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Pós-JR: Todo mundo com Raimundo?

O PSD MASTIGA A NEGACIADA DE JOÃO RODRIGUES E MIRA OUTROS RUMOS. UMA HIPÓTESE POUCO PROVÁVEL PASSA POR LAGES

Ao falar sobre a enfarada de João Rodrigues ao projeto de concorrer ao governo, o cacique do PSD, Jorge Bornhausen, embora tenha um filho (Paulinho) na equipe do atual governador, deu a senha de que a sigla não deverá colocar o CNPJ na coligação com Jorginho. Significa que lideranças do PSD podem estar com o projeto de reeleição – caso de Topazio, o flex -, mas alguma coisa de âmbito nacional, via Kassab, deve estar reservando algo à sigla em SC. A senha foi a fala do Kaiser, ressuscitando um atrito entre Jorginho e Salvaro, em Criciúma. Bornhausen lembrou que o único governador que usou força policial contra adversários. “O atual governador, Jorginho, com o Clésio (Salvaro), que acabou sendo injustamente preso”. Ele não faria essa referência para depois apontar algo no estilo “eu falei aquilo, mas estamos juntos”.

Bornhausen, lá nas eleições de 2024, no Calçadão de Lages exercitando o pedido de votos, inclusive com o saudoso Marião por perto

RUMOS DO PSD

“O Raimundo tem votos, mas não tem coragem”. A frase ouvi de um colega de PSD do próprio ex-governador Colombo sobre a hipótese do lageano encarar o desafio de disputar o governo. Houve ensaios para colocá-lo em projetos, inclusive filiado ao MDB, mas Colombo optou pela discrição, sem qualquer palavra sobre o que queria ou pretendia. Daí que, embora não esteja fora da curva o nome dele para ‘salvar o PSD’ figurando na majoritária, é pouco provável que venha para o jogo na majoritária. Talvez se Bornhausen pedir e Kassab insistir… Kassab, quem sabe!

O PSD repensa seus caminhos neste março de 2026 e Bornhausen retorna ao protagonismo orientando os rumos da sigla, sendo um deles, embora de pouca probabilidade, de recolocar Colombo em um cenário de disputa.

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João Rodrigues e a ‘surpresa zero’

PREFEITO DE CHAPECÓ ENSAIOU CANDIDATURA, MAS NUNCA CONSEGUIU MUSCULATURA PARA DISPUTAR O GOVERNO

Desde a troca de mensagens no grupo de whats do PSD até o sepultamento do projeto de João Rodrigues de disputar a eleição ao governo pela sigla, sucederam-se interpretações, frases e análises. Uma delas aponta ‘surpresa zero’ para o esperneio do prefeito de Chapecó para provocar a ruptura e se recolher da disputa. Ele visualizada o PSD muito mais jorgista que aderista ao seu projeto. Restava-lhe alternativa no começo de uma vaga ao Senado e até a vice, na coligação com o atual governador, mas João insistiu no projeto, fecharam-se as vagas e agora resta o melindroso caminho do recolhimento.

RECOLHIMENTO EM DEFINITIVO?

Lá pela metade da manhã da sexta-feira, 13, João Rodrigues deve anunciar seu rumo. Tem várias alternativas, mas nenhuma com a fortidão que achava que tinha. Uma delas é se recolher de qualquer disputa e tocar o mandato em Chapecó, onde foi eleito com mais de 80% dos votos. A outra é ficar no PSD, renunciar e disputar uma vaga à Câmara Federal. Ronda-lhe ainda a hipótese de deixar o PSD e se abrigar em outra sigla para mirar alguma disputa. De qualquer forma, como um cavalo manco nas carreiras do Rincão da Raia, João Rodrigues está fora do páreo.

A MÃO QUE AFAGA TAMBÉM APAGA

Jorge Bornhausen, o líder de honra desde o PFL até o PSD esteve com João Rodrigues na caminhada de buscar o governo. Mas diante dos esperneios rodriguistas de esbravejar que só concorreria se Topázio Neto, o total flex prefeito de Floripa, deixasse o PSD (por causa do alinhamento com Jorginho), o próprio Kaiser decretou: João está fora da disputa, não é mais o candidato do PSD. É como se no retrato abaixo, Bornhausen aconselhasse…

– Tenha cautela, João! Você é muito explosivo. Não tome decisões sobre as quais você não pode voltar atrás!

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Marcius: ‘Obra inclui Avenida Brasil’

PROVIDÊNCIA PARA DARÁ FIM A ALAGAMENTOS COM INTERVENÇÕES EM DUAS VIAS NO BAIRRO SÃO CRISTÓVÃO

“Eu questionei quando que iria ser feita a intervenção na Avenida Brasil porque destinamos R$ 5 milhões para aquele conjunto de obras. Chegamos a pensar que seria feito primeiro o trabalho na rua Brasília e depois na Avenida Brasil. Mas houve um erro no edital de licitação e está sendo corrigido”.

A informação é do deputado Marcius Machado que, de fato, aportou os valores, via emenda parlamentar, para dar fim aos alagamentos na Avenida Brasil e o procedimento licitatório não havia incluido a via nas providências.

CORREÇÃO DA LICITAÇÃO

Porque é correto os esclarecimentos dentro do próprio processo licitatório, a prefeitura publicou isso no Diário Oficial citando que a Concorrência Eletrônica 57/2025 (talvez queiram ter escrito 2026) se refere à “Avenida Brasil – Trecho I e Rua Brasília – Trecho I”.

O valor é dos R$ 5 milhões e a obra contempla nova terraplanagem, drenagem e pavimentação em lajota (Avenida Brasil) e asfalto (Rua Brasília).

Obra dará fim ao aguaceiro que se forma nesse ponto da Avenida Brasil

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Lucas Neves: A matemática eleitoral

TROCA DO PODEMOS PELO REPUBLICANOS É ESTRATÉGIA PARA BUSCAR REELEIÇÃO NA ALESC

Até a primeira sexta-feira de abril, dia 3, Lucas Neves estará de endereço partidário novo. Ele migra do Podemos para o Republicanos aproveitando a janela que se abriu e que permite a troca de sigla sem incorrer em infidelidade partidária. Mas não se trata de uma troca oportunista ou simplesmente para acompanhar Carmen Zanotto em uma nova agremiação partidária. Lucas fez as contas e vê no Republicanos uma viabilidade maior no projeto de reeleição.

NÚMEROS DE 2022

Na eleição passadas o parlamentar lageano somou apenas 23.053 votos. Elegeu-se por média, sendo o último entre os 40 eleitos. A boa votação de Paulinha e Camilo Martins e o bom desempenho de outros suplentes do Podemos ajudaram somar na legenda e o colocar na lista dos eleitos. Inclusive, se estivesse em qualquer outro partido, com essa votação obtida, não chegaria. Ou seja, o Podemos foi importante. Para se ter ideia, oito candidatos fizeram mais votos que ele e não se elegeram. Destaque para Acélio Casagrande que somou quase 40 mil votos, mas a legenda do PSDB lhe foi ingrata.

DAÍ QUE…

Sem Paulinha na disputa neste ano (ela concorrerá a Federal) e com uma nominata mais acanhada, o Podemos se torna um caminho não impossível, mas temerário. Diferente do Republicanos que está sob o guarda-chuva do governador Jorginho, em um processo de fortalecimento grande. Ademais, o próprio Lucas tem trabalhado para ampliar a votação. Quer dobrar os 23.053 votos conquistados. Assim, rompendo a barreira dos 40.000 votos, a hipótese de mais um mandato é bastante provável. E o caminho passa pelo Republicanos, apesar da simpatia com o Podemos.

Para se ter ideia do quanto a regra eleitoral foi favorável a Lucas Neves na eleição de 2022, Ana Campagnolo (acima e ao seu lado) somou 196.571 votos, sendo a mais votada. Ela obteve 8,5 vezes mais votos que Lucas nas urnas. A segunda colocada, Luciane Carminatti (PT), totalizou quatro vezes mais votos que ele. Daí a ideia de não correr riscos e trabalhar em um planejamento que permita somar mais votos nesta eleição!

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Atrativos turísticos: Pedala Lages!

LAGES PREGA VOCAÇÃO TURÍSTICA, MAS NÃO CONSEGUE COLOCAR PEDALINHOS EM OPERAÇÃO

Guardadas imensamente as proporções, mas pense ir a Gramado, circular ao redor do Lago Negro e, ao visualizar os pedalinhos de passeio no alagado não poder utilizar a atração porque estão parados por falta de uma pessoa para liberá-los aos visitantes. Aquela que se propõe a ser a cidade referência para todas as outras da Serra Catarinense na receptividade turística peca exatamente (e também) em detalhes pequenos assim.

OCORRE QUE…

O principal local de passeio da área urbana – o parque Jonas Ramos – é dotado de pedalinhos para passeios no lago. Mas nos finais de semana, que é quando o lageano e visitantes mais frequentam o local, os branquinhos ficam no cadeado porque não há quem possa liberá-los e coordenar sua utilização.

DAÍ QUE…

Enquanto Lages foca em eventos para atrair turistas (sic!), não prepara a retaguarda estrutural para atender aqueles que a visitam. A estrada de acesso ao Salto Caveiras é remendada e precária, os locais de informações turísticas fecham nos finais de semana e feriados – um deles porque o outro nem funciona, ainda – o caminho para o Morro da Cruz (para a vista geral da cidade) é precário de dia e perigoso à noite.

E…

Atrativos mínimos, como os pedalinhos no Tanque, funcionam somente durante o expediente da semana. Mas turismo não pode ser feito somente no expediente comercial. Daí que o resultado não será absoluto quando ‘se vende’ Lages como opção de turismo, mas a ‘entrega’ é do jeito que está se visualizando. A burocracia não pode ser maior que a possibilidade de dotar a cidade de aparelhos que atraiam e agradem o visitante e também o nativo.

No registro de arquivo da MSM Imagens Aéreas, o Parque Jonas Ramos, que podemos apresentar a visitantes sem passar vergonha, tem a realidade que escancara o turismo de horário de expediente de Lages: os pedalinhos não operam nos finais de semana!

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Transtorno no retorno de Jair Júnior

VICE-PREFEITO TENTA SE REINSERIR NA GESTÃO PARA QUAL TAMBÉM FOI ELEITO, MAS NÃO ENCONTRA CLIMA

No domingo da semana que vem, dia 22, completa um ano dos episódios que colocaram a carreira política de Jair Júnior (sem partido) em desgraça. Era sábado, 22 de março do ano passado quando ele foi preso, acusado de violência doméstica contra a então namorada.

O episódio virou processo, ele se tornou réu, houve uma audiência de instrução e o caso segue em segredo de justiça com desdobramento possível em 1ª Instância neste ano.

TENTATIVAS DE RETORNO

Porque é pouco provável que uma sentença transite em julgado (vencendo todas as hipóteses de recursos em tribunais superiores) até o término do mandato de vice, Jair Júnior tem se colocado a combater a própria gestão onde ele se elegeu. Ele teria profunda mágoa da prefeita Carmen Zanotto, por causa da exoneração lhe imposta na Semasa (era o secretário) e o isolamento em relação à gestão, depois do ocorrido entre a noite da sexta e madrugada de sábado, daqueles dias 21 e 22 de março do ano passado. Entretanto, sua até então colega de chapa não teria alternativa diferente. Como uma defensora ferrenha dos direitos das mulheres conviveria em um ambiente de trabalho com alguém acusado de violência doméstica?

ESPERNEIOS NO TRECHO

A postura de Jair Júnior tem sido bipolar. Ora desaparece das redes sociais, do cenário e do comentário, ora se coloca a provocar aqueles que assumiram com ele na equipe de Carmen Zanotto. O alvo principal tem sido o secretário Coronel Cleber Machado. Jair fez duas incursões à Secretaria de Obras. Na primeira vez, o secretário o ignorou por causa de uma agenda com a prefeita. Nesta semana não chegou a ser ignorado, mas foi tratado com certa indiferença pelo gestor da infraestrutura da cidade.

Há um ano e meio, a fotomontagem acima era peça de campanha, vendendo uma parceria de longa duração entre as lideranças do cenário. Há quase 12 meses, um deslize (o termo deveria ser outro), retira o vice do convívio com os seus e, a partir de então, ele tenta, sem sucesso ser voz em um contexto que ninguém quer ouví-lo e, o pior, ninguém quer estar por perto dele.

A reportagem do episódio no G1 printada acima está aqui!

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