DOIS PEDIDOS DE IMPEACHMENT FORAM PROTOCOLADOS NO LEGISLATIVO. PAUTA PARA MANTER O ASSUNTO SANGRANDO
“Nós estamos insistindo dia a dia, para que comportamentos que venham a violar os direitos das mulheres estejam ausentes do nosso convívio social. Esse é o ponto. Na sequência, nós observamos que esse tipo de enredo, no qual o vice-prefeito se meteu neste sábado, e começamos a reivindicar do ponto de vista político, que compete a Câmara de Vereadores, que o caso possa ser realmente apurado da maneira como deve ser”.
UM DOS PEDIDOS
Acima está a fala de Erli Camargo, falando ao colega Amarildo Volpato na Hora da Corneta da Rádio Clube FM, detalhando a razão do protocolo do pedido de impeachment contra o vice-prefeito Jair Júnior. Ela, Erli Camargo, tem uma longa história de atuação, integrando entidades e o próprio Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Lages, e representou um colegiado de entidades nessa propositura.
O OUTRO PEDIDO
A eleitora Luciana Capistrano foi a autora do outro pedido de impeachment protocolado no legislativo lageano. Os vereadores de oposição optaram por não registrar nenhum pedido, visto que, se o fizerem, na condição de denunciante, não poderiam participar de nenhuma comissão em um eventual processo.
RITO DOS PEDIDOS
O próprio presidente da Câmara, Maurício Batalha, colega de Jair Júnior no partido Podemos, apontou que os pedidos serão submetidos à Procuradoria. São dois procuradores aptos a analisar se os pedidos preenchem os requisitos de admissibilidade. Em existindo o conteúdo para tramitação, dar-se-á os outros passos, inclusive com a colocação em votação onde, a maioria simples (9 votos) poderão autorizar a abertura do processo de impeachment que, em última análise, poderá levar à cassação do mandato do vice-prefeito por quebra de decoro.
O presidente Maurício Batalha ao qual cabe estabelecer o andamento dos procedimentos que podem, ao final, retirar o cargo de vice do colega dele de Podemos, Jair Júnior.
POUCO PROVÁVEL
Na verdade, embora o episódio envolvendo o vice-prefeito tenha ganho repercussões enormes, épouco provável que adiante ocorra um desdobramento de perda de mandato, pelo viés do legislativo. O grupo político que o vice integra tem maioria folgada (11 a 05) e, mesmo que algum vereador se desgarre da linha de defesa de Jair Júnior, seriam necessários 11 votos para retirá-lo do cargo. Os pedidos de impeachment conseguem, no entanto, manter a questão na pauta, fazendo o assunto sangrar, ampliando a censura às práticas condenáveis praticadas por Jair Júnior.





