JAIR JÚNIOR TENTA PROTAGONIZAR O AINDA ESTOU AQUI E MÚSICA DO CAZUZA COMBINA MAIS COM ELE
Nenhuma guarânia, rancheira ou milonga combina mais com o status quo do homem que os lageanos escolheram como vice-prefeito que a cantoria de Cazuza na obra O Tempo Não Pára. Isso considerando seus disparos contra si próprio (porque a gestão é dele também) e seus pares e ímpares no contexto do poder do Paço:
“Disparo contra o sol, sou forte e sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas…
Eu sou um cara
(…)
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada (sic!)
Eu sou mais um cara
(…)
Mas se você achar que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
(…)
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta”.
BAIXA A MÚSICA E…
…Entra em cena o vice-prefeito Jair Júnior. Aliás, ele tenta entrar em cena. Foi assim no ôde ao pacote de ações anunciado pela colega de chapa, a prefeita Carmen Zanotto. Mas os trocentos milhões anunciados para a infraestrutura não o agradaram. Jair Júnior foi para as redes dizer que não foi isso que ele e Carmen prometeram na campanha (no caso, as obras que beneficiam empresas de Lages). O prometido foram rios de leite e montanhas de cuscuz nos bairros, nos bairros!
Inclusive, Jair Júnior fez sua primeira aparição em uma agenda da prefeitura (o pacote de R$ 22 milhões na Acil) e reclamou que nem foi citado. Na verdade, foi tratado como criança encocozada que se evita chegar perto.
JAIR, O MATEUS DE LAGES
Politicamente falando, “quem pariu Mateus que o embale”. O ditado significa que a pessoa que criou uma situação, problema ou tem responsabilidade por algo, deve ser a responsável por arcar com suas consequências e cuidar do assunto. Assim, que a prefeita e seu grupo político, administrem a situação posta, porque, como diz outra música de Cazuza, mentiram sinceras interessam. Interessam inclusive ao vice, o maior abandonado em pleno mandato que vive de pequenas poções de ilusão!

