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Fatos: Colombo, Jorginho e porcos

A DIFERENÇA NO ESTILO DE ATUAÇÃO ENTRE OS GOVERNADORES EM RELAÇÃO ÀQUELES QUE PODEM AJUDAR NO PROJETO POLÍTICO

Há várias histórias relacionadas ao tratamento dado pelo então governador Raimundo Colombo a prefeitos. E isso evidencia a diferença de tratamento dele às lideranças e o jeitão de Jorginho Mello. Uma dessas histórias é contada por um prefeito serrano da década passada. Conhecido de Colombo de outras lidas, ao encontrar o governador, tentou despachar uma demanda nas correrias de agenda. O próprio ex-governador o aconselhou:

– Vai lá no Centro Administrativo que a gente senta e, com calma, analisa isso!

Sugestão feita e na segunda-feira daquela pós-agenda, o prefeito amanheceu em Florianópolis. Chegou e foi direto para o Centro Administrativo onde se apresentou e informou que o governador Colombo havia dito que queria despachar com ele. Ficou a manhã inteira na sala de espera, entrava gente, saia gente e nada. Saiu para almoçar, retornou rápido. Entendendo a correria da agenda do governador, pensou que logo abriria uma brecha e seria chamado.

MAS…

“Lá na metade da tarde apareceu o Lauro (Pruner, que era assessor direto do governador), explicando que Colombo não poderia me receber”, relatou ele. O então prefeito retornou para seu município, mastigando angustia, sem entender porque Colombo o tratara tão bem na agenda na Serra e, na Capital, foi como se ele não existisse.

CORTA PARA 2026

Se prefeitos da década passada passavam por situações como a relatada (e isso não é invenção porque um ex-prefeito não teria porque criar uma história dessas), Jorginho Mello se comporta absolutamente diferente. Tanto que há casos de prefeitos do próprio MDB (vou citar o caso de Lucimar Salmória de Abdon Batista que me disse isso), de que, se o partido não tiver candidato próprio, ele vai trabalhar para pedir votos a Jorginho. O atual governador tem essa cautela de diálogo com os atuais prefeitos e mantém relação com ex-prefeitos, inclusive nomeando alguns para funções.

SOBRE A NOMEAÇÃO DE EX

Tem DNA de liderança de partido que se sentiu escanteado do governo Jorginho, a tarefa de levantar toda a nominata de ex-prefeitos que foram nomeados pelo atual governador. Ele dispara a relação citando João Cidinei (Anita), passando por Fernanda Córdova (Palmeira) e até esquece de Marisa Costa (Urubici). Tratam-se de nomeações que não contém, salvo melhor juízo, qualquer condão de ilegalidade ou imoralidde (visto que as funções comissionadas são de livre nomeação). Mas o fato evidencia o ditado popular, que o então vereador Canônica repetia na Câmara de Lages:

– Política é igual carga de porco. Só reclamam os que estão por baixo!

Jorginho é alvo do fogo quase amigo, ou daqueles que queriam estar com ele e, não estando, combatem-no pelas estratégias que o governador adota no projeto de reeleição

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