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Seletiva: 16 da Sapecada da Serra

EMBORA TENHA XOTE, CHAMARRA E CHAMAMÉ, O RITMO MILONGA É QUE PREVALECE ENTRE AS CLASSIFICADAS PARA SUBIR AO PALCO

Naquele universo de mais de 800 composições inscritas, os jurados devidamente selecionados definiram as músicas que participarão da Sapecada da Canção Nativa e a versão catarinense do festival, a Sapecada da Serra. Na versão que a gente chama de nacional, prevaleceu composições de artistas gaúchos. A exceção foi Rafael Puerta de Urubici que fez dueto com o letrista Rafael Miranda Machado de Santo Angelo/RS para a composição Segundo Canto – O Cerco, além de Kiko Goulart que tem parceria do gaúcho da cidade de Rio Grande, Sérgio Carvalho Pereira, para a valsa A Melodia. Tem ainda na ‘Sapecada Nacional’ a dupla lageana Dudi Marafigo (letra) e Gabriel Maculan (música) que irão defender o chamamé Assovio.

AS COMPOSIÇÕES MADE IN SC

E para integrar a seletiva ‘nacional’ outras quatro da 24ª Sapecada da Serra Catarinense serão relacionadas. Para tanto, um total de 16 composições foram selecionadas, ficando da seguinte forma:

NO COLOREAR DA TROPILHA – Milonga com letra de Ramiro Amorin e Mauro Bill Barbosa, sendo musicada por Ygor Borges (todos inscritos por Lages)

COXILHA RICA, CANTO E MEMÓRIA – Um trio do litoral milongou a composição que retrata essa região de Lages. Maurício Coldebella e Rui Alcântara de Liz (ambos de Itajaí) colocaram letra e a música é de Leandro Walteman Cachoeira (Bombinhas)

NO ESTILO DO XOTE – O ritmo da concorrente o próprio título entrega. A letra é de Isadora Martini com música de Itacir Vieira da Silva (ambos de Chapecó)

PRENDINHA – O trio lageano classificou essa chamarra. A letra é de Edvan Luis Ribeiro (Índio Ribeiro) e Jorge Andrei Bondavalli com música do próprio Índio Ribeiro.

CANÇÃO PARA UMA FLOR – A milonga romância tem letra e música do lageano Adilson Rogério de Oliveira.

FUNDO DAS GATEADAS – A chamarra que retrata a lida campeira vem de um duelo do lageano Gabriel Maculan que compôs a música e do letrista Arthur Costa de Almeida (Curitibanos)

O OVEIRO E O CHITA – Ramiro Amorim emplacou na ‘nacional ‘ aqui na Sapecada da Serra. É dele a letra dessa milonga cuja música é do também lageano João Gabriel Rosa

MELODIAS DO PAGO – A milonga tem letra e música de artistas dos dois lados do Rio Caveiras. Do lado de lá, da cidade de Painel, Mauro Bill Barbosa fez a letra para que Ygor Borges de Lages musicasse.

VIDA DE RIO – Outro que emplacou na ‘nacional’ e na Sapecada da Serra é Rafael Puerta. É dele esse chamamé com letra e música de sua autoria.

MILONGA DE SANGUE PARA ERNESTO CANOZZI – O lageano Bruno Fortkamp de Sá escreveu a letra dessa milonga e faz dupla com o manezinho David Toledo lá de Florianópolis que fez a música.

CHACARERA DO FEIO – O ritmo está no nome. A letra e a música são do lageano Kiko Goulart.

PRA CHEGAR NO BODEGÃO – Esse xote retrata uma das paragens da Coxilha Rica com música de Arthur Mattos (Correia Pinto) e letra de Osmar Antonio do Valle Ransolin (Fraiburgo).

POEMA – A milonga tem música de Rafael Puerta (Urubici) e a letra de Arthur Maraccini (Curitibanos)

COMPANHEIRA – O lageano Leandro Sutil fez letra e música para essa chamarra classificada na Sapecada Catarinense

ESSAS COISAS DE PAIXÃO – Dudi Marafigo fez a letra desse xote com os conterrâneos dele de Lages Ricardo Beisheim e Ricardo Oliveira cuidando da parte da música

DE MÃOS DADAS – Índio Ribeiro trouxe ao mundo com letra e música essa milonga para fechar as 16 da Sapecada da Serra Catarinense.

De Joca Martins a Mauro Moraes (o autor de Milonga Abaixo do Mau Tempo), o time de jurados escalado para selecionar as músicas que subirão ao palco nas duas Sapecadas que acontecerão no Calçadão de Lages durante a Festa do Pinhão

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Samuel Ramos segue no Paço

SECRETÁRIO DE GABINETE E PRESIDENTE DA CCO DA FESTA DO PINHÃO NÃO SE DESINCOMPATIBILIZA

Até se criou um suspense porque Samuel Ramos fora convidado para concorrer a Federal (Lages não tem nenhum nome) e houve certa pressão para que ele disputasse o pleito. “Pergunte para ele. Não sou eu que decido”, disse-nos a prefeita Carmen Zanotto na manhã de sábado na abertura da colheita de pinhão no Mercado Público, quando indagamos sobre o que havia sido decidido. “O prazo ainda não acabou”, disse.

MAS…

De fato o prazo não havia acabado porque Samuel Ramos tinha até a meia-noite do 4 de abril para protocolar filiação provável no Republicanos e publicar portaria de desincompatibilização no Diário Oficial dos Municípios. Passavam das 23h quando Samuel exteriorizou a decisão:

– Não me exonerei. A atuação no governo (equipe de Carmen) é prioridade!

Samuel Ramos está fora da disputa neste ano pela opção de não deixar a equipe da prefeita. Ele segue na organização da Festa do Pinhão e como secretário Chefe de Gabinete.

LAGES SEM NOMES

Embora o próprio Samuel Ramos não tivesse densidade eleitoral para se eleger Federal, ele entraria no jogo em nome do projeto de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello. Com a opção em não concorrer, Lages deixa de ter nome para o pleito a Federal. Raimundo Colombo, inclusive, já declarou por mais de uma vez, que não pretende disputar. Esse recuo do ex-governador até faz sentido diante da realidade turbulenta que impera no PSD, onde ele está filiado, cuja a própria candidatura de João Rodrigues ao governo (considerando o racha no PP e MDB) é uma incógnita.

Cenário antigo nas lidas políticas no Estado (no telão) e a realidade atual onde o PSD tenta ser protagonista, mas não se sente firmeza de possíveis parceiros como PP e MDB.

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A Sexta-feira Santa de Lages

UM DOS MAIORES EVENTOS QUE REVERENCIA A RELIGIOSIDADE EM SANTA CATARINA TEM LAGES COMO PALCO

Temos registros por terra e aéreos da procissão de fé que se constitui as encenações da Sexta-feira da Paixão nos altos do Morro da Cruz. O evento é realizado pelo Movimento do Tabor e conta com um conjunto de apoiadores.

Desde as primeiras horas da manhã o ritual de subida das escadarias se repete com fiéis chegando até o topo para acompanhar celebrações e as tradicionais encenações…

Este outro registro com a cidade ao fundo da ideia da multidão presente na parte superior do Morro da Cruz

Fiéis que subiram a escadaria ainda complementam a peregrinação de fé acendendo velas e realizando orações e preces

O público acompanha sentado no gramado o espetáculo que remete aos textos bíblicos na encenação realizada pelo Movimento do Tabor. São pelo menos quatro meses de ensaios para entregar um trabalho que emociona e comove.

Antes do espetáculo, uma rápida abertura é feita com Hélio Furlan (camiseta vermelha) e que coordena o trabalho do grupo dando as boas vindas a lideranças e à comunidade em geral. O Bispo Diocesano, Dom Gilson Meurer, acompanhou pela primeira vez, na condição de líder maior da igreja católica na Serra Catarinense, o espetáculo no Morro da Cruz.

Fotos: Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Lages

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Um retrato aéreo antigo de Lages

É DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO PASSADO O REGISTRO AÉREO QUANDO LAGES SE FORMAVA

O registro abaixo é emblemático. Talvez se constitua um dos primeiros registros aéreos naqueles tempos de formação da cidade. Não existiam avenidas como a Belisário Ramos (Carahá) e nem Duque de Caxias. A interligação entre o Coral e o Centro acontecia pela Avenida Presidente Vargas. Eram três ruas que cortavam o Centr (atuais Frei Rogério, Emiliano Ramos e Correia Pinto). Não havia nem vestígio da atual rua Lauro Muller e nem o atual bairro São Cristóvão existia. Por sinal, nesse bairro, quem reinava soberano era o rio Carahá que, antes da retificação avançava em áreas onde hoje estão ruas como a Brasília e até a Avenida Brasil.

Observem que à esquerda e abaixo está a região onde atualmente é o bairro São Cristóvão e onde temos mananciais de água que foram sendo esgotados para virar cidade. Essa presença de córregos na região explica a razão do represamento de água na Avenida Brasil. O Tanque já imponente e a ‘alta sociedade’ da época vivendo nas suas imediações.

Apenas a título de contraste, pegamos das redes essa imagem de satélite de Lages neste começo de 2026. Uma transformação e tanto em um intervalo de cerca de um século!

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Um prêmio global para Lages

EMPRESA DAIRY TECH DO STARTUP SCIENCO BIOTECH VENCE O GLOBAL WINNER REALIZADO EM PORTO ALEGRE

Santa Catarina subiu ao palco dos vencedores da Startup Competition do South Summit Brazil 2026, com a startup Scienco Biotech, de Lages. Vencedora na categoria Global Winner, a empresa da Serra catarinense é especializada em insumos para imunologia e biologia molecular. Na Startup Competition, a Scienco Biotech concorreu com empresas de outros estados brasileiros e de diversos países.

GIGANTE ENTRE GIGANTES

O South Summit foi realizado em Porto Alegre e é considerado um dos maiores encontros de inovação do planeta. Nesta edição, a Startup Competition recebeu 2.378 inscrições de 66 países e reconheceu as melhores startups em cinco categorias, sendo que duas das vencedoras são brasileiras e as demais da Argentina, do Chile e da Espanha.

A CEO da Scienco, Maria de Lourdes Magalhães, considera o reconhecimento no South Summit Brazil um marco na trajetória da startup, especialmente pela visibilidade global que o evento proporciona e evidencia a força do ecossistema de inovação de Santa Catarina, mostrando sua capacidade de gerar startups com relevância global. Magalhães cita:

“Estar entre tantas startups com tecnologias altamente complexas e, ainda assim, sermos escolhidos em primeiro lugar, foi uma surpresa enorme, mas também uma felicidade e um reconhecimento muito significativos. Ser escolhida como Global Winner nos deixou extremamente lisonjeados e reforçou que estamos no caminho certo”.

Segundo ela, ter conquistado o primeiro lugar entre startups de todo o mundo faz também refletir que muitas vezes, a inovação está na simplicidade. “Resolver uma dor real de mercado, de forma prática e acessível, pode gerar um impacto enorme tanto na saúde quanto na economia”.

APOIO DA FAPESC

Para o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, o reconhecimento internacional da Scienco Biotech mostra o sucesso da estratégia do Governo do Estado ao investir de forma contínua no desenvolvimento de startups inovadoras, desde a base científica até a inserção no mercado global. “Quando apoiamos iniciativas desde o início, por meio de programas como o Sinapse da Inovação e o Mulheres+Tec, estamos criando oportunidades reais para que ideias se transformem em negócios de alto impacto. Esse resultado evidencia que Santa Catarina está preparada para competir em nível global, desenvolvendo soluções tecnológicas avançadas, com aplicação prática e capacidade de escalar. ”, salienta o presidente da Fapesc

HISTÓRIA DA SCIENCO

A CEO da Scienco, que é doutora em Bioquímica, conta que a história da startup começou a partir de projetos desenvolvidos no CAV/Udesc), em Lages. “A startup foi fundada em 2016 e o primeiro edital que conhecemos foi o Sinapse da Inovação, que foi fundamental nesse processo. Foi através desse edital da Fapesc, que a empresa de fato surgiu”, afirma Maria de Lourdes Magalhães. Além do Sinapse da Inovação, a Scienco teve um projeto selecionado pelo Programa Mulheres+Tech, edital da Fapesc voltado para impulsionar o empreendedorismo feminino em Santa Catarina. A startup iniciou as atividades utilizando uma estrutura de laboratórios em parceria com a Udesc e o Orion Parque Tecnológico, de Lages, até conseguir recursos por meio de novos fomentos para montar o seu próprio laboratório, dentro do Orion Parque.

ENTENDA A INOVAÇÃO

E em 2021, criou uma spin-off, a Dairy Tech, focada no desenvolvimento de soluções para o setor lácteo. “Foi a partir dessa frente que iniciamos o desenvolvimento de um novo produto voltado à análise do leite e, em 2022, lançamos o MilkTest A2 no mercado. Essa tecnologia é hoje única no mundo, pois permite identificar, a partir de poucas gotas de leite e em poucos minutos, se ele é A2 ou não – o leite deste tipo é uma alternativa mais leve para digestão. Atualmente, essa identificação só é possível por meio de genotipagem, uma técnica cara, complexa e que pode levar semanas ou meses. Nosso teste permite que o produtor identifique diretamente na fazenda quais animais são A2 e possibilita maior controle de qualidade para a indústria, explica Maria.

FOCO EM SC ‘100% A2 DO BRASIL’

A empresa comercializa seu produto tanto no Brasil quanto em países como Nova Zelândia, Portugal, Coreia do Sul e Colômbia e, segundo Maria de Lourdes Magalhães, busca parceiros para ampliar a distribuição global do MilkTest A2 de forma eficiente e escalável. Para o futuro, a CEO da Scienco diz que o grande sonho é tornar Santa Catarina o primeiro estado 100% A2 do Brasil, utilizando uma tecnologia desenvolvida dentro do próprio ecossistema de inovação catarinense.

‘Precisão em cada gota’ é a referência da Dairy Tech cujo startup foi o vencedor em Porto Alegre com o governador Eduardo Leite entregando a premiação à Maria de Lourdes Magalhães, CEO da empresa lageana.

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600 caçambas de asfalto em Lages

SÃO 11.000 TONELADAS DE MASSA ASFÁLTICA UTILIZADAS NAS VIAS NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Talvez os dados individualizados de aplicação de massa asfáltica em uma via ou obra não dê a dimensão daquilo que está sendo feito na infraestrutura de Lages. Mas o conjunto de informações sobre o trabalho do trimestre permite uma visão mais clara. Encomendamos os dados do que foi aplicado nas vias (entre obras e reparos) nos meses de janeiro, fevereiro e março. A informação oficial aponta a quantia de massa asfáltica, o CBUQ, que é o revestimento asfáltico de alta resistência, aplicada nas frentes de trabalho lideradas pelo secretário Coronel Cleber Machado Arruda.

Secretário Cleber Machado numa entrega de ordem de serviços nesta semana no bairro São Francisco e os números da utilização de massa asfáltica no trimestre inicial de 2026

OS NÚMEROS E DADOS ESTIMADOS

De acordo com o controle da Secretaria de Obras, nas diversas frentes de trabalho foram aplicadas 11.000 toneladas de massa asfáltica, o CBUQ. Se considerarmos um peso variado de 18 a 20 toneladas por caçamba, temos uma realidade próxima de 600 caçambas utilizadas nas vias. Isso daria uma média de 10 caçambas de asfalto por dia, se considerarmos 60 dias úteis entre janeiro e março.

COMPARATIVO COM 2025

Ano passado, em 12 meses (embora janeiro a usina da Amures não tenha funcionado o mês inteiro) foram consumidas 25.000 toneladas de massa asfáltica. Somente nos primeiros três meses deste ano se chegou a quase metade disso (11 mil toneladas), gerando uma expectativa de que será um ano promissor em termos de ataque aos gargalos da infraestrutura urbana e rural. “As 11 mil toneladas de massa asfáltica foram utilizadas nos processos de recapeamento, fresagem, reperfilagem e operações tapa-buracos”, aponta a informação oficial.

ASFALTO MAIS BARATO

Como vem da Usina da Amures, a massa asfáltica está custando em média 30% a menos que se fosse adquirida de empresas particulares. Foram investidos R$ 6.500.000,00 para essa aquisição, sendo que se fosse adotado o modelo tradicional de aquisição, seriam necessários mais de R$ 9 milhões. Importante observar que R$ 2 milhões dos recursos investidos são oriundos de emenda quando Carmen Zanotto era deputada Federal. Os outros R$ 4.500.000,00 se constituem repasse de convênio autorizado e liberado pelo governador Jorginho Mello para a infraestrutura de Lages.

De grandes avenidas (Carahá, Castelo Branco, 1º de Maio, Presidente Vargas) a ruelas com menor fluxo de trânsito (como na foto), tem rolo (a máquina) em ação fechando 11.000 toneladas de massa asfáltica em 3 meses.

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