Houve promessas de que se buscaria reversão da decisão. Mas o que temos de concreto, por enquanto, é a decisão da Azul de, a partir da segunda semana de março, não mais operar o voo que liga a Serra Catarinense à cidade de Campinas/SP. A decisão é exclusivamente técnica, envolvendo limitações da Azul Linhas Aéreas em relação às aeronaes que possui.

Empresa não está vendendo mais passagens para o referido voo a partir de 10 de março, conforme havia anunciado previamente.

ALÉM DE CORREIA PINTO

Em Santa Catarina a Azul está suspendendo as operações na Serra Catarinense e também no aeroporto de Jaguaruna. Apenas os voos a partir do Aeroporto Serafim Bertasso em Chapecó que não sofreram diante das decisões da empresa geradas pela logística de aeronaves.

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É isso uma ‘nova identificação’?

TRATAMENTO VISUAL DA NOVA ADMINISTRAÇÃO RETROAGE AO SÉCULO PASSADO… NO MÍNIMO

Principal razão da coletiva à imprensa no primeiro dia útil da semana seria a apresentação da identificação da nova administração de Lages. A gente sabe que é um assunto de menos importância ao ponto de que temas como Festa do Pinhão e infraestrutura predominaram na conversa da prefeita e do vice com os colegas de imprensa.

ENTRETANTO

Chamou a atenção (de forma discreta) a tal identificação visual que acompanhará as ações da nova gestão. Com um respeito imenso a essas figuras que ‘carregam o piano’ que são os estagiários, mas parece que se encomendou a um deles que colocasse o nome de Lages e uma bandeira quadrada dentro de outro quadrado e isso passou a ser a referida identidade da gestão. Coisa singela em demasia que não reflete o tamanho de Lages e da própria gestão que engatinha e se pretende ter como uma das que melhor entregará serviços e ações na cidade.

Lógico que é respeitável que cada gestor queira colocar sua marca (na própria gestão) sendo justificável que não se utilize a mesma da administração anterior (acima). Entretanto, naquela que sairá de cena, a bandeira de Lages estilizada, uma poluição visual mais discreta, evidenciavam certa modernidade…

…E o que se apresentou como ‘nova identificação’ foi essa coisa quadrada (a bandeira), dentro dessa coisa quadrada referindo-se ao nome de Lages.

ASSIM

Com excelentes profissionais de designers em tecnologia na cidade, gente que atua nas universidades, também no Órion Parque Tecnológico, o mínimo que a prefeitura poderia puxar eram sugestões – quiçá um concurso – para que uma identificação visual apresentasse bem o que é a cidade e o propósito da gestão.

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Infra: Exército ajudará Lages

PELO MENOS FOI O QUE DECLAROU A PREFEITA CARMEN ZANOTTO AO PERSPECTIVAR OBRAS DE INFRAESTRUTURA

Durante o relato sobre os 40 dias de gestão, a prefeita Carmen Zanotto (acompanhada do vice) citou algumas ações que estão no radar em relação à infraestrutura. “Houve o levantamento para pavimentação das ruas que dão acesso às empresas Mill Serras Lages, Fruticultura Malke e Madepar Doors e a revitalização com recapeamento para a rua Frei Gabriel e as avenidas Castelo Branco e Primeiro de Maio”. Essas informações foram repassadas pela prefeitura com uma fala da prefeita emendando que:

“Para a execução dessas frentes de trabalho teremos a parceria com o 1º Batalhão Ferroviário de Lages”.

Não há detalhes sobre o tipo de convênio a ser estabelecido com a unidade do Exército de Lages Entretanto, o 1º Batalhão Ferroviário dispõe de maquinário e equipes para contribuir com tais ações

OUTRAS OBRAS

A informação oficial aponta que “em relação à infraestrutura, a prefeita apontou que das 65 ruas do projeto Finisa, que estavam para serem asfaltadas, 15 já foram concluídas e seis outras ordens de serviço serão autorizadas”. Nessa matemática oficial, portanto, haveria ainda 44 ruas a serem pavimentadas com os recursos do Finisa que não estão nem concluídas e nem com ordem de serviço.

AQUELE ASSUNTO CHATO

Durante a reunião com colegas de imprensa, veio ainda a informação sobre o projeto ue está há mais de uma década e meia ‘em andamento’:

– Para o andamento das obras da avenida Ponte Grande houve o andamento das etapas 1 e 2, bem como a discussão junto à Caixa Econômica Federal para a etapa 3 e autorização dos estudos para a etapa 4.

Além do trabalho mais macro, destacado acima com ações nas avenidas, as providências de varejo seguem em andamento, como o tapa buracos até na chegada e saída do Terminal Rodoviário de Lages

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Aberto o edital Mário Motta

NA VERDADE É O EDITAL DO DEPUTADO QUE DISTRIBUI RECURSOS DE EMENDA DA FORMA MAIS DEMOCRÁTICA EM SC

Nesta segunda semana de fevereiro foi para o portal do deputado Mário Motta (PSD) a orientação para o caminho que entidades, instituições e estruturas públicas vão percorrer para se credenciarem e, algumas delas, acessar recursos de emenda do referido parlamentar. O edital apresenta detalhes sobre critérios, itens que podem ser adquiridos através dos recursos viabilizados e demais informações. Trata-se de uma modalidade inédita, exclusiva e diferenciada para democratizar o dinheiro que o próprio Motta faz questão de observar que é do povo.

Clicando aqui você acessa direto o edital que é bastante simplicado e orientativo. E clicando aqui você essa todo o portal com o edital e outras informações da iniciativa

Em dois anos de mandato foram mais de 100 projetos contemplados, somando R$ 22 milhões de aporte. O critério não é político e nem de prioridade a este ou aquele município. É através da análise daquilo que é inscrito que ocorre a definição por uma comissão. Se o projeto tem fundamento e o dinheiro fará a diferença, a hipótese de acesso a recursos é bem maior.

O próprio deputado Mário Motta com sua credibilidade inconteste apresenta a iniciativa para chamar interessados em participar do referido edital

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