PREÇO CAIU A R$ 1,80 O LITRO EM OUTUBRO E HOUVE REDUÇÃO DE 10% NA PRODUÇÃO NO ESTADO
O preço pago ao produtor despencou de cerca de R$ 2,40 para menos de R$ 1,80 por litro no mês de outubro. Quem atua na atividade leiteira, inclusive aqui na Serra Catarinense, não está vendo cenário positivo no mercado a curto prazo. O assunto foi pauta de uma audiência pública na Alesc. Os relatos são desanimadores. A importação do leite em pó é um dos problemas que amplia estoques e força a que de preços.
CENÁRIO DA CRISE
O presidente do Sindileite, Selvino Giesel, alertou que o setor leiteiro brasileiro enfrenta uma tempestade perfeita, marcada por uma combinação de fatores que têm gerado forte crise econômica para produtores e indústrias. Segundo ele, houve um aumento da produção de leite em todo o país, impulsionado pela melhora das condições registradas no ano passado. No entanto, o consumo interno está em queda e deve reduzir ainda mais até o fim do ano, período em que historicamente há menor demanda por produtos lácteos.
E MAIS…
“Atualmente, 80% dos produtos lácteos são comprados por famílias com renda de até R$ 3,5 mil por mês. Isso mostra a dificuldade que a população está enfrentando, o que se reflete diretamente nas vendas”. De acordo com Giesel, tanto os produtores quanto as indústrias estão operando com prejuízo. “Hoje, o leite UHT gera cerca de R$ 0,35 de prejuízo por litro produzido. Os estoques estão altos, há pressão para vender mais barato e, mesmo assim, o preço ao consumidor final não reflete as quedas impostas ao produtor e às indústrias”.
Deputado Altair Silva (PP) liderou discussão em audiência pública na Alesc em busca de alternativa aos produtores de leite de SC

