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Lages: Asfaltará trecho rural

PELOS DADOS DA LICITAÇÃO NÃO SE TRATA DO PROGRAMA ESTRADA BOA RURAL VISTO QUE É UMA OBRA DE MENOS DE R$ 1,5 MILHÃO

A prefeita Carmen Zanotto (Republicanos) já aprovou na Câmara de Vereadores projeto de lei que lhe autoriza firmar a parceria com o Governo do Estado para o programa Estrada Boa Rural. Trata-se de uma iniciativa onde o Governo do Estado banca 50% de uma obra de pavimentação de acesso a determinada localidade rural, sempre partindo de uma outra rodovia já asfaltada. Tem-se uma informação não oficial de que o trecho a receber esse programa corresponde aos primeiros 5,5 km da antiga BR-2 em direção à Coxilha Rica.

MAS O PRIMEIRO ASFALTO É…

Pelo extrato da publicação de licitação, com abertura das propostas na terça-feira, 10 de março, o primeiro trecho a receber pavimentação asfáltica é a chamada Estrada de Macacos. A estrada municipal parte da BR-282 na altura do Km 195 até a sede da localidade.

No extrato da licitação em andamento se exterioriza que é um trabalho amplo, abrangendo de terraplanagem, drenagem e obras correntes, além de sinalização pós-asfalto

NÃO SERIA O ‘ESTRADA BOA’

Não há informação oficial ainda sobre a obra, mas considerando o aporte previsto de R$ 1.439.623,85, não se trata do Estrada Boa Rural. Isso porque, esse programa anunciado pelo governador Jorginho Mello, permite que Lages acesse até R$ 10 milhões – e ‘caseie’ outros R$ 10 milhões – para trechos bem maiores.

A localidade de Macacos, situada em direção a Florianópolis, a partir de Lages, tem mais de uma estrada. Mas uma delas é essa indicada na sete e a outra é logo à direita no print feito do Google Maps.

INFORMAÇÃO OFICIAL

Como a chegada à localidade de Macacos possui dois caminhos, indagamos ao Secretário Adjunto da Agricultura, Ronaldo Duarte (que cuida mais da parte da infraestrutura rural), qual seria a estrada a receber essa melhoria. Ele não entrou no mérito da pavimentação em si, que a licitação sinaliza. Disse que a Prefeitura de Lages considera inclusive um estudo da Acil para atacar pontos críticos em trechos de estradas do interior:

“Agora nesta primeira etapa vamos asfaltar três pontos críticos: O Morro do Caveiras (que vai para a localidade de Morrinhos, antes de chegar ao Guará), o Morro do Val, esse sim, lá dos Macacos, que vai lá para Rancho de Tábuas. Aquele ali é um morro bem crítico. E o Morro da Arroeira ali em Santa Terezinha do Salto (…). Esses os projetos estão em elaboração e o prazo máximo é colocarmos para licitação até junho. Como é interior, os estudos, os projetos precisam ser mais aprofundados”.

Ronaldo Duarte, o Adjunto da Agricultura que cuida da Infraestrutura Rural, nesse registro de arquivo com o governador Jorginho, que por sinal, viabiliza recursos também para investimentos no interior de Lages

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Colombo e MDB: ‘Sem querer, querendo’

EX-GOVERNADOR DIALOGA COM EMEDEBISTAS QUE QUASE LHE ENTREGAM A CHAVE DO PARTIDO

Na passagem por Lages no sábado, 21, emedebistas do andar de cima teriam almoçado com o ex-governador Colombo. Na reunião do MDB – onde estivemos – já se comentava sobre planos do partido para Colombo, caso ele se interessasse em trocar o PSD pelos pelegos e concorrer neste ano. “Não sei se o Colombo anda desmotivado, cansado ou sendo estrategista”, disse-me um dos emedebistas sobre a ideia de tê-lo nas fileiras do MDB. “Trocamos conversa por telefone até porque fui secretário do Raimundo e respeito muito sua história e o trabalho que prestou a Santa Catarina”, emendou outro emedebista, Juarez Matos, sobre diálogos com o ex-governador.

O QUE O MDB TEM EM MENTE PARA COLOMBO?

Talvez por ter mais desagradado que agradado seus colegas de PSD, o seu partido não morre de amores por Colombo. E isso não é segredo. Tanto que muitas decisões são encaminhadas, sem considerar se quer uma consulta ao ex-governador. Por causa desse ‘distanciamento tácito’, embora não tenha partido dele qualquer declaração a respeito, consta que haveria um desejo de deixar o PSD. Sabemos que o União Brasil sondou filiá-lo. E na mesma linha, o MDB também o quer. Mas o quer como candidato. E Colombo poderia escolher, de candidato a Estadual, Federal, Senado e até governador. Ele, no entanto, mantém a postura de aparente desinteresse no estilo “eu quero ajudar e não atrapalhar”.

O FATO É QUE…

Fora das fronteiras de Lages, os momentos mais felizes da vida política de Colombo foram ao lado do MDB. Foi assim nas eleições de 2006 (eleito ao Senado), além de 2010 e 2014 (quando venceu ao governo em primeiro turno). Daí que uma hipótese de Colombo migrar para o MDB não está fora do radar e seria autoexplivável.

E…

A maior dificuldade estaria em, ele mesmo, contar isso ao cacique Gilberto Kassab, de quem é amigo pessoal. Porém, nessa estratégia de querer concorrer sem dizer que quer, Colombo vai exercitar o jargão do personagem Chaves do seriado do SBT, caso concorra e seja eleito: Foi sem querer, querendo!

Colombo com os saudosos Calça Larga e LHS nos tempos que o MDB só deu alegria ao ex-governador de SC

Este outro momento é de quanto ‘tudo eram flores’ na relação de Colombo com LHS, embora a relação dos dois, depois de feitas as pazes em 2006, nunca mais azedou.

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Lucas Neves lidera recursos a Lages

DOS RECURSOS DE EMENDA PARA LAGES NESTE ANO, QUASE A METADE VEM DO GABINETE DE LUCAS NEVES

O quadro é autoexplicativo, mas permite reforçar a importância da representatividade política e o esforço dos representantes para viabilizar recursos públicos para obras e ações. Na consulta à área da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, temos uma ideia daquilo que o deputado Lucas Neves (a caminho do Republicanos) está viabilizando para este ano em emendas somente para Lages (embora ele tenha pulverizado recursos para dezenas de municípios).

Dos R$ 20,6 milhões previstos para este ano, temos um total de R$ 9 milhões somente do parlamentar.

A TÍTULO DE COMPARAÇÃO…

Porque está ali na tabela e no portal de informações, o deputado Marcius Machado (PL) é o segundo em aporte à maior cidade da Serra Catarinense, que é seu reduto eleitoral, mas com um terço a menos que Lucas Neves. Mário Motta (PSD) é o terceiro deputado que mais aporta (segundo a consulta) em emendas para Lages, com equivalente a 15% daquilo que Lucas Neves viabiliza.

Embora integre a Bancada da Serra, em termos de aporte através de emendas especificamente para Lages, o deputado Nilso Berlanda comparece menos que parlamentares como Ivan Naatz (PL), Jesse Lopes (PL), Luciane Carminatti (PT) e Marquito,com substanciais R$ 550 mil.

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Varas Federais: OAB/SC comemora

SC TERÁ AO TODO MAIS OITO VARAS FEDERAIS SENDO QUE CINCO FORAM INSTALADAS NESTA SEMANA

A NOTÍCIA – Após três anos de muita mobilização, articulações institucionais e incansáveis agendas em defesa da advocacia, a OAB/SC celebra uma conquista histórica: a instalação de novas varas federais em Santa Catarina.

SOBRE ISSO – Nesta semana, cinco dessas unidades foram oficialmente implantadas em solenidade na sede da Justiça Federal catarinense, marcando um novo tempo para a atuação da classe no Estado e ampliando a estrutura do Judiciário Federal para atender à crescente demanda da sociedade.

ONDE AS VARAS? – Neste primeiro momento, passam a funcionar duas varas com competência em execução fiscal (uma em Florianópolis e outra em Joinville) fortalecendo o julgamento de ações que tratam da cobrança de dívidas com a União e demais órgãos federais, no âmbito da primeira instância. Ao mesmo tempo, três das novas varas viabilizarão a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis, especializada em matéria previdenciária e com atuação em segundo grau.

AÇÃO DA OAB/SC – O presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, reforça que a instalação das novas unidades vai além da criação de estruturas físicas. “Estamos falando de acesso à Justiça com mais eficiência, de decisões mais céleres e de valorização da advocacia que atua diariamente nessas demandas. É uma resposta concreta a uma necessidade antiga do nosso Estado”.

Linha do tempo da atuação da OAB até a viabilização das novas Varas Federais em SC

Juliano Mandelli e o diretor de Relacionamento com a Justiça Federal da OAB/SC, Jorge Mazera, na solenidade de instalação das novas Varas Federais. A mobilização exitosa da OAB/SC demonstrou que o Estado tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros Estados.

ESTRUTURA A MAIS EM SC

Com a instalação da 10ª Vara de Execuções Fiscais e da 4ª Turma Recursal da Justiça Federal — e, nesta terça-feira (24), da Vara de Execuções Fiscais de Joinville — Santa Catarina soma cinco das oito varas conquistadas por meio de um trabalho coletivo.

O presidente Mandelli não esconde a emoção diante do resultado alcançado, apontanto que:

“O que vivemos hoje é histórico. Não é apenas a abertura de novas unidades, é a prova de que união, coragem e compromisso transformam a realidade. Foi uma caminhada intensa, cheia de desafios, mas mostramos que, quando a OAB está forte, presente e combativa, nada é impossível.”

Com as instalações, a Justiça catarinense terá 47 varas federais, distribuídas em 17 municípios, e quatro turmas recursais, cada uma composta por três juízes. A Seção Judiciária também dispõe de cinco unidades avançadas de atendimento (UAA) em municípios que não são sede de vara federal.

Com fotos de Fabiano Augusto e Assessoria de Comunicação OAB/SC

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Fatos: Colombo, Jorginho e porcos

A DIFERENÇA NO ESTILO DE ATUAÇÃO ENTRE OS GOVERNADORES EM RELAÇÃO ÀQUELES QUE PODEM AJUDAR NO PROJETO POLÍTICO

Há várias histórias relacionadas ao tratamento dado pelo então governador Raimundo Colombo a prefeitos. E isso evidencia a diferença de tratamento dele às lideranças e o jeitão de Jorginho Mello. Uma dessas histórias é contada por um prefeito serrano da década passada. Conhecido de Colombo de outras lidas, ao encontrar o governador, tentou despachar uma demanda nas correrias de agenda. O próprio ex-governador o aconselhou:

– Vai lá no Centro Administrativo que a gente senta e, com calma, analisa isso!

Sugestão feita e na segunda-feira daquela pós-agenda, o prefeito amanheceu em Florianópolis. Chegou e foi direto para o Centro Administrativo onde se apresentou e informou que o governador Colombo havia dito que queria despachar com ele. Ficou a manhã inteira na sala de espera, entrava gente, saia gente e nada. Saiu para almoçar, retornou rápido. Entendendo a correria da agenda do governador, pensou que logo abriria uma brecha e seria chamado.

MAS…

“Lá na metade da tarde apareceu o Lauro (Pruner, que era assessor direto do governador), explicando que Colombo não poderia me receber”, relatou ele. O então prefeito retornou para seu município, mastigando angustia, sem entender porque Colombo o tratara tão bem na agenda na Serra e, na Capital, foi como se ele não existisse.

CORTA PARA 2026

Se prefeitos da década passada passavam por situações como a relatada (e isso não é invenção porque um ex-prefeito não teria porque criar uma história dessas), Jorginho Mello se comporta absolutamente diferente. Tanto que há casos de prefeitos do próprio MDB (vou citar o caso de Lucimar Salmória de Abdon Batista que me disse isso), de que, se o partido não tiver candidato próprio, ele vai trabalhar para pedir votos a Jorginho. O atual governador tem essa cautela de diálogo com os atuais prefeitos e mantém relação com ex-prefeitos, inclusive nomeando alguns para funções.

SOBRE A NOMEAÇÃO DE EX

Tem DNA de liderança de partido que se sentiu escanteado do governo Jorginho, a tarefa de levantar toda a nominata de ex-prefeitos que foram nomeados pelo atual governador. Ele dispara a relação citando João Cidinei (Anita), passando por Fernanda Córdova (Palmeira) e até esquece de Marisa Costa (Urubici). Tratam-se de nomeações que não contém, salvo melhor juízo, qualquer condão de ilegalidade ou imoralidde (visto que as funções comissionadas são de livre nomeação). Mas o fato evidencia o ditado popular, que o então vereador Canônica repetia na Câmara de Lages:

– Política é igual carga de porco. Só reclamam os que estão por baixo!

Jorginho é alvo do fogo quase amigo, ou daqueles que queriam estar com ele e, não estando, combatem-no pelas estratégias que o governador adota no projeto de reeleição

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Fiesc e o impacto do fim da 6/1

ENTIDADE APONTA PERDA DE 41.000 VAGAS DE EMPREGO NO TERRITÓRIO CATARINENSE EM SE IMPLEMENTANDO A REDUÇÃO DE JORNADA

“Vai quebrar esse País. Tenho conversado com a indústria, o comércio e terceiro setor. É impossível a implementação e neste momento é uma proposta eleitoreira”, afirma o deputado Ismael dos Santos (PSD), sobre a mudança na jornada de trabalho com o fim da escala 6/1.

NÚMEROS DA FIESC

A fala acima foi durante encontro de dirigentes da Fiesc com integrantes da bancada federal catarinense no DF. A entidade exteriorizou a preocupação com a mudança, reduzindo a carga de trabalho semanal:

“A Fiesc estima que 41,4 mil vagas de trabalho seriam perdidas nos próximos 2 anos com a redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais sem redução salarial no estado”.

E…

Praticamente a metade desse quantitativo (19.100 postos de trabalho) seriam extintos somente na indústria. “Reflexo de um incremento de 9,7% nos custos do trabalho”. O estudo foi entregue pela Fiesc à bancada catarinense na noite desta terça-feira (24).

GILBERTO SELEME,

PRESIDENTE DA FIESC, APONTA

A perda de competitividade da indústria de SC nos mercados internacionais e a redução no nível de atividade econômica vão impactar especialmente os setores intensivos em mão de obra e que são mais sensíveis a preços tanto no exterior como no Brasil (…). Por isso, esse encontro do setor produtivo com os parlamentares é tão importante. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho não pode ser feita de maneira apressada, pois as consequências são de grande relevância”.

SETOR MADEIREIRO IMPACTADO

Os setores de alimentos e madeira são exemplos de indústrias que seriam fortemente impactadas. “São grandes empregadoras e exportam boa parte de sua produção, enfrentando concorrência pesada no exterior. Por isso, são sensíveis a preços e contam com pouco espaço para absorver aumentos de custos como os que seriam provocados pela redução da jornada sem redução de salários”, diz Seleme.

Os três senadores (Amin, Ivete e Seif) e 10 dos deputados federais no encontro com o presidente da Fiesc (Seleme com a carta azul na mão) durante a apresentação de dados do impacto do fim da jornada 6/1

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