PRODUÇÃO CAIU 20% POR CAUSA DE FATORES CLIMÁTICOS. MAS ABPM PREVÊ RECUPERAÇÃO NESTA SAFRA
Está em fase final o processo de poda nos pomares de maçã na Serra Catarinense. Depois dessa etapa, ocorre uma sequência de ‘tratamentos’ para a quebra da dormência, antecipando o raleio (retirada do excesso de fruto). Tudo dentro de uma cadeia de ações para que a safra seja satisfatória. O frio robusto deste inverno e a sequência normal de chuva apontam para uma bo safra de maçã a ser colhida entre fevereiro e abril de 2026. A expectativa é de que se volte a colher quantitativos hsitóricos, na faixa de 1.100.000 toneladas da fruta no Brasil. As duas últimas safras apontou cerca de 850.000 toneladas de maçã, sendo que metade disso somente no município de São Joaquim.
REALIDADE DE 2025 E 2026
Moisés de Albuquerque é Diretor Executivo da ABPM – Associação Brasileira dos Produtores de Maçã – e, falando ao Agro Estadão, ele confirma que “o cenário atual, no que diz respeito ao clima, neste ano, é mais favorável”. Para atingir o pleno potencial, a cultura da maçã exige entre 400 e 600 horas de frio ao longo do inverno. “O inverno de 2025 trouxe um frio de muita qualidade. Esse é o principal fator que determina a quantidade e a qualidade da fruta. Nossa expectativa é retomar a média de produção na faixa de 1,1 milhão de toneladas no próximo ano”.
OUTROS DADOS SAS SAFRAS
Nos últimos dez anos, a produção brasileira variou entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas. O potencial produtivo, porém, chega a 1,3 milhão, de acordo com Albuquerque. O desempenho não se confirmou nas últimas três safras, que foram marcadas por excesso de chuvas e insuficiência de frio. “Nós caímos para a faixa de 850 mil toneladas. Foi uma queda de 20% a 25% em relação ao potencial produtivo, principalmente por conta do excesso de chuva na primavera de 2023, que coincidiu com a florada e prejudicou também a safra seguinte”, afirmou Albuquerque.
As últimas duas safras foram razoáveis, com queda na produção especialmente da variedade Fuji devido ao calor de maio a julho do ano passado. A variedade Gala (foto) não foi tão afetada pelo clima ano passado, mas a próxima safra tende a ser mais robusta.
SAFRA MAIOR, MAS NÃO MUITO
Interessante que os fruticultores torcem pelos fatores climáticos para terem uma safra mais robusta (qualidade e quantidade). Entretanto, a chamada supersafra também não é interessante porque o preço cai muito. Daí que se a produção nacional ficar na faixa de 1.000.000 toneladas atende a necessidade do mercado, sem reduzir muito o preço da venda.
O conteúdo tem informações do Agro Estadão cuja notícia completa você acessa aqui.



