BISPO LAGEANO RETORNA TEMPORARIAMENTE À TERRA NATAL, MAS AGUARDA NOVAS MISSÕES
Dentro de pouco mais de uma semana (dia 27), ascende de Bispo Diocesano de Lages, o Monsenhor Gilson Meurer. Inclusive ele se comunica com o povo católico do qual se tornará o principal líder em uma coletiva à imprensa na segunda-feira, 22. Falará sobre seu estilo de atuação, apresentando-se antes da ordenação à população da Serra Catarinense abrangida pela Diocese de Lages. Enquanto isso, seu antecessor, Dom Guilherme Werlang foi às redes relatar esse período de transição na vida religiosa após completar (em 5 de agosto deste ano), 75 anos de vida.
DE VOLTA À TERRA NATAL
“Agora, daqui a alguns minutos, madrugada do dia 17 de dezembro inicio a ‘viagem’ de volta para, provisoriamente, ficar em São Carlos (Santa Catarina). Hoje levo a pequena ‘mudança’ dos meus ‘pertences’, como roupas, livros, algumas lembranças que fui recebendo nesses 46 anos de MSF (abreviação de Missionário da Sagrada Família), Padre e Bispo. Ainda permanecerei aqui na diocese de Lages até a ordenação e posse do novo bispo diocesano, no próximo dia 27 de dezembro”.
A CAMINHADA
“No dia 18 de fevereiro de 1963, com 12,5 anos de madrugada, meu pai, meu irmão João Carlos e eu saíamos de casa para eu poder ingressar no Seminário dos Missionários da Sagrada Família, em Maravilha. Saímos carregando malas e sacos do enxoval necessário para o seminário. Agora, depois de 62 anos e 10 meses, já tendo completado os meus 75 anos, tive a renúncia ao Ofício de Bispo Diocesano aceito pela Igreja conforme ditam as leis do Direito Canônico. A MISSÃO continua, mas em outra dimensão. Será uma experiência totalmente nova para a qual tenho tentado me preparar mental, espeiritual e emotivamente já por algum tempo. Como isso será e acpntecerá na prática, não sei dizer agora, mas acolherei com alegria e amor. Ao menos essa é minha expectativa e disposição interior”.
“No momento, estou retornando, mesmo como Bispo Emérito de Lages, SC para minha terra natal, no aguardo de uma nova missão, possivelmente na Congregação dos Missionários da Sagrada Família. Ainda não sei nem lugar e nem SERVIÇO, mas estou aberto a uma experiência nova, uma missão nova, onde Deus, a Igreja e a Congregação quiser me enviar (…). Meu sentimento e minha palavra hoje, olhando o LONGO caminho já percorrido é GRATIDÃO, GRATIDÃO E GRATIDÃO”.


