NÃO HÁ QUALQUER COGITAÇÃO – E NEM HAVERÁ – SOBRE ENTREGA DO CARGO AO VICE NA MAIOR CIDADE DA SERRA
Campo Belo do Sul já teve o vice como interino, quando Ademir da Guia Martins (esquerda) assumiu por 15 dias, no mês de setembro, substituindo Célio Pereira (PSD). A situação se repete agora em Otacílio Costa e Correia Pinto com os titulares entregando as gestões aos colegas de chapa. Mas em Lages não irá acontecer ascenção do vice à titularidade para que a prefeita Carmen Zanotto tome um fôlego.
E…
Carmen Zanotto, inclusive, já foi convidada para viagens internacionais no ano de 2025, até mesmo com o governador Jorginho, mas declinou de se ausenter do País. Isso exatamente para não ter que transmitir o cargo ao vice, Jair Júnior. As razões do grupe à função, as circunstâncias relacionadas ao comportamento do vice no ano passado explicam.
O vice-prefeito de Lages está na função, mais ou menos, como aponta o registro que ele mesmo fez no passado: Calado e imobilizado. Passou a ser apenas uma ‘peça decorativa’ na estrutura administrativa. Pelo menos, por enquanto!
A TERCEIRA E A QUARTA MAIOR CIDADE DA SERRA CATARINENSE TÊM TROCA DE PREFEITO EM JANEIRO
Desde a virada do ano o município de Correia Pinto está sendo administrado pelo União Brasil, através do prefeito em exercício Casimiro Reuter.
Casimiro é lageano, aposentado, já foi vice-prefeito e está prestes a completar 72 anos.
E…
Se a quarta maior cidade da Serra Catarinense terá um prefeito interino durante todo o mês de janeiro, a terceira passou para o comando do Partido Liberal. Trata-se do empresário Leonir Ribeiro da Silva que substitui desde a segunda-feira, 05, o titular em Otacílio Costa. Fabiano Baldessar (MDB) fez a transmissão de cargo, retornando à função no dia 26 de janeiro.
Leonir que retornou ao PL depois de um período curto no Cidadania e se constitui no nome da ‘situação’ para concorrer na próxima eleição, substituindo o próprio Baldessar na função de prefeito
Quem subiu a Serra para acompanhar a chegada do PL ao comando da prefeitura de Otacílio Costa foi a deputada Federal Júlia Zanatta que, no registro aparece entre Baldessar e o interino Leonir Ribeiro da Silve a ainda o presidente da Câmara, Luiz Carlos Oliveira (Luizinho) e outros integrantes do legislativo
BUROCRACIA É ENORME ATÉ QUE A PREFEITURA CONSIGA REVERTER ÁREAS DOADAS A TÍTULO DE INCENTIVO FISCAL
Há uma boa quantia de áreas que foram doadas ao longo do tempo para empresas instalarem unidades em Lages. Constitui-se uma das políticas de incentivos ao incremento do setor produtivo no município, com retorno em forma de geração de empregos e movimentação econômica. O problema reside no fato de que muitas empresas que são beneficiadas pelos incentivos (como doação de área), não consolidam os investimentos prospectados. E o caminho a ser percorrido pelo poder público até a reversão da doação é longo e burocrático.
EXEMPLO NESSE SENTIDO
Remete ao dia do aniversário de Lages (22 de novembro) de 2007 quando o então prefeito Renatinho assinou o decreto 8929/2007 concedendo a uma empresa do ramo de combustíveis, uma área de 5.934,19m². No dia 14 de novembro de 2017 – 10 anos depois da doação da área – foi instaurada através de Portaria 2103/2017 um processo administrativo para reverter a concessão, visto ter sido apurado o não cumprimento da legislação de incentivo pela empresa beneficiada.
DEZOITO ANOS DEPOIS
Na véspera de completar 18 anos daquela assinatura do saudoso prefeito Renatinho, no dia 21 de movembro do ano passado, a prefeita Carmen Zanotto assinou o decreto 23.076/25. No documento ela aponta que “fica revogado em todos os seus termos e efeitos o Decreto nº 8.929 de 22 de novembro de 2007, que concedeu incentivos econômicos e fiscais à empresa, constituindo-se a doação de uma área de terras medindo 5.934,19m²”. Um mês depois, no dia 22 de dezembro, a Auditora Milene Borges Zanette da prefeitura de Lages, fez publicar tudo o que foi decidido para dar ciência pública sobre o tema.
Significa que, em tese, a área de 5.934,19m² foi revertida ao município para que o secretário Joel Mello Júnior (Indústria, Comércio e Inovação), possa buscar outra empresa interessada em usufruir do benefício. Há outros processos nessa linha de reversão de área doada, mas o protocolo é longo e demorado.
ATO ACONTECERÁ NA ÚLTIMA SEMANA DE JANEIRO COM A PRESENÇA DE LIDERANÇAS NACIONAIS
O fato lamentável daquele final de outubro quando Carmen Zanotto estava para descer a Florianópolis e o secretário Evandro Frigo faleceu, adiou seu embarque oficial no Republicanos. Não faria sentido perder um integrante da equipe e manter a agenda política. Daí o adiamento. Mas o deputado paulista Marcos Pereira, que preside o Republicanos no Brasil, mandou o recado: quer estar presente na assinatura de filiação da prefeita lageana na sigla. Daí que essa agenda está prevista para a última semana de janeiro em Florianópolis.
O Republicanos será um puxadinho para dar sustentação ao projeto de reeleição do governador Jorginho que, no evento de 27 de outubro, integrou-se ao ritual de filiação de novas lideranças, exceto Carmen Zanotto que embarca na sigla neste mês de janeiro com a presença do presidente nacional da sigla, deputado Marcos Pereira (SP)
COMANDO DO REPUBLICANOS
É verdade que o Republicanos tem planos para o pós-eleição que nem a própria Carmen Zanotto sabe, mas até a disputa eleitoral de outubro e alguns meses depois, quem comandará a sigla no Estado será a própria prefeita de Lages. Conforme antecipado lá em outubro, esse embarque na nova sigla ocorrerá de forma solitária por Carmen Zanotto, em relação ao seu pequeno grupo político em Lages. A maioria seguirá no Cidadania, acompanhando os vereadores que não podem deixar o partido sob pena de incorrer em infidelidade partidária.
O Republicanos que não é direita e nem esquerda, posicionando-se com sigla como PSD e MDB na condição de Centrão, onde está inclusive o governador paulista Tarcísio Gomes de Freitas
MAIOR CIDADE DA SERRA CATARINENSE TEM DOIS, TALVEZ TRÊS NOMES POTENCIAIS A ESTADUAL E… SÓ
Naquela contagem regressiva do processo eleitoral, estamos a dois meses da abertura da chamada janelinha – período entre 4 de março e 3 de abril em que parlamentares podem trocar de sigla sem incorrer em infidelidade partidária. E uma dúvida deve exigir habilidade para jogo de xadrez do deputado Lucas Neves. Ele buscará a reeleição – já se posicionou como pré-candidato nesse sentido – pelo Podemos, a sigla que integra, ou se filiar no Republicanos? Como a decisão cabe a ele mesmo, Lucas deve estar lendo cenários e avaliando o rumo, em decisão a ser tomada até os primeiros dias de abril.
Lucas Neves terá que analisar o cenário e ver onde conseguiria uma reeleição menos difícil: Se no Podemos, que sofre certo esvaziamento ou no Republicanos que tende a ter ‘congestionamento’ de nomes para a disputa à Alesc
DOIS PRÉS A ESTADUAL
O único cenário mais claro de Lages é os dois atuais Estaduais na cruzada para se manter na Alesc. Efetivamente, embora apareça um ou outro nome tentando se cacifar, com viabilidade eleitoral, inclusive votos além das fronteiras lageanas, somente Marcius Machado e Lucas Neves. Há um terceiro nome que corre por fora, inclusive praticando gestos de posicionamento, que é o caso de Elizeu Matos (MDB).
O ano eleitoral começa, nessa contagem regressiva de nove meses para irmos às urnas, sem novidades na disputa, considerando nomes a Estadual com viabilidade: Elizeu, Marcius e Lucas são as pré-candidaturas postas. Mas Lucas terá que tomar uma decisão até os primeiros dias de abril sobre a sigla pela qual disputará o pleito.
ENTENDAMOS QUE…
Outras siglas têm e irão colocar nomes à disputa por Lages. Do PT ao PP, talvez o União Brasil e muito provável o PSD. Mas não há nenhum nome nos partidos com estrutura na paróquia com viabilidade eleitoral para somar entre 30.000 e 40.000 votos, quantitativo necessário para se eleger ou ficar nas suplências que dão acesso à vaga.
EM 12 MESES O SETOR QUE MAIS DEMITIU EM LAGES FOI A INDÚSTRIA: 568 VAGAS FECHADAS. E O SETOR DE SERVIÇOS CRIOU 763VAGAS EM UM ANO
É preciso aguardar os números do CAGED no final de janeiro, sobre os dados de dezembro de 2025, para fechar o balanço dos 12 meses do ano passado. Entretanto, mesmo considerando os dados de dezembro de 2024 quando ocorreram 724 desligamentos a mais que contratações e os números ruins do quadrimestre maio a agosto, Lages contratou mais que demitiu no intervalo de 12 meses.
ASSIM
Em números absolutos foram sete meses (nos últimos 12) com mais contratações que demissões, somando 1.684 vagas geradas. No mesmo período de um ano houve mais demissões que contratações em 5 meses, com 1.351 vagas fechadas. No encontro dos meses com saldos positivos e negativos, temos 333 vagas geradas a mais que as demissões no período de dezembro de 2024 a novembro de 2025. A realidade é a seguinte:
Dezembro 2024: – 724 vagas
Janeiro 2025: + 286 vagas
Fevereiro: + 706 vagas
Março: + 344 vagas
Abril: = + 108 vagas
Maio: – 41 vagas
Junho: – 184 vagas
Julho: – 402 vagas
Agosto: – 216 vagas
Setembro: + 27 vagas
Outubro: + 177 vagas
Novembro: + 36 vagas
Um retrato do ano de 1975 para ilustrar a informação da geração de empregos em Lages. Entre o registro acima e os dias de agora lá se vai meio século de transformações. Acima a rua Marechal Deodoro que, atualmente, é o Calçadão Túlio Fiúza.
A indústria em Lages fechou no intervalo de 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025) um total de 568 vagas de trabalho. Esse dado se chega considerando a diferença entre contratações e demissões ao longo do período.
O setor de serviços, incluindo aqui tecnologia e inovação, áreas da saúde e ensino em geral, responde por um dado absolutamente positivo. Foram geradas 763 vagas de trabalho a mais que as demissões no intervalo de 12 meses.
O comércio manteve a empregabilidade, mas sem agregar, apesar de novas estruturas de varejo que foram inauguradas. Foram apenas 33 vagas de empregos geradas no intervalo de 1 ano. Enquanto a construção civil demitiu mais que contratou e o agronegócio (agricultura e pecuária) manteve o quadro de pessoal sem grande oscilação em contratações e demissões.
O EXPLENDOR DO RIO URUGUAI FAZENDO DIVISAS ENTRE SANTA CATARINA E O TERRITÓRIO GAÚCHO
Essa imagem é da UFRGS e se constitui um retrato didático do encontro dos rios Uruguai (acima onde na parte superior direita é SC) e os rios Passo Fundo (esquerda) e Lageado Grande (direita). Essa região é chamada Goio-Ên e a imagem destaca territórios de municípios como Nonoai (RS) e Chapecó (SC).
Nesse outro registro estamos em Nonoai/RS e, atravessando a ponte, chega-se em Chapecó/SC
ÁGUAS QUE PASSAM PELA SERRA DE SC
De se observar que o Rio Uruguai desemboca no Rio da Plata e no lado gaúcho tem afluentes como o Passo Fundo, Várzea, Ijuí, Piratini, Ibicuí e Quaraí. Ele não possuí uma nascente, constituindo-se a partir da junção dos rios Canoas (que nasce perto da Serra do Corvo Branco em Urubici) e rio Pelotas (cuja nascente reporta às quebradas para os lados de Bom Jardim da Serra). Significa que o rio Uruguai, que se torna esse gigante até chegar nas águas do Plata, resulta das águas das ‘geleiras’ da Serra Catarinense.
Aqui está o chamado ‘marco zero’ do Rio Uruguai na chegada dos rios Pelotas e Canoas, com a ponte da BR-470 ao fundo e a identificação dos municípios nos três lados do manancial de água.