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Trânsito: Isso não lembra Lages?

Observando essa fotomontagem na rede social, de imediato relacionamos a paisagem com o comportamento de um ou outro motorista de Lages. Logicamente que não é uma realidade predominante, mas não são raras as posturas de motoristas que deixam o carro, como mostra a imagem, largado, ocupando duas, às vezes, até três vagas.

ASSIM

Não há maldade nessa postura do motorista. É uma desatenção ou talvez indiferença à empatia de dividir espaços, inclusive onde se estaciona. Mereceria uma campanha educativa e de orientação nessa linha, até porque dinheiro tem. Os recursos oriundos de notificações de trânsito devem ser destinados especificamente para sinalização e campanhadas de educação. Deveriam, pelo menos!

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Madeireiros de olho nos EUA

UM DOS SETORES MAIS IMPORTANTES DA ECONOMIA NA SERRA CATARINENSE ATENTO ÀS MEDIDAS DO PRESIDENTE AMERICANO

Um dos destaques do noticiário economico desta semana foi a reunião envolvendo a Fiesc e as Federações da Indústria do Paraná e Rio Grande do Sul. Os dirigentes das principais entidades empresariais dos três Estados do Sul foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Protocolaram um documento junto à Secretária do Comércio Exterior do referido Ministério, Tatiana Lacerda Prazeres. Pediram comprometimento do Governo Federal “com as negociações sobre as taxas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre todos os produtos de base florestal”.

NÚMEROS DE SANTA CATARINA

A medida adotada pelo presidente Trump preocupa o setor de madeira e móveis de Santa Catarina, que exportou US$ 1,55 bilhão em 2024, sendo US$ 765,76 milhões para os Estados Unidos. O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destaca que o segmento é o segundo maior exportador do Estado. “Estamos interagindo com os clientes buscando o melhor encaminhamento possível, mas o apoio do Ministério nas negociações é fundamental pela importância do setor, que é composto por 6 mil indústrias que geram 72 mil empregos em SC. Os EUA são o principal destino de nossos embarques de produtos de madeira”.

As federações industriais também solicitam que o governo brasileiro interceda junto ao norte-americano para descaracterizar as exportações de madeira do Brasil como risco de ameaça à segurança nacional dos EUA.

REFLEXO NA SERRA CATARINENSE

O assunto é acompanhado com atenção por dirigentes de entidades e empresários do setor em Lages e na Serra Catarinense. Há grandes empresas atuando na área de exportação, transportando até 10 carretas (em média 50 toneladas) por dia, a partir da Serra Catarinense, em direção ao porto de Itajaí. A taxação em mais 25% da produção é uma medida que terá de fazer a maior parte dos empresários repensar os negócios.

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Cláudia Bratti rebate Lucas Neves

DEPUTADO TENTA EMPLACAR CRÍTICA AO GOVERNO FEDERAL PARA TER APOIO DO BOLSONARISMO EM SC

A interpretação não é nossa, mas evidencia uma postura exagerada do deputado Lucas Neves em tratar de um assunto que passa longe de seu poder de interferência. Trata-se das críticas aos cortes federais na infraestutura catarinense. Ocorre que o Podemos de Lucas Neves não mantém distância tão considerável do Governo Lula. Mas o parlamentar no âmago de pegar carona no movimento bolsonarista que continuará firme, forte e elegendo na eleição do ano que vem, coloca-se a criticar o Governo Federal. A resolutividade de suas críticas, infelizmente – e que bom se fosse diferente – beira o zero. É que nenhuma fala dele irá alterar a ordem das coisas.

CONTRAPONTO

A conterrânea de Lucas Neves, a advogada Cláudia Bratti, que concorreu à prefeitura de Lages ano passado aponta um comparativo que desmonta a critica do parlamentar. “Em 4 anos, o governo Bolsonaro investiu R$ 1,4 bilhão nas rodovias em Santa Catarina. Em apenas 2 anos, o governo Lula já aportou mais de R$ 2 bilhões. É uma pena que o deputado que se alçou como repórter de notícias caminhe agora pela desinformação (…). Bons políticos não precisam desse expediente”, citou Bratti.

“O que é certo, é certo. Mas inventar é muito feio”. Cita Cláudia Bratti em relação às críticas do governo federal à infraestrutura de SC. É que mesmo comos cortes, o atual governo ainda aporta mais que o dobro da média do governo anterior.

COMPARATIVO

Em números, o governo anterior aportava em média R$ 350 milhões em infraestrutura (rodovias). Agora são mais de R$ 1 bilhão em média por ano. Tanto que o governador do Estado, na época apoiado por Lucas Neves, Carlos Moisés, precisou aportar mais de R$ 400 milhões do Estado nas obras da BR-470.

Lucas que apoiava Moisés, o governador que precisou colocar dinheiro do Estado em obras federais (a BR-470) porque o Governo Federal não aportava

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Amin lidera agenda do PP

SENADOR PASSOU POR LAGES EM ROTEIRO QUE INCLUIU JOAÇABA E CONCÓRDIA PARA PENSAR A EEIÇÃO 2026

Montar uma nominata competitiva e que contemple todo o Estado. Esse é o desafio do Progressistas considerando o convite enviado às lideranças de municípios como Lages, São Joaquim e Curitibanos para um encontro regional. Quem veio a Lages foi o próprio Senador Amin naquela postura de agregar e ampliar a participação do PP no projeto eleitoral de 2026.

Das mãos do advogado Gabriel Antunes, presidente da OAB sebseção de Lages, o Senador Amin recebeu documento de apoio ao PL (projeto de lei) que trata do porte de armas aos advogados. Com eleso progressista e advogado Sandro Anacleto.

Houve tempo para uns dedos de prosa com a ex-colega de Fórum Parlamentar Catarinense, a prefeita Carmen Zanotto e…

Quem também passou no evento do PP somente para cumprimentar o Senador Amin foi o ex-governador Colombo. Aliás, dizem que Colombo tem andado mais faceiro que o normal nos últimos dias. Talvez por causa de notícias políticas de Brasília, talvez por causa de algumas encrencas que gente que o escolheu como desafeto anda enfrentando. Talvez!

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Caso JJ: Vice não deve deixar função

INICIALMENTE JAIR JÚNIOR DECLAROU QUE SE AFASTARIA DAS FUNÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO

Não há fatos diferentes no episódio envolvendo a acusação de agressão do vice-prefeito Jair Júnior contra a ex-namorada, situação que ganhou repercussão até nacional e que causou a exoneração dele da função de diretor presidente da Semasa.

SOBRE A FUNÇÃO DE VICE

Na única manifestação pública de Jair Júnior (Podemos) sobre o assunto, ele disse que:

“Por respeito ao povo lageano e para me dedicar inteiramente à minha defesa e em respeito ao povo lageano, comuniquei à prefeita que irei me afastar de minhas funções na administração”.

Entretanto, segundo informações apuradas, provavelmente a partir de orientação jurídica recebida, Jair Júnior não deverá se afastar formalmente (por escrito) da função device-prefeito. Até a quinta-feira, 27, a prefeitura não havia recebido qualquer comunicado formal sobre o eventual afastamento, embora não haja registro de expediente dele nesta semana no Paço.

ENQUANTO ISSO…

A área jurídica da Câmara de Vereadores concluiu a análise da admissibilidade (ou não) dos dois pedidos de impeachment protocolados contra Jair Júnior, no calor do episódio, em sessão da segunda-feira, 22. Um dos pedidos tem 20 páginas de embasamento, tendo sido apresentado pela eleitora Luciana Capistrano. Na segunda-feira, 31, o presidente do legislativo, Maurício Batalha, tomará a decisão de colocar na pauta para se decidir pela abertura ou não do processo.

Em dando sequência ao trâmite, o presidente Batalha terá que cortar na própria carne, por levar adiante o procedimento contra o colega de Podemos, Jair Júnior.

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Estado de greve e aceno inédito

PELA PRIMEIRA VEZ A PREFEITURA SE DISPÕE A ANALISAR A APLICAÇÃO DE UM PISO MÍNIMO AO FUNCIONALISMO

A prefeitura de Lages – assim como a totalidade das outras prefeituras pelo Brasil – paga mal. E a remuneração é baixa desde as escalas iniciais de funções até para os membros do colegiado. Mas reside entre aqueles que executam as atividades mais básicas (porém, igualmente importantes), o maior achatamento remuneratório. É tanto que a cada reajuste do salário mínimo, os que ganham menos têm base inferior à referência mínima nacional.

SOLUÇÃO PARA ISSO

Veio do SindServ – a entidade que representa os servidores gerais da prefeitura – a proposta de um piso mínimo ao funcionalismo. Pediu-se o valor de R$ 1.730,00 de piso. E ao contrário de gestões anteriores, dessa feita, a possibilidade recebeu eco na administração. A prefeita Carmen Zanotto instituiu uma comissão, inclusive com dois integrantes do SindServ, para analisar a hipótese de estabelecer o referido piso mínimo.

SOBRE A COMISSÃO

O grupo terá 90 dias para apresentar estudo, com número de servidores abrangidos, impacto disso na folha e outras informações que nortearão a decisão da prefeita Carmen Zanotto. É o que se tem de mais concreto para atender essa demanda apresentada pelo SindServ. Reafirme-se que nunca antes um prefeito acenou com essa possibilidade de valorização. Partindo de um piso mínimo, reajustado todo ano com base na inflação, acabará essa coisa de servidor ter base inferior ao salário mínimo.

A portaria e os integrantes que irão avaliar a criação do piso mínimo do funcionalismo municipal. Prefeitos como Ceron, Elizeu, Renatinho, Colombo e os demais não aceneram nesse sentido. A comissão avaliará o assunto com resposta no final do mês de junho.

DECISÃO POR ESTADO DE GREVE

Naquela postura correta de levar o assunto para decidir em assembleia, o SindServ chamou os associados. Esses decidiram por decretar estado de greve. Trata-se de um estágio que reforça insatisfação e coloca em pauta a negociação de forma ininterrupta. É o passo que antecede uma greve.

MAS…

Há também um cunho político na posição do SindServ ao distribuir nota informando que, embora a prefeitura alegue falta de dinheiro para atender a proposta de 12% de reposição (foi dado 6,27%), foram alocados mais de 40 cabos eleitorais na equipe da prefeita. Na verdade, são os comissionados. E esses não somam apenas 40, mas mais de 200. E se constitui um contingente para ajudar na gestão.

O CAMINHO É A GREVE

O Estado de Greve coloca o próprio SindServ em um fundo de guampa. Significa que se não houver nenhum avanço em termos de proposta de reajuste, a greve acontecerá. Mas a prefeitura já informou que não dará mais que os 6,27% que foi aprovado na Câmara de Vereadores nesta semana.

Portanto, é só iniciar a greve. Porque não há aceno da prefeitura em alterar essa realidade de proposta, embora não se retire – em hipótese alguma – o direito dos servidores que ganham tão pouco, de terem um acréscimo em seus vencimentos.

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Festa do Pinhão: Será que será?

PREFEITURA LANÇARÁ NOVA LICITAÇÃO PARA TENTAR ATRAIR EMPRESAS DE PORTE PARA TOCAR O EVENTO

A nova licitação mira encontrar empresas que tenham a experiência de tocar grandes eventos para dar conta daquela que é a maior festa de Lages. A primeira licitação foi longe, mas nenhuma das concorrentes conseguiu se habilitar atendendo os requisitos do edital. Não se sabe se a prefeitura tornará o edital menos exigente, permitindo que empresas ‘menores’ consigam fazer a Festa do Pinhão ou se haverá aposta de que alguma das BIG virá.

SE O VICE NÃO VERSA…

Não sabemos se em tom de brincadeira, mas de fato, considerando as encrencas que Jair Júnior se envolveu com empresas que tocaram a Festa do Pinhão no passado, onde empresários foram chamados de ladrões na Câmara de Vereadores, durante uma sessão que abordou o evento, mas ouvimos uma frase nesta quinta-feira, 27:

– Se o vice não estará apitando nada, podemos pensar em participar!

Retrato da edição de 2023, embora os moços do show acima não devam vir a Lages neste ano, por causa das limitações de agenda

OUTRA DOS BASTIDORES

“Nem que seja a prefeitura que tem que fazer (a festa). Mas vai ter (a festa)”. Ouvimos a respeito sobre a ideia, portanto, de não fazer algo mais modesto em 2025. Se a prefeitura assumir e tocar o evento, é só arrumar um ‘Finisa’ para bancar a festança porque é custo que vai além dos R$ 10 milhões.

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Caso JJ: Diferentes tons na Alesc

MARCIUS FOI FIRME EM SEU POSICIONAMENTO. LUCAS NEVES PREFERIU NEM CITAR O NOME DO VICE-PREFEITO

Não sai do noticiário e tão pouco das rodas de conversa em âmbito de Lages – e além fronteiras – o episódio envolvendo a acusação de agressão que teria sido praticada pelo vice-prefeito, Jair Júnior, agregando delitos como violência doméstica e cárcere privado contra a ex-namorada. No contexto político, envolvendo os dois parlamentares lageanos na Alesc, houve manifestação. Porém, a abordagem foi diferente. Marcius fez um pronunciamento forte, firme e combativo. Lucas Neves não se recolheu do lamento, mas chegou a ler trechos da fala, numa cautela enorme sobre o tema.

MARCIUS EXIGE PROVIDÊNCIAS

“Eu não vi nehuma ação do partido (Podemos), desse individuo, para tirá-lo do partido. Eu vi, sim, várias pessoas indignadas. E eu faço aqui minhas, as palavras do pároco da Catedral, Padre Marcos ‘que seja dada a ampla defesa e o contraditório e o mais rápido possível cassá-lo do cargo público”.

(…)

“Quando Lages é exposta a esse tipo de situação, deixa-nos muito chateados e é muito ruim vir aqui falar sobre esse assunto. Infelizmente aconteceu uma grande tragédia no que tange a questão dos valores, da perseguição, da violência contra a mulher. O vice-prefeito Jair Júnior fez uma atitude lastimável, colocando Lages numa posição que nós não queremos mais (…)”.

“O tempo vai passar e nós vamos tirando o joio do trigo”, citou Marcius numa referência ao vice-prefeito. O parlamentar parabenizou a irmã da vítima que fez a denúncia, apontando que é fundamental quer as mulheres não se calem diante de qualquer violência.

O QUE DISSE LUCAS NEVES

Sem citar o nome do vice, o deputado Lucas Neves optou por uma mensagem mais ampla, citando que episódios como o que teria ocorrido em Lages deve servir para evitar que nossas situações do gênero voltem a acontecer (no futuro):

“Um assunto que constrangeu a todos, envergonhou todos nós que somos lageanos, e que amamos a nossa história, que respeitamos o nosso povo (…). O vice-prefeito está sendo acusado de violência contra a mulher. E eu confesso a vocês que isso me causou dor, espanto e uma tristeza gigantesca, que acabou atingindo muitas pessoas em nossa cidade.

Ninguém imagina que isso possa acontecer, muito menos com alguém próximo da gente. É importante reafirmar a posição contrária da minha pessoa em relação a qualquer tipo de violência, em qualquer circunstância.

Quero manifestar aqui: confio na justiça. E acredito, de verdade, que as investigações vão trazer a verdade à tona. E nós não podemos passar pano..”.

(…)

“E tem ainda as famílias, dos dois lados, que são devastadas por essa exposição toda. É nossa responsabilidade, acolher as vítimas, dar apoio. Fazer com que se sintam seguras, amparadas, ouvidas. Vamos transformar a indignação de hoje que toma conta de todos nós em ação para amanhã. Vamos transformar o lamento de hoje em mudança para o amanhã. Juntos podemos construir um futuro em que a violência seja apenas uma página triste do passado. Elas podem e devem viver com liberdade e segurança”.

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