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Carmen: Pressão por segurança

ENQUANTO O FURTOS ESTAVAM NOS BAIRROS O ASSUNTO ERA TRATADO MAIS NO NOTICIÁRIO POLICIAL. PORÉM…

DADOS – Lages registrou na média 2,06 furtos por dia no ano de 2023. Subiu levemente para a média de 2,09 furtos por dia ano passado. Dos 255 dias de 2025 (até 12 de setembro), foram 605 registros de furto, com uma média de 2,37 furtos diariamente. Ou seja, não há alteração robusta dos índices da referida ocorrência em Lages.

MAS…

O problema é que, enquanto os registros ocorriam nos bairros ou de forma mais isolada, o assunto era exteriorizado mais no noticiário policial. Entretanto, nesta virada de agosto para setembro, estabelecimentos como a Kopenhagen e outros do Centro passaram a ser mais visados pelos ladrões. A própria PM informou sobre essa ocorrência de furto na referida franquia de chocolate em Lages.

CONSEQUÊNCIA DISSO

Porque as queixas dos comerciantes chegaram à prefeita Carmen Zanotto, ela tratou de se mobilizar e mobilizar também as forças de segurança. A prefeita chamou o Comando da PM, a Delegada Regional da Polícia Civil e outras instituições. A informação oficial aponta como objetivo da reunião “alinhamentos a respeito de caminhos para a busca de soluções efetivas de combate a crimes de furtos e roubos e a responsabilização de infratores, além da intensificação das rondas e atuação policial”.

A SOLUÇÃO É HUMANA

A insegurança em Lages – assim como em todo o País – tem como premissa para combate, o aumento de efetivo. E isso vale para a Polícia Militar e, em âmbito de município, para a própria estrutura de segurança da prefeitura. Não há milagre e não tem tecnologia ou inovação (câmeras) que resolvam quando se precisa de gente para operar (os equipamentos) e mais gente na rua.

INCLUSIVE

O Governo do Estado até tem boa vontade e vem atualizando (de forma acanhada) o contingente policial (PM). Mas se chegam 20 para reforçar o efetivo, outros 30 deixam a corporação principalmente por aposentadorias. Portanto, o baixo contingente não é culpa da PM, mas questão de gestão de Governo. E sem uma solução efetiva nessa linha (de aumento de efetivo), qualquer reunião para debater ao tema não vai chegar longe.

Reunião para “alinhamentos a respeito de caminhos para a busca de soluções efetivas”. É mais uma pauta para responder pressão em busca de mais segurança, que solução propriamente dita

SOLUÇÃO DA PREFEITURA

Vacaria tem quase 1/3 da população de Lages (são 65 mil habitantes na cidade gaúcha), e ali do outro lado do Rio Pelotas, a cidade conta com uma Guarda Municipal estruturada há mais de 3 décadas (foi implantada em 1993). Temos modelos de reforço de segurança com essa força de segurana (a Guarda Municipal) em várias cidades catarinenses também.

PORÉM…

Aqui em Lages há resistência na implementação dessa alternativa de reforço de segurança. Trata-se de uma estrutura que praticamente se paga pelos serviços que executa e pelos recursos federais que são aportados. Logo, com o contingente da PM cada vez mais discreto (por circunstâncias compreensíveis), a resposta que Lages deveria dar é implementar uma Guarda Municipal. Sem uma providência prática nessa linha, as reuniões para discutir furtoS vão ficar sempre no discurso do “alinhamentos a respeito de caminhos para a busca de soluções efetivas”.

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