Geral

Topázio Neto circula na Serra

PIVÔ DA CRISE NO PSD, O PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS APROVEITOU O FINAL DE SEMANA PARA CIRCULAR EM SÃO JOAQUIM

Apontado pelo pré-candidato a governador de Santa Catarina, João Rodrigues, como o infiel da balanço em seu projeto no pleito deste ano, Topázio Neto subiu a Serra. Ele que já manteve estreitas relações com a região pelos empreendimentos que possuía no passado em Lages (Flex), esteve em São Joaquim. O município é o principal roteiro (há outros) da Vindima 2026 e Topázio aproveitou para visitar a Vinícola Villa Francioni, prestigiando a exposição Tapetes de Procissão, da artista visual Beatriz Harger.

As conselheiras da Villa Francioni Daniela Borges de Freitas (presidente) e Adriana Borges de Freitas (ambas mais à direita) e Topázio Neto (esquerda) na abertura da exposição de Beatriz Harger.

Fotos: Divulgação Villa Francioni

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Qual percentual do ‘bolsa’ em Lages?

MAIOR CIDADE DA SERRA CATARINENSE MANTÉM PERCENTUAIS DE ACESSO AO BOLSA FAMÍLIA PRÓXIMOS À REALIDADE DE SC

A média nacional de acesso a programas sociais como o Bolsa Família é de consideráveis 18,7% da população. Santa Catarina tem um índice quatro vezes menor com 4,4%. E porque há uma informação ou outra desencontrada, a Assessora Parlamentar Cláudia Bratti (que inclusive concorreu à prefeita em 2024 pelo PT) compartilha com setores da imprensa paroquiana os dados técnicos e reais sobre o acesso ao benefício em Lages. Tais dados estariam longe de discursos que apontam 40.000 pessoas vivendo do Bolsa Família em Lages. Os números na cidade se aproximam percentualmente da realidade em SC.

R$ 5,7 MILHÕES DE ‘BOLSA’

De acordo com os dados consolidados (e compartilhados por Cláudia Bratti), considerando números oficiais do Governo Federal, Lages tem 8.200 famílias acessando o Bolsa Família com valor mensal médio de R$ 703,00. Isso permite um aporte perto de R$ 6 milhões mensais de ajuda urgente e emergencial às famílias que necessitam.

E…

Se pegarmos os 172.458 habitantes estimados pelo IBGE ano passado, significa que há 4,8% da população lageana acessando o referido benefício. Se fosse 40.000 famílias, estaríamos convivendo com uma realidade de quase a metade da população ‘sustentada’ pelo Bolsa, em percentuais bem acima da média nacional. Entendamos ainda que R$ 703,00 mensais não se constitui um montante para resolver a vida de uma família, mas representa uma ajuda emergencial para garantir o básico do básico, que é a alimentação.

Cláudia Bratti compartilhou o print acima com extrato de fevereiro e evidencia que Lages registra cerca de 2 mil famílias a menos acessando o Bolsa Família em comparação com os anos de 2022 e 2023

O objetivo da exteriorização dos dados por Cláudia Bratti é desmistificar o discurso de que ‘o lageano está encostado nos programas sociais’. Os índices daqui se constituem a média do Estado e estão absolutamente abaixo de percentuais médios no País. E a ideia é inclusão àqueles que preenchem o perfil e podem ser beneficiados com a mão amiga do Estado, conforme preconizam os programas sociais.

Aqui o somatório de valores de programas diversos, incluindo seguro-desemprego e benefícios da Previdência, dos útimos quatro anos e alguns já de 2026.

CURIOSIDADE

Somente de recursos previdenciários (aposentadorias e pensões), via INSS, Lages deverá fechar neste ano com um montante de R$ 1 bilhão. Significa que gera para a cidade, desses benefícios o equivalente à arrecadação anual da prefeitura.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Pecuária dá leve reagida na Serra

PREÇO DO TERNEIRO ULTRAPASSA OS R$ 16,00 O KG E CORRIGE UM POUCO A GRANDE DEFASAGEM NA VENDA DE GADO

Faz pelo menos meia década que o preço da carne dispara no mercado e o gado segue patinando na hora da venda. Os valores praticados nos últimos anos mantêm uma defasagem histórica ao ponto que aquilo que se paga atualmente, deveriam ser referência de preços nos tempos da pandemia. Mas há de se registrar uma reagida discreta, como aponta os preços finais da Feira do Gado Geral de Painel, município distante 20 km de Lages. Os preços balizam negociações na propriedade e referenciam outras feiras do gênero na Serra Catarinense.

Com peso médio próximo aos 200 kg (porque a retirada da propriedade ocorre agora ‘no cedo’), o terneiro chegou à média de R$ 16,62 o kg. Não é ainda um valor robusto, considerando os gastos com insumo na propriedade (medicamentos, por exemplo), mas orienta uma reação no setor. As terneiras se aproximam dos R$ 16,00 o kg porque há muita gente fazendo reposição do plantel, visto que até as matrizes foram descartadas (vendidas) nos últimos anos.

FEIRA EM LAGES

Depois de Painel, Lages realiza a sua Feira do Gado, na retomada dos negócios neste ano, nesta segunda-feira, 16. É outro momento oportuno para verificar a tendência de mercado, considerando que estamos falado do gado geral e não de raças especiais, com genética diferenciada, cujo preço está em outro patamar. A feira de Lages inicia na boca da noite desta segunda-feira e, além de presencialmente no parque Conta Dinheiro, pode ser acompanhada em transmissões online.

Muitos animais são leiloados em lotes e, no caso desse iniciativas como o Sindicato Rural de Lages, também há opção de financiamento.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

PSD expulsa ou não Topázio?

PRESIDENTE DA SIGLA APONTA QUE REUNIÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA, 16, DO DIRETÓRIO ESTADUAL DEFINIRÁ O FUTURO DO PREFEITO DA CAPITAL

A informação oficial do PSD é de que: “A Executiva Estadual vai se reunir na próxima segunda-feira (16) para discutir a abertura de um processo administrativo contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por infidelidade partidária”. E o presidente da sigla, Eron Giordani, prega que:

“Estando no PSD, estará com o projeto liderado pelo prefeito João Rodrigues, que será o nosso candidato a governador. E terá liberdade para fazer as composições que desejar, com os partidos que desejar e as personalidades políticas que desejar para fazer parte da sua chapa”.

Eron Giordani, preside o PSD e acena apoio incondicional a João Rodrigues, inclusive com caça às bruxas aos considerados infiéis, partidariamente falando, que é o caso do prefeito de Floripa que declarou estar com Jorginho Mello no projeto de reeleição em qualquer circunstância.

Compartilhe
Continue Reading
Geral

Estiagem: A Serra pede água

REGIÃO DOS LAGOS TEM MUNICÍPIOS EM ESTADO DE EMERGÊNCIA E RIOS COMO O PELOTAS CONFIRMAM A FALTA DE CHUVA

Dando um pulo no território gaúcho foi possível conferir in loco a situação do Rio das Antas onde a água como desapareceu, permanecendo um fio seguindo o leito, onde antes havia água em abundância. Na divisa dos dois Estados não é diferente. O Rio Pelotas de manancial inigualável, gerando energia e seu leito transbordando água, está irreconhecível. O próprio jornalista Pablo Gomes, ao fazer o trajeto entre Lages e Porto Alegre se surpreendeu e fez os registros abaixo:

Ainda tempos água no Pelotão, mas é um cenário bem diferente da realidade em tempos de normalidade no rio que gera energia em usinas como Barra Grande entre Pinhal da Serra (RS) e Anita Garibaldi (SC)

As carcaças da antiga ponte derrubada no passado por uma enchente, começam a aparecer, devido a redução no volume de água

EMERGÊNCIA NA REGIÃO DOS LAGOS

O primeiro município a decretar emergência devido à estiagem foi Celso Ramos. Depois Cerro Negro, Anita Garibaldi, Capão Alto, Campo Belo do Sul e Vargem seguiram o mesmo caminho. A razão decorre da falta de chuva regular desde dezembro. “Estamos desde o começo de janeiro sem chuva que acumule”, confirmou o prefeito Célio Pereira (Campo Belo do Sul). Dados do começo de março apontam 37% de perda nas lavouras de milho e 40% de redução no feijão. E metade da soja plantada em Campo Belo do Sul foi perdida devido à falta de chuva. Isso somado rompe os R$ 45 milhões de prejuízos.

Cerro Negro tem perdas contabilizadas que superam os R$ 30 milhões. Significa que o prejuízo na área rural é maior que o orçamento anual do município.

Fotos: Pablo Gomes (Rio Pelotas) e MSM Imagens Aéreas (Cerro Negro)

Compartilhe
Continue Reading
Geral

‘Tempos difíceis’: Conselhão em Lages

GRUPO COM REPRESENTANTES DOS ENTES LIGADOS À SEGURANÇA PARTICIPOU DE REUNIÃO CHAMADA PELA PREFEITA CARMEN ZANOTTO

Do representante do Exército Brasileiro ao gestor da PRF na Serra Catarinense, a prefeita Carmen Zanotto colocou em prática a ideia do decreto assinado no antepenúltimo dia do ano passado, criando o Conselho de Segurança Pública e Defesa Social de Lages.

O grupo integrado pelas forças de segurança e representantes de instituições (como o 1º Batalhão Ferroviário), não tem poder de execução coletiva, mas de consultoria e sugestão à prefeita Carmen Zanotto.

ASSUNTOS ABRANGENTES

Há temas colocados na pauta em que a prefeita Carmen Zanotto não tem nenhum poder de decisão e execução. Mas que, como líder da maior cidade da Serra Catarinense, pode pleitear e sugerir. É o caso de melhorias nas rodovias BR-116 e 282, cujo tema integrou a pauta da primeira reunião do Conselhão. Embora importante e necessário, o assunto das rodovias, entende-se que é até menos prioritário que gargalos locais do cotidiano como a questão de moradores de rua, furtos e outras pautas que angustiam o lageano.

Ao lado da Delegada Regional da Polícia Civil, Luciana Rodermel (que só não integra a administração municipal porque prioriza a carreira), a prefeita Carmen Zanotto expôs aos entes participantes da reunião as preocupações, inclusive diante de realidades que ela se sente impotente para dar resolutividade e chama o Conselho de Segurança para um debate técnico e de tentativa de encaminhamentos mais práticos.

MAIOR PROBLEMA DA SEGURANÇA EM LAGES

Embora esse fórum de discussão seja fundamental, o maior problema da segurança em Lages está relacionado ao baixo efetivo das instituições e corporações. A população de Lages aumentou, ao passo que o efetivo da PM diminuiu. O número de agentes de trânsito é insuficiente, sendo que em um comparativo com uma cidade como Vacaria (ali tem Guarda Municipal), Lages precisaria triplicar o número de agentes. Os Bombeiros precisaram também ser em maior número e a própria PRF tem quadro efetivo bem abaixo do necessário.

Apesar desses gargalos de pessoal, as estruturas de segurança procuram executar suas funções institucionais. E nesse contexto, o Conselhão serve como um espaço de discussão coletiva para tentar apontar rumos para tornar Lages mais segura. “Somos o maior município em extensão territorial de Santa Catarina e precisamos pensar a segurança de forma ampla, tanto na área urbana quanto rural”, sinalizou a prefeita durante a discussão com o grupo.

Fotos: Lucas Centenaro – PML

Compartilhe
Continue Reading